Viajo com o cérebro e o estômago.
Ambos têm fome.
Viajo para perceber um lugar e, quase sempre, começo pela mesa.
Guardo restaurantes, estradas, praias, produtores, mercados, vinhos, conversas, atalhos, casas, trilhos e aquelas coisas que não aparecem na primeira página de uma pesquisa.
Algumas viagens acabam em fotografias. Outras em textos, mapas, cadernos, roteiros ou projectos que dão vontade de voltar com mais gente.
Foi assim com os Trilhos dos Famintos. É assim com os cadernos de viagem, da Croácia a Itália e a tantos lugares pelo meio.
Não me interessa muito coleccionar destinos. Interessa-me perceber porque é que um lugar nos fica no corpo.
Uma ancestral
Trilho dos Famintos