Um filho nunca vai só.

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Quando fui mãe, ganhei um medo novo, o de morrer, de me ausentar, de não estar presente no abraço que lhes falta, incapaz de as acudir, de as socorrer, de lhes faltar. Nunca na vida tinha sentido sentido tanta determinação em manter me viva, nunca desejei tanto permanecer. As minhas filhas, deram-me esse sentido da vida quando nasceram, sublinham-no crescendo.
Não posso nunca imaginar o que seria perder-vos. Quando uma mãe enterra um filho, há uma parte de vida que se dá. Dá-se a esse filho que se perde, para que ele encontre naquela abdicação profunda de vida, a luz que precisa para iluminar o medo.
Um filho nunca vai só.

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