Alma ao rubro

IMG_0187 É engraçado que a primeira vez que vim a Marrocos foi com uma viagem que ganhei num concurso da TSF, no sorteio de uma frase que respondesse ao desafio: “O que faria se o seu jipe ficasse empanado no deserto?” Não me lembro o que é que respondi, acho que foi o único concurso que participei e o único que ganhei. Mas lembro-me perfeitamente de me ligarem a dizer que tinha ganho, de estar a fazer um estágio numa empresa e ter pedido que me liberassem para gozar de uma viagem de 3 semanas por Marrocos. Estava delirante. Viagens à borla deixam qualquer um eufórico:) Não tinha máquina na altura, por isso parti só com um caderninho para tomar nota dos sítios onde parava. Percorri Marrocos de lés a lés, dormi no deserto, visitei Fez, Chefchaouen, Tanger, Tetouan e Zagora, fui até à fronteira com a Argélia e mais faria se houvesse tempo e recursos. Ficou-me na memória a Medina de Fez, os souks de Marrakech, as cordilheiras do Atlas e a noite no deserto de Erg Chebbi. Nunca tinha visto nada parecido e Marrocos tem tanto para oferecer. Voltei mais duas vezes a Marrakesh para namorar e agora regresso para desfrutar, curtir, contemplar e fotografar (com uns Hammams pelo meio). Acho que os países que nos impressionam são como os livros que nos ficam na memória e cada vez que o folheamos é como se nos contasse uma nova história.
Doem-me muito os pés e quando isto acontece é porque tenho os olhos cheios e a alma ao rubro.
Vim só dizer vos um Salaamu âleekoum (Olá) dos grandes, tenho um pôr do sol marroquino à minha espera:)

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