Blog Archives

#NÃO AO MEDO

12248235_1252934108065557_7715278245250812367_o

#NÃO AO MEDO

Devia escolher esta imagem para ilustrar um momento mais feliz, mas não dá para sobrevoar o que está a acontecer…e continuar planando sobre o ar quente dos dias, só porque o bafo que nos sustenta teve a sorte aleatória da melhor hora, do local certo e da circunstância boa.
E não dá para querer cortar as asas de quem sonha voar para longe de um chão que não o deixa crescer, poisar sequer, ou semear.
E menos ainda, desconfiar de quem quer ser livre, só por quem nunca sentiu antes, a asfixia da liberdade.
Nestes dias, em que ficamos com poucas certezas, encontro na forma como as educo, a minha pista de descolagem.
A consciência da sua dimensão na dimensão do mundo. A importância das suas acções na condução do seu destino. A crença na humanidade. O amor aos outros. A luta pela liberdade. A defesa da igualdade. E o amor à terra. E se der para ir mais longe no meu vôo de mãe, quero muito, que os seus sonhos tenham a força de duas asas e que nunca tenham receio de se elevarem por aquilo em que acreditam.
Porque o céu não tem arame farpado, o sol não é uma estrela privada e o medo não ganha à força da Liberdade.

Comentar

JÁ “ERA” para SER.

11887572_1226364887389146_5425660555535751065_o

Não sou de boatos, superstições nem premonições.
Mas num mundo tão grande é nosso dever existencial estar a par dos medos circulantes. Eis-nos chegado a 2015, um ano que se vaticina ser o fim de uma Era. Não necessariamente o FIM da existência terrestre, apenas um reboot do sistema tal como o conhecemos.
Tenho mergulhado no tema nas poucas horas que permito ao pensamento fruir, sem angústia, as certezas do nada.
Imagino o fim da moeda, os grandes cataclismos, mas também imagino o adormecimento da tecnologia, o renascer da troca, a auto-subsistência, a paralisia da urgência, a reinvenção do zero.
E não me angustia.
Talvez me angustie mais o adormecimento geral em que nos encontramos na fruição incerta dos dias. Talvez me assuste ainda mais esta luta desenfreada para nos encaixar à força, numa rotina correcta que potencie o melhor de nós. Talvez alucine mais, quando penso em acordar todos os dias numa luta injusta contra o tempo.
Talvez me magoe mais, a força com que me escapa tudo o que não consigo agarrar. Talvez me atormente mais ainda, encaixar à força nas rotinas, que não nos potenciam, nas cirunstâncias que não nos empoderam e nas pessoas que não nos viciam.
Talvez me desespere ainda mais viver das memórias de tudo o que poderia ter sido, porque nada é, quando já foi.
Talvez o mundo precise desse “RESTART”.
Talvez sejamos privilegiados em viver numa Era que culmina na possibilidade da reinvenção. Talvez sejamos os felizes convidados da primeira plateia, da mudança mais dolorosa, e simultaneamente mais necessária.
Daquela mudança, que esperamos no mundo, porque não há maneira de termos força que chegue para nos rebelarmos dentro de nós.
Talvez seja esse o renascimento dos sentidos, o expoente máximo dos sabores, a viagem ao centro de nós.
E que seja aí, no precipício do fim, que a humanidade vislumbre o principio do “NÓS”, a vingança mais assertiva ao reinado do “EU”.

Comentar