Quase tudo o que importa na minha vida começou à volta de uma mesa.
Livros. Vinho. Perguntas. Pessoas.
— entra.
Escrevo livros e crónicas.
Criei o Bee Mind para pôr pessoas a conversar.
Apresento o Lado Reverso, na RTP2.
E continuo a acreditar que uma boa pergunta pode mudar uma vida.
Há fotografias que tiramos.
E há fotografias que nos encontram.
Um fim-de-semana à volta do vinho, da comida e das pessoas que fazem um território. — 10 lugares.
Há quem atravesse a vida.
E há quem se sente à mesa.
Sempre acreditei que a vida não deve ser vivida à pressa, nem aos bocados, nem em piloto automático. Deve ser vivida com apetite. Com curiosidade. Com livros, vinho, silêncio, conversas que começam sem destino, viagens que nos obrigam a regressar diferentes, pessoas que nos lembram quem somos.
Às vezes basta uma pergunta. Um livro. Uma viagem. Uma conversa. Um encontro.
Não para nos transformar.
Mas para acordar aquilo que já lá estava.
O meu trabalho é pôr a mesa.
É por isso que escrevo. É por isso que viajo. É por isso que criei o Bee Mind. É por isso que continuo a acreditar que uma boa conversa pode mudar uma vida.
— ou talvez seja só o que preciso de acreditar, para continuar a pôr a mesa.
Cada pessoa decide depois o que faz com o convite.
Porque viver não é sobreviver.
É reparar.
É desejar.
É provar.
É perguntar.
É amar.
É chegar à mesa com fome.
Temas que voltam sempre à mesa
Amor — Tempo — Mudança — Prazer — Medo — Justiça — Religião e Espiritualidade — Morte — Arte — Liberdade — Futuro — Sentido da Vida
esta semana, à mesa: medo
Isto não começou aqui.
Antes das cartas, da televisão e dos livros, houve jantares, tertúlias, trilhos, vinho, escritores, desconhecidos e muitas perguntas.
Cinco formas de continuar
01 Ler
02
Lado Reverso
03
Bee Mind
04
Viagens
05
Livros