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Bora a São Tomé?

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De 22 a 29 de Outubro!
E não pensem que é cena de excursão chata. Nem que eu vou com um microfone a ler folhas soltas no autocarro.
Nada disso. O programa somos nós que o fazemos. Ao nosso ritmo, com a nossa indulgência e a nossa energia.
Com conversa solta, sol, cervejas geladas, caminhadas, conversas locais e muitos mergulhos . Com espaço para cada um desbravar caminhos e conversas, sem terapia de grupo, que não seja a gargalhada solta.
São Tomé é um sonho. E não há nada melhor que ir viver o sonho!
Bora!

Reservas:
paulo.andrade@hbd.com

Captura de ecrã 2016-09-2, às 15.29.56

O programa completo da viagem aqui:
http://isabelsaldanha.com/wp-content/uploads/2016/08/Programa-OmaliIS.pdf
http://www.omalilodge.com/isabelsaldanha/index

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“leve-leve”

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Já li um livro e já comecei o segundo. Escrevo todos os dias e namoro com todas as páginas abertas. Já perdi a noção do tempo e quase que aposto que o tempo também se perdeu de mim.
O lema da ilha é o “leve-leve” mas dizem me os amigos locais que sou de “muita corrente” e “trifásica”.
A verdade é que me sinto tão calma, uma sombra doce daquilo que a cidade faz de mim.
Adivinho alguma dificuldade na integração, em calçar a galocha acelerada, nas idas e vindas ao colégio, no garante das refeições, nos fins de semana de arresto, de entreter crianças em dias de chuva e somar-lhe o apoio árduo aos TPC´s.
E só por este parágrafo, vou beber mais uma caipirinha para reforçar que ainda tenho mais 7 dias de “leve-leve” a camuflar na perfeição a minha doce corrente trifásica.

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Não costumo andar com elas à vez

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Embora Lisboa estivesse cheia de luzes e de charme. Embora eu sentisse umas saudades gigantes das minhas ruelas de Alfama, perfumadas a sardinha, decidimos que o melhor programa para este fim de semana passado era rumar ao Monte no Alentejo.

Curtir o último fim de semana da saudade, antes de eu partir novamente em viagem daqui a umas horas.
Atende-se, que a palavra Viagem, embora associada à palavra Saudade, não se oferece a qualquer tipo de sacrifício. Porque a seguir ao amor que tenho aos meus, tenho uma paixão assolapada pelo mundo. Lá fomos nós rumo ao Alentejo, coxos de uma loira, que a Caetana já tem asas maiores e a festa de uma amiga, foi a desculpa necessária para pernoitar em Lisboa.
Não costumo andar com elas à vez, mas sabe bem curtir um filho de forma isolada, vê-lo revelar-se longe da influência dos irmãos, dos tentáculos do “quero ser” e “devo parecer” e “tenho que crescer”. Percebe-se muito de um filho quando o consumimos inteiro, sem divisão de qualquer espécie, quando o deixamos ser maestro do seu próprio ritmo. Assim, percebi-te mais dócil e mais crescida. Continuas a ser o meu Tom Sawyer, a menina dos caracóis despenteados, que não suporta andar com os pés calçados. Continuas a comer com o garfo e a faca trocados, e a deixar mais grão de arroz à tua volta do que aqueles que te foram servidos no prato.
Estás muito mais dependente, nota-se que as saudades do pai te colaram à mãe.
Mas não me importo. Às vezes pisas-me com muito força a tentar fundir-te comigo, mas o meu pescoço entrelaçado nessas mãos gorduchas é uma reserva de tinto:).
Adoro essa tua voz rouca e a gargalhada fácil, da piada, ainda mais fácil.
Finalmente começas a ler com jeito. Pode ser que um dia quando fores grande, sem mãos papudas e com a voz grossa, me entrelaces novamente o pescoço e soletres ao jeito doce de piada sincera: – Gos-to-de-ti-mãe.
Quanto a mim, vou te amando.

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Carrega em Cartagena

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Fica difícil acompanhar o galope da viagem em textos. A ânsia de ver tudo, reter tudo, comer de tudo e falar com todos. Podia adjectivar muito, mas as imagens estão embebedadas de verdade falarão decerto melhor do que eu.
Agora que já estou em Salento em Quindio, na zona das plantações do café, tudo me parece relativo, como nos parece, cada vez que a paisagem seguinte parece suplantar a anterior. Mas não é verdade. A Colômbia merece mais adjectivos do que aqueles com é vulgarmente caracterizada. Ainda é um país muito macerado pela Cocaína, pelos cartéis, pela beleza singular de Cartagena das Índias, pelo odor do café e pela biodiversidade. É tudo verdade mas há mais verdade nisso. A Colômbia é um estrondo de paisagem e simpatia. Tive em poucos países na América do Sul onde a simpatia e a beleza dos lugares fosse tão intrínseca que dá para questionar se o criador não pernoitou por aqui:)
Cartagena é um atrativo turístico, é verdade, mas é a cidade colonial mais bonita em que já estive. Os guias e os googles da vida aconselham semanas por aqui, mas aí sim desconfio do cartel turístico, a cidade vê-se em dois dias. Cartagena é cara e faz pagar a sua beleza na assimetria crescente dos preços que praticam. É “must see” da Colômbia, não podes não conhecer, mas sabendo, podes ter a lucidez de dar mais tempo ao que é verdadeiramente rico e a Colômbia tem os seus tesouros escondidos no aconchego do mapa.

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