Verdadeiramente fácil.

Não queria deixar de partilhar estas fotografias que tirámos para a revista CARAS. Parece fácil, porque é verdadeiramente fácil fotografar quem se gosta, muito.
E sim, nós temos aquela cumplicidade que é anterior ao disparo e a máquina é uma mera testemunha ocular do momento.
E ajuda que a miúda seja gira para caraças (ela não gosta que eu escreva isto).
Mas a tua fotogenia vem de dentro e isso sente-se em cada fotografia.

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Ai Cristina, a humanidade nunca será um parto fácil

Ontem saiu mais uma capa da Cristina. Na capa aparece uma mulher mega sofisticada que é na verdade o Tiago, uma Drag queen, conhecido pelo nome artístico de Stefani Duvet. A capa entendida sempre como uma provocação caiu na boca do mundo. Por uns elevada, por outros insultada. Sempre no mesmo balanço caótico dos liberais vs conservadores. Todos treinadores de bancada cheios de epítetos de bons costumes e elevada moral. Eu adorei a capa, Cristina. Está linda, acima de qualquer considerando ou juízo.
Sei que há um lado romântico em mim que não entende que em 2018 seja provocatório colocar um casal LGBT na capa de uma revista ou uma drag queen ou um casal inter-racial.
Dá me uma vergonha que ferve quando leio os comentários das pessoas.
Quem são, caraças? Quem é são essas pessoas, esculpidas a ódio, moralistas de pé-coxinho, carrascos da santa inquisição? Tenho me esforçado para educar as minhas filhas, para que elas aceitem, promovam e defendam o direito à diferença até que tudo se dilua num mantra perfeito de igualdade e respeito. Temos que sonhar, senão não vamos lá chegar. Não permito, e não permitirei, no que de mim depender, que à minha frente e das minhas filhas, se pronunciem comentários xenófobos, homofóbicos ou racistas. Atitudes, ainda menos. E não faço apenas, porque tenho aquele medo: “não vá ter eu uma surpresa”. Faço-o porque no meu quadro de valores a Liberdade está no escalão mais alto. Há uma frase de um filme do Almodóvar que costumo repetir muitas vezes, quando alguém, numa conversa da treta, comenta que “alguém fez uma plástica” ou que “não parece natural” ou declinações do género.
“As pessoas são tão mais verdadeiras quanto mais se aproximam daquilo que sonham ser”.
Parabéns mais uma vez Cristina. Por que sabes que o alcance da tua voz permite amplificar estes temas. Doa a quem doer.
Basta estar cá para saber, que a humanidade nunca será um parto fácil.

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ALL I WANT FOR CHRISTMAS…

Não querendo ser nem populista, nem popular, nem viver nas antípodas da sociedade ocidental, nem estragar a consciência aqueles que repetem para si mesmos que este Natal vai ser diferente, mas que não aguentam ter um árvore vazia, nem a azia das crianças a olhar para a árvore, o Natal é um excesso. Podemos amaciar a consciência como quisermos, podemos até, espantem-se, decidir não pensar nisso, mas se pensarmos em consciência, devemos agir como tal.
Não sou taliban, consumo, compro acima do que devia, dou alguns presentes às minhas filhas fora de época, e não é apenas para agraciar um comportamento bom,ou uma nota elevada, às vezes até é para diluir um mau. Faço muitas vezes o contrário do que acredito, mesmo tendo uma pauta de valores absolutos na minha consciência de mãe. Dá trabalho levar uma vida de acordo com o que se acredita. É uma maré lixada de se remar contra. As nossas crianças têm de mais. Damos demais.
Numa sociedade que alimentamos de forma descontrolada, somos inevitavelmente empurrados para as coisas, as milhares de coisas sem as quais o homem moderno não é verdadeiramente feliz. E depois levamos com os estímulos bipolares das redes, as frases feitas, a filosofia pinterest e toda aquela metafísica de algibeira que manda praticar o desapego. E nós ficamos mais divididos que uma batata assada com um murro bem dado. Pois bem, eu não sou melhor, mas tento.
Ajuda que não seja a rainha da última novidade, dá uma mão grande, o facto de abominar centros comerciais e ajuda-me mais ainda, o facto de ter uma sensação claustrofóbica em grandes aglomerados populacionais. O que eu gosto mesmo é de pessoas de alma cheia, viagens, livros, música e comida, sendo que dentro da comida tenho uma clara preferência por queijos, enchidos e vinhos. Mas antes de me sentar ao colo do pai natal, quero partilhar com vocês o que vou dar às minhas filhas este natal. Duas singelas embalagens para desembrulhar, uma para cada uma, e uma em comum: Uma viagem para as três. As duas embalagens individuais são objectos de decoração para construirem para o seu quarto e inclui tubos de cola, as fitas, os acrílicos e tudo o que é necessário para se entreterem, enquanto contribuem para melhorar o aspecto da casa onde moram. Nunca mais darei presentes que potenciem apenas o bem e o gozo individual (à excepção dos livros), e mesmo esses, são passíveis de partilhar. Acabou-se o amontoado de plástico e purpurinas que reinam por micro segundos até que venha uma embalagem maior.
O que receberão dos restantes familiares é com eles, não imponho a minha filosofia a ninguém.
Mas de mim levarão embrulhados os valores em que acredito.

