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Ó gente boa

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Ó gente boa, fado de sorte que eu tenho com as pessoas.
E pensar que tudo começa aqui.
Numa rede social, numa fotografia, num texto, o envio de um email, uma troca de palavras, um acerto de valores e uma data. Um encontro às cegas que se enche de luz.
A maioria das vezes não se adivinha na linguagem formal de um email as pessoas que espreitam do lado de lá. E ainda que revele deste meu lado, este meu centro, há tanto ainda por adivinhar que cada encontro, é um momento de sorte ou azar.
Não sei se as palavras que escrevo e a forma como me dou, filtram as pessoas que me procuram. Se assim for, manterei a receita, porque a colheita tem sido a melhor.
Adorei esta nossa sessão na Gulbenkian. Daniela e Pedro já vos disse o quanto gostei da nossa sessão. E reforço aqui, o que vos disse lá, que quero alinhar os meus chakras dançarinos nesse palco de gente boa, de olhos vendados ao som de uma batida forte. Gosto dessa forma não convencionada de estar na vida, dos valores que passam ao vosso filho e da cumplicidade que têm como casal.
E agora, bora bailar?

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Há clientes e há clientes.

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Há clientes e há clientes.
E depois, ainda há os clientes, que para além de nos receberem com um abraço apertado, encerram as hostes com um branco gelado, que nos servem um queijo de cabra em pão fresco, que nos convidam a sentar, que nos ouvem, a quem ouvimos, com quem mastigamos, conversamos e rimos.
Clientes, que numa fracção de segundos, viram amigos.
Como se aquele momento, fosse apenas um reencontro de saudades selado com fotografias.
E ainda que o embalo do vinho ajude à peregrinação da amizade, é a forma como se dão em tudo, que define como tudo acontece, e que dita tudo o que virá a seguir.
Família gira a que vocês têm!
Mas muito acima disso, a cumplicidade desprendida, de quem sabe que a vida reina acima de todos os filtros.
Parabéns daqueles de quem faz anos todos os dias!

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Era agora, era ali…

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Era agora, era ali, naquele momento em que desci com as loiras para as entregar ao pai. Ou se calhar foi mais à frente, quando já subia sozinha no elevador cheia de resoluções, de sede de mojitos e de projectos. Ui…aquele momento em que me achei só, no silêncio de mim. Tanto buffet de tempo, tanto sangue em circuito fechado, tanta energia a redundar entre os hemisférios.
E uma culpa manhosa, a querer pegar-se com o bem estar, de só se estar assim. Queria correr entre as hipóteses, esgravatar o fim de tudo, aborrecer-me sem complexos, render-me às insónias cozinhadas por mim.
Hummmm….que se isto é egoísmo, aceito-o. Disposta a dar por permuta outro dos meus defeitos. Não há culpa mais honesta que a saudade de nós. E se o tempo me abraça a fazer doer é porque também ele sabe, que não há maior cumplicidade com a vida, que a viver assim.
Ui…..senão fosse este calor morno, esta culpa fria e este fervilhar de rumos. Porque se o corpo permanece obediente e se eu continuo sentada, a verdade levanta-se e acusa a Saudade.
De, só eu para mim.

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