Bem vinda ao meu Mundo!

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Ontem ao final do dia recebi a visita de uma amiga emigrada que já não via há um ano. A campainha da porta estava avariada, tão avariada como a minha memória, que resolveu negar-se ao armazenamento do combinado. Chegaste, portanto, como uma surpresa. Daqueles que não sendo propriamente oportunas, encaixamos rapidamente no abraço sentido e molhado. Molhado do banho em curso das loiras e da minha respiração ofegante.
Não dava jeito nenhum matar as saudades.
Tinha pouco tempo para te oferecer, e a um bom amigo é somente tudo o que lhe devemos.
Peço desculpa Leonor.
Sentei-me ao computador, as loiras gastavam água na banheira, num banho de imersão desmedida, cujo o único pacificador do custo, traduz-se nuns minutos escassos, em que sei de cor a divisão que ocupam e o que estão a fazer. Encaixei-te na minha mesa de trabalho, acho que fui tão malcriada que nem te dei de beber. Estavas na cabeceira, cheia de novidades, de filhos grandes, de sonhos ainda maiores, mas eu tinha um prazo e um email para responder. Com as mãos sobre o teclado, girava ligeiramente a cabeça, anuía, ouvia-te as discrições e escrevia. Não, como uma amiga, mais, como se fosse uma tipógrafa de um julgamento que decide preencher o seu diário pessoal enquanto ouve a testemunha principal. A Caetana sai do banho, veste-se e coloca-se no computador em frente. Nisto, tu (Leonor) impacientas-te, e bem, e dizes: – Posso-te roubar o corpo inteiro por uns minutos e já voltas ao computador?!
Responde a Caetana na minha vez: – Bem vinda ao meu Mundo!
Não vou fazer deste texto, um “mea culpa” às vezes em que me ausento, porque estas semanas de arranque são duras que chegue, para saber que não sou nem super, nem só mulher.
Gosto imenso de ti amiga (Leonor). Adoro-te filha da mãe (Caetana).
E ambas sabem, que quando é preciso, viro mais que o corpo inteiro para estar à altura de vos receber.

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