*Fotografias tiradas na viagem deste ano a São Tomé

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Há lá coisa melhor.

Se eu pudesse era isto que mandava embrulhar para o natal.
Estes beijos desajeitados e lambidos. Muitas vezes contrariados e a pedido. Os melhores.
E juntava os abraços dos braços ainda curtos, apertados, encantados e papudos. E se pudesse ser gulosa, juntava-lhe aquele “Adoro-te mãe” ou “adoro-te Pai” que é tão deliciosamente piroso escrito como é de um sentido fabuloso. Que exagerem e repitam, que soletrem e que gritem. E quanto mais adjectivado melhor.
E passava nisto a consoada, consolada entre abraços apertados, beijos pegajosos e elogios amorosos.
E só me levantava para encher a taça, trincar um queijinho e comer um sonho bom.
E voltava até ao cantar do galo para esse presente quentinho.
Adoro-te pai. Adoro-te mãe.
Em loop.

Shooting Revista Cristina
Styling. Dora Rogério
Make up: Inês Franco

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“És a minha praia”

Não foi à toa que me apaixonei.
Não é só por saudade que quero voltar.
Nem me interessa que o Mundo se diga tão grande, porque o que nos marca sempre, são os lugares que sabendo da nossa pequenez, nos fazem enormes.
São as terras e as pessoas que nos amplificam.
Esses devem ser os nossos lugares no mundo.
Se tivermos muita sorte: Morada.















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A MINHA ALFAMA EM ÁFRICA

Recebo quase todos os dias pedidos de informação de São Tomé, como se eu fosse uma espécie de consulado.
Não me incomoda. E dentro do meu tempo curto, tento responder ou encaminhar os pedidos.
Estive lá este ano com as minhas loiras, numa viagem para lá de inesquecível. Um somatório de coisas boas: a revisitação dos meus lugares, das minhas pessoas, a oportunidade de as fazer regressar com outra idade, a um destino que não tendo um carácter pedagógico, tem tudo para ensaboar a alma.
Hei-de regressar todos os anos, se Deus quiser. Digo sempre isto, para reforçar a vontade que tenho que se concretize. São Tomé é a minha Alfama em África. A terra agarrou-me mesmo, e sinto saudades sinceras, como se de uma forma estranha, tivesse vivido lá uma infância feliz.
Partilho aqui, com vocês algumas fotografias que tirei da segunda vez que lá fui. Fotografias que ainda não tinha partilhado e que fico a lamber no ecrã como uma goma visual:) Que sítio do caraças. Que saudade sã!

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#asminhasfamílias

As minhas famílias são melhores que as tuas:)
Hoje é sexta, as minhas miúdas regressam à casa da mãe. Tramada, esta aprendizagem, entre o gozo da Liberdade e o Aperto da Saudade. Tento não me queixar, porque acho mesmo, que tenho pouco direito. Que aprendi a rachar o tempo em duas metades deliciosas e porque sei que quando não estão comigo, estão no colo enorme do pai. Quando não aguento, rapto-as do colégio, da mesma forma que as “devolvo” ao pai quando preciso de um intervalo de descanso. São miúdas, densas, inteiras. Não carregam qualquer fracção de trauma dentro. De uma forma quase intuitiva, soubemos fazer as coisas bem. Não é fácil, não é automático e não é limpo. Dá trabalho. Amar bem dá muito trabalho. Neste processo todo de conquista de liberdade e amor, reencontramo-nos como uma família.
E isso é a nossa unidade de partida e o nosso melhor fim.
Querida Lena. Uma delícia esta tua família.

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AS MINHAS FAMÍLIAS

Tenho tanto trabalho para partilhar. Tantas famílias giras, no sentido mais prático do termo, com quem me ri a fotografar.Tanta fotografia tirada no meio de um diálogo, como se fossemos todos velhos amigos. E quero muito partilhar aqui, algumas das pessoas fabulosas que tenho conhecido e que têm recheado os meus dias de trabalho, com notas potentes de simpatia. Já repeti 1000 vezes que adoro o que faço. Mas vou tornar-me irremediavelmente repetitiva na expressão. E é muito curioso que ainda hoje tenho pessoas que me perguntam se fotografo famílias. Fotografo a minha e a dos outros. E aqui está um trabalho que não vou deixar de fazer, só quando as articulações do riso não doerem tanto de bom, como as dos metacarpos e carpos das minhas mãos.
Um beijinho especial à minha Margarete. A estrelinha brilhante de Alcochete nesta sessão.

