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Hoje estou estupidamente feliz.

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Estes dias têm sido tão velozes, que nem tem dado tempo, para dar aos momentos, o que eles merecem.
Hoje estou estupidamente feliz. As miúdas têm os últimos testes (não me canso de o dizer) e para mim, começa um reinado de tranquilidade, outro tipo de tranquilidade, já que as loiras rondarão o pedaço em busca do que fazer. Mas cada coisa no seu dia. Para ser feliz, é preciso saber reagendar preocupações. Mas não era nada disto que eu queria partilhar. Só não me contenho de alegria. (hoje é Burger king para toda a gente e o melhor reserva tinto para os crescidos). O que eu queria mesmo é dar os Parabéns à Rita da fotografia. A cozinheira dos cozinhados que fotografei para um livro delicioso que já está nas bancas deste Portugal. Disse na apresentação do livro, que quando a Rita me contactou por email estava longe de achar ser, a pessoa indicada para um roll de fotografias de alimentação saudável. Eu, rainha obstinada das tábuas de enchidos, discípula de Baco e devoradora de gomas. Mas é no contraste que se ganha definição e demo-nos como melão e presunto.
Obrigado miúda do Sul por me teres confiado o norte das tuas fotografias. E por teres sublinhado com este projecto que as calorias da amizade são as que mais nos engordam de vida. Que mantenhas sempre esse teu açúcar.
http://ritasmessykitchen.blogspot.pt/

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Não vivo sem…

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Não vivo sem tempo.
O tempo que vive acima dos ponteiros do relógio, aquela medida unitária que faz parelha com o destino que me compete cumprir.
O tempo dos meus sonhos, das palavras encavalitadas no bico da minha caneta, das imagens que projecto na lente para as minhas memórias futuras.
Não vivo sem sentir o vento a empurrar-me contra os obstáculos de que me faço vida.
Não vivo sem amor desprendido, sem abraços apertados, sem poder dizer aos que gosto o quanto me fazem falta e sem sentir a falta que me fazem os que gosto.
Não vivo sem o desembaraço primário de achar que a vida é uma aventura mascarada de rotina.
Não vivo sem Liberdade, a mesma que dá prazer ao pé descalço, a mesma com que vejo de mãos dadas o tempo fluir, a mesma que me acorda em sobressalto para me lembrar que posso ser tudo.
A liberdade que me engasga os deveres e me acorda os sentidos para todos os momentos de prazer.
Não vivo sem o presente, aquele que é o agora sem a culpa do que poderia ter sido, e sem os complexos de tudo o que já foi.
Não vivo sem canetas, blocos, máquinas, bonés e as bugigangas que se estendem sobre os meus membros com a aspiração de serem tentáculos de mim.
Não vivo sem o colo do copo de vinho onde naufrago a minha poesia, nas noites em que sonho ser escritor. Nem sem os livros que me amarram a 1000 vidas que não conheci.
Não vivo sem música, sem a pauta curvilínea dos acórdãos que fazem banda sonora onde me encontro, onde vou, onde sonho e onde me faço pessoa.
E não vivo sem viagens, aquelas que vão ao fundo de nós, dos outros e do mundo.
Não vivo sem pessoas, os cofres máximos de inspiração, transpiração, fontes com a mácula máxima da vida, cortesãos da minhas letras.
E não vivo sem gargalhadas porque são o compasso mais saudável de existir.

*Enquanto embaixadora da RVCA e a convite da Ericeira Surf & Skate lançarem-me o desafio de escrever sobre o tema “Não vivo sem” ‪#‎naovivosem‬ e traduzi-lo numa fotografia. Falta o presunto:)

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