As deliciosas filhas desta mãe

PUMPKIN 2014

#FILHASDAMÃE #FELIZES

Não tenho nenhuma ideia fechada sobre um modelo de educação perfeita.
Nunca tinha pensado no que seria, ou como seria ser mãe, antes de o ser.
E mesmo depois de o ter sido, confesso, não penso em demasia sobre o assunto. Tive galo, porque não tive as melhores referências. Não saberia onde buscar exemplos.
Tive que confiar, que teria bom senso que chegue para fazer de uma criança um adulto. Com a consciência activa, que eu própria, estar me ia fazendo ao mesmo tempo.
Como uma criança está em constante transformação, até ao fim, nunca saberei se fiz tudo bem. E isso, em certa medida, consola-me.
Tenho projectos de família, e embora seja tão clássica nos erros como a estatística, nunca perdi direito adquirido a chamar-nos Família.
Receitas? Não tenho. Conselhos? Não me atreveria.
Sei apenas que em todas as fases da vida, nunca me esqueci de mim mesma, nem me sublimei a ser mãe, secundarizando a mulher que queria ser. Talvez por isso, arrisco, sou uma mulher feliz e uma mãe alegre.
Penso muitas vezes, que o respeito pelas diferenças de cada uma de nós, e a partilha conjunta na construção do todo, são o maior depósito de felicidade desta casa.
O único esforço que faço para ser feliz, é o de ir me aproximando todos os dias de quem sonhei ser. Nunca procurei nas minhas filhas respostas para as minhas dúvidas, ou fiz de ser mãe, um relevo das minhas angústias. Nunca me vesti de líder, heroína ou professora. Sou mãe, compete-me amar e educar.
Rimos muito em conjunto, mas se um dia precisar, não vou chorar às escondidas.
E as minhas filhas, verão na vulnerabilidade, toda a segurança que precisam para serem só o que são: As deliciosas filhas desta mãe.

* Texto escrito a convite da Pumpkin para a celebração do 4º Aniversário. Com a colaboração de Eduardo Sá, Mário Cordeiro, Helena Marujo, José Avillez, entre outros autores.
http://www.pumpkin.pt/anexos/especial_2014/mini_guia_para_familias_felizes.pdf

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