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H&M & Filhasdamãe

Gomas e H&M, estão no mesmo patamar para as minhas loiras. Por isso, imaginem a alegria que foi, quando acordaram e qual “véspera de Natal” tinham dois mega sacos com os seus nomes escritos. Sacos esses que trouxe da H&M. Aqui a mãe fica feliz porque para além de adorar, poupou 20% nestes kits deliciosos para o arranque das aulas e já não tem dores de cabeça antecipada, de as ver em histeria a desarrumar o Armário, enquanto se preparam para o debute escolar. As filhas da mãe, não são as criaturas mais vaidosas, são descontraídas, adoram andar descalças, gostam de meter os pés na lama, comer fruta dos pomares, roubar maçarocas de milho, fazer amigos como areais, trepar muros, árvores e pescoços, mas são miúdas iguais às outras. Acusam as saudades dos amigos, de uma certa rotina e querem entrar na escola como quem entra num dos maiores palcos da vida! Por isso obrigado pelo empurrão H&M! Venha daí esse arranque. Estamos kitadas para a ante estreia e já estamos a piscar o olho à positiva a matemática!
A saber: A H&M está com 20% de desconto em artigos de criança em compras iguais ou superiores a 40€ até 17 de setembro.

#filhasdamãe #HMregressoàsaulas #hm #sponsored

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O “VALOR” DOS TEMPOS LIVRES.

O que andamos a fazer para que elas não andem sempre nisto:

No ano passado estava com as crianças pelos cabelos.
Estava há dois anos sozinha, a tomar conta das duas, enquanto o pai se fazia à vida nas Áfricas. Tudo o que eu queria era um tempo, mais que merecido, para mim. A hipótese de um ATL em Lisboa, não estava sequer em equação. Queria uma coisa longe, longe, longe. Um campo de férias na montanha, para lá da montanha, onde elas se divertissem a subir eucaliptos, enquanto eu alinhava os chakras e cuidava de mim.

Encontrei esta coisa deliciosa chamada Diverlanhoso, lá para os lados da Póvoa do Lanhoso. E que reunia basicamente tudo o que eu queria: Actividades radicais na floresta, acampamento, programas de duas semanas, tudo incluido, pouco contacto com os progenitores. O valor é elevado são 279€ por semana/por criança. Mas eles dormem lá, lá longe, para lá da montanha. E adoram! Informei-me e aconselhei-me o quanto baste, para saber que já funcionam há uns anos e que são bastante bons no que fazem. O parque é absolutamente soberbo e os miúdos dormem em abrigos de madeira tipo flintstones. O senão é que é preciso levá-los lá e ir buscá-los. E se partirmos de Lisboa são umas horitas de caminho. Mas aproveitei e quando as fui levar fiquei lá a passar um fim de semana num Hotel rural muito simpático – http://www.mariadafonte.com/pt/Homepage.aspx .
Na volta fiz o mesmo. E quinzes dias depois, as loiras estavam inteiras e felizes. Tudo o que mais queriam era comer pão com marmelada ao pequeno almoço e uma caneca de leite, coisa que nunca comem em casa.
Este ano voltaram a pedir, mas o pai está de volta, o budget está mais apertado e tivemos que nos aviar pelas imediações.

Não queria coloca-las nos campos de férias da escola, porque acho que elas devem fazer uma pausa. Não tardam estão de volta, é bom que não se cansem. As primeiras semanas foram para a Junta de Freguesia da Estrela. Pelo valor de 70€ por criança têm direito a uma panóplia de actividades, que nem os progenitores mais criativos, conseguiam superar. Ainda lhes dão almoço e só regressam às 18h30, já estafadas, prontas para um banho e um sono justo. O único senão é que são 7 cães a um osso e convém ser dos primeiros a chegar ao guichet da junta. Só conseguimos duas semanas, para o ano vão dois meses seguidos, até vomitarem autocarros:)
Informem-se, todas as juntas têm campo/praia, nem todas serão fabulosas e mega dinâmicas, mas são quase todas muito acessíveis.

Acabado o tempo dos autocarros, ainda havia uma semana para preencher, antes do ATL do surf. Já tinha ouvido falar dos Inventors. E o raio do projecto, passava a vida a aparecer-me como sugestão no facebook. E ainda bem , porque fui espreitar e adorei o conceito. Uma semana no ISCTE a inventarem coisas, longe dos quilos de areia da praia, dos eczemas e daqueles cremes protectores que só saem à terceira esfrega. Uma semana a criarem coisas, a programarem, com martelos, cabos, fios e muita imaginação posta em cima de cada mesa. Um programa diferente que põe a criatividade na ordem do dia.
E de repente, saídas de uma praia fluvial, de um autocarro de junta, já queriam ser inventoras. Tudo o que se quer!
O valor é de 174€ (com almoço incluído). Também não é de graça. Mas até trazem para casa comandos de televisão. Enfim…está dentro da média dos preços praticados e é uma excelente opção.

E agora que ainda estamos a 20 de Julho, elas estão em Carcavelos numa escola de surf. Já não são radicais, nem excursionistas, nem inventoras, agora são duas surfistinhas radicais, que todos os dias me pedem para ir à Decathlon comprar uma prancha de Surf.


http://www.angelsurfschool.com/?gclid=CNDXk-GjmNUCFQUW0wod7esIWg

E por agora basta. Que contas feitas em semanas de ATL’s já lá vão 1.128 €. E as aulas só começam lá para a segunda quinzena de Setembro. Pode ser que até lá ainda consiga adotar uns avós:)

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