Manhosa...

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Já deu para ver em tudo o que era Facebook e Instagram que hoje foi a verdadeira apoteose das mães, nos respectivos estabelecimentos de ensino dos filhos. Também fui ao doce castigo. Pela mão da minha Camila, fiz colares, recebi uma t-shirt gatafunhada de declarações de amor, escrevi num mural gigante o meu amor pela caracóis dourados, comi biscoitos e bebi Ice-tea, cumprimentei as mães, educadoras, amigas, coleguinhas, assisti a uma missa chata, cantei em uníssono a olhar para o papel e até tive direito à birra mártir do “não me abandones já”. E amei.
Adoro ser tua mãe manhosa. És uma mimada encartada, levas-me na certa e no errado, finjo que te educo, quando tudo o que quero é apertar essas bochechas de beijos e sentir esses braços papudos à volta do meu pescoço magro. Mas estamos a fazer progressos, se nos últimos anos, a mãe Isabelinha era gorda e baixa e bebia tinto, em 2014 a mãe Isabelinha já é “alta e magra , trabalha com a máquina de fotografias, gosta de bife com arroz e está sempre a comer gomas. Gosta de ouvir música e dança. É linda!”. Gosto da percepção elogiosa que tens da tua mãe, não porque me vejas alta e magra, mas porque sei que com 5 anos, os adjectivos físicos camuflam todo o desconhecimento da semântica interna, que caracteriza o espírito e o carácter dos adultos. Na minha tradução, não isenta de mãe, o que leio é uma admiração crescente, a certeza de que acima da relação hierárquica há uma amizade cada vez mais firme e não há sombra de dúvida ou ameaça da certeza desse amor, que te enche o corpo de genica, o meu de cansaço e o meu coração de mimo♥ Manhosa…

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