Não sou ferrenha mas sou benfiquista.

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Não sou ferrenha mas sou benfiquista.
A minha mãe é do Porto, o meu pai era do Belenenses e metade das minhas irmãs é do Sporting. E o Pedro é do Braga:) Temos para todos os gostos:)
O pai das loiras é lagarto mas não resisti a mandar-lhe as fotos das Filhas da mãe ao rubro, enquanto se empinavam na varanda da rua a cumprimentar os pares que desciam ao Marquês.
Vestiram todo o vermelho que tinham nos armários, mesmo que isso implicasse uns collants cheios remendos, a t-shirt da maratona e um casaco vermelhinho dois tamanhos baixo. Pegaram no meu batom vermelho e fizeram riscas de índio nas bochechas, “SLB” na testa, pintaram a boca e a manta até onde podiam.
Quando a vitória era mais que certa, pegamos em tabletes de chocolate e sumos de pacotes e juntámo-nos à cascata de gente que descia. Nunca a Camila ouviu tanto palavrão junto.
Mas o compasso apressado da festa, os tubos de escape, as bandeiras gigantes, os cânticos em uníssono, as famílias inteiras, confundiam a gramática. Quando chegamos aos cordões de segurança, a Caetana delirou com a ideia de ser revistada, e antes que o polícia a mandasse avançar, já ela estava de braços erguidos e pernas afastadas, como se tivesse sido catada numa rusga, cheia de gomas nos bolsos.
Os ombros ainda doem ao Pedro das cavalitas forçadas, porque a festa era extensa e a visão panorâmica é a tricampeã da realidade. Voltamos para a casa a cantar pela rua, de mãos dadas e cheias de pica. Capitalizamos o momento da vitória num momento de família. Acho que é por isso, que celebro com ânimo estas conquistas, porque no dia da vitória, parece sempre tudo um bocadinho menos egoísta.

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