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Chegámos às 6h00 da manhã …

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Chegámos às 6h00 da manhã a São Tomé depois de 5 horas e 45 minutos de um dos voos mais turbulentos que já fiz.
Apesar do avião vir semi-cheio, e de ter conseguido estender as pernas por três lugares da fila do meio, mesmo tendo todos os kits: Pescoço, olhos e manta, e os joelhos do Pedro para amparar a minha cabeça morena, não consegui pregar olho. Aterramos com cara de peixe a findar em lota.
Quando saí do avião bastaram duas partículas de oxigénio para inalar aquela humidade quente do Equador e aquele verde espesso, que desce sem maneiras da montanha até ao mar. Fomos de transfer para o aeroporto. O dia nascia devagarinho, junto com sono em dívida de cada bochecho nosso.
Esta terra tranquiliza-me.
Assim que chegámos ao hotel, deixámos as malas no quarto e como crianças em véspera de natal, esquecemos rapidamente a necessária conciliação do sono e decidimos ir a pé até ao centro da cidade. Como o criador é amigo fomos parados por dois tipos de jeep que nos ofereceram boleia até ao café mais próximo, que pelos meus cálculos, devia ficar a 40 minutos de caminho. Bora lembrar que a humidade bate alto e que as temperaturas rondam os 28 graus e ainda não eram 8 da manhã. Suavamos como se tivessemos acabado a São Silvestre em primeiro lugar. Como a ilha é pequena perguntei ao Paulo se conhecia o Mike, o meu amigo e guia, com quem estive nas vezes que aqui vim. Passou-me logo o telefone e em menos de nada estavamos todos no café a combinar o roteiro dos próximos dias. Regressámos ao hotel já com o Mike, depois de termos passado uma hora à procura de uma bomba que tivesse gasolina. Desde o Natal, que o povo são tomense se dedica em exclusivo à arte do lazer, invadindo as praias com marmitas e famílias, como se só agora tivessem descoberto que habitam uma ilha. É curioso porque o povo não gosta de fazer praia. E esta é uma das poucas alturas do ano em que vemos as praias da marginal, às mais recônditas, carregadas de pontos pretos em movimento e alegria. Ainda tirei umas chapas, como esta, mas estou com os olhos tortos do cansaço e preciso mais de dormir que qualquer outra actividade. Amanhã vamos para o Norte da ilha, visitar as roças e comer as santolas de Neves. Amanhã sim, os meus olhos vão fazer jus à beleza da ilha e eu vou retribuir em largos sorrisos, tudo o que de bom se recebe aqui: “leve-leve”.

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