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Tão desconcertante como o teu feitio

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Estavas muito concentrada na mesa do teu quarto…
Há demasiado tempo para ser fruto de uma inspiração para o Estudo ou um ataque súbito de consciência para com o Conhecimento.
Aproximei-me, espreitei por cima do teu ombro e vi que estavas a escrever numa tabela. Mas como tens uma letra tão desconcertante como o teu feitio, não lhe consegui adivinhar o significado nos caracteres.
Perguntei-te o que era. Viraste-te para mim e com o ar mais sereno do mundo, disseste-me que era uma tabela comparativa.
Apontando-me explicaste:
Na coluna do X os nomes dos rapazes, na coluna do Y os pontos a favor e os pontos contra cada um dos rapazes. Devo ter feito um ar estranho, mas não tão estranho, que achasses que quando era catraia era diferente de ti, porque quando te viraste para concluir o exercício disseste:
– Ó mãe, não me digas que nunca fizeste este exercício?
(se ela imaginasse os dissabores que me teria poupado uma inteligência lógico-matemática sobre um coração poético)
Respondi:
– Ainda faço minha filha. Faço sempre que é preciso:)

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Corrente sanguínea em corta-mato

caetanaaa

Conheço-te melhor que a mim. E desde que vislumbro a tua personalidade que adivinho que o Erasmus seja apenas um pionés de partida, para essa alma errante. Sei que praticas o desapego até com quem gostas, e sei que esse passaporte aos pulos, e essa corrente sanguínea em corta-mato, está toda carimbada de amor. Ainda assim, podíamos adiar por uns anos este tipo de telefonemas:
– Estou mãe! Olá. Por acaso não viu aquela minha carteira preta?
– Oláaaaaa filhota mais querida do meu coraçãooooooo:))))
– Não ficou ai em casa pois não…?
– Então “moedinha número um” (como lhe chamo carinhosamente) não quer falar com a mãe?:)
– Okay. quero, quero. Mas agora estou a meio de uma coisa.
Ligo mais logo para conversar. Love you. (piiiiiiiiiiiiiii)

P.s: Love u 2.

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