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3 ANOS | PARABÉNS “DAILY CRISTINA”

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Esta foi uma das fotografias da primeira sessão que fizemos no dia 16 de Abril de 2013.
Não te conhecia, nem tão pouco como a colega do Goucha nas manhãs da TVI. Nem te sabia uma celebridade com tanto fã assíduo. Encontrei-me contigo e com a Inês Mendes da Silva no jardim do Convento de Mafra, tinhas visto o meu trabalho com a Maria Guedes e enviaste-me um email para marcarmos uma sessão. Se soubesse na altura quem eras, talvez tivesse ficado ansiosa, talvez não tivesse dormido e talvez, a nossa amizade não tivesse fluido como flui até hoje. Foi tudo tão fácil nessa sessão, és tão descomplicada, tão prática e tão acessível, que não senti por um segundo, comprometida com o resultado final. Foi nesse dia que também conheci a Inês, e lembro-me, como se fosse hoje, de tudo o que falamos. Desde esse dia, até hoje, que não nos largamos mais. Construímos sonhos, projectos, ideias e trabalhamos com um sorriso transversal a todas essas memórias. E o melhor disso tudo é que parece um exagero do bom que foi, mesmo tendo sido ainda melhor! Ajudaste-me a crescer muito, deste-me visibilidade, mas dêmo-nos acima de tudo isso, uma Amizade rara.
A equipa cresceu, os projectos expandiram-se, as solicitações somaram-se. Mas há uma certeza que permanece: Aconteça o que acontecer, venha quem vier, seremos sempre amigos.
Porque o que une desde o primeiro dia esta equipa é um sentido enorme de pertença, a um lugar onde somos sempre felizes! heart emoticon Parabéns Daily Team.

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DICAS SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

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Roça Bombaim | Ilha de São Tomé

Foi a minha terceira vez em São Tomé, a primeira vez no Príncipe, e não será com certeza a última. Há alguns portugueses a viver em São Tomé e Príncipe e, ainda há aqueles que lá viveram e que têm um património de imagens e memórias carregados de histórias que não possuo. Este texto é apenas uma abreviação doce da minha experiência como viajante. Posso dizer sem pretensão maior, que fui arrebatada pela ilha na primeira ida. E posso ainda acrescentar, que cada vinda deixa uma saudade grande. Tenho a certeza que estas palavras organizadas são escassas, para tudo o que há a dizer, sobre este pequeno Paraíso. São apenas as minhas. O que é que eu posso dizer que acresça ao que aquilo é?Que vão até São Tomé e Príncipe de coração aberto, com alma de viajante e me tragam o Paraíso nas vossas palavras. Procurem na Net, pesquisem, desbravem, tracem rotas nos mapas, vejam as imagens, as paisagens, as historias das roças, dos projectos e das pessoas.

E lembrem-se: Viajar é viver a dobrar.

Uma questão de Espírito:

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Ponte do Rio ló Grande

São Tomé não é para toda a gente. E não é com certeza, para os viajantes monocromáticos e acéticos das capitais europeias, nem para os aficcionados do frio intelectual das estepes do norte, nem para quem tem horror a baratas (e eu tenho muito!). E  muito menos, para ser sorvido, por quem tem medo de pessoas, na sua generalidade. O que aqui se encontra, acima da paisagem intacta, é a autenticidade das pessoas, acima da nobreza secular das roças, os sorrisos atravessados das crianças, acima da biodiversidade saturada de verde, a entrega, a simpatia, as pessoas. E se ao humano somarmos esse oxigênio verde que nos amplifica a alma, podem facilmente imaginar, que não é fantasioso, o epíteto de Paraíso. E se toda a ilha impressiona pelo revestimento a verde, pelos sons dos pássaros, mesmo a cidade Capital, descontando a poeira e o movimento é uma cidade impressionante.
É um País que acolhe famílias e casais, viajantes solitários e corações cheios.
Li nas paredes da Casa do Almada negreiros: “Ergue-te negro e ama a tua mulher no quente húmido da terra”.
São Tomé e Príncipe é uma ilha fabulosa para se celebrar o amor, ou não tivesse eu regressado há uns dias de anel na mão e a promessa renovada #atevelhinhos:)

No ir:

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Cidade de Santa Catarina | Ilha de São Tomé

STP Airways ou TAP escolham voos directos para São Tomé, sem escalas. São 6 horas de viagem não custa nada. O valor dos bilhetes reservado com antecedência pode sair mais em conta, mas isso já toda a gente sabe. Os impulsivos pagam sempre mais caro:) Conte com uma média de 600€ por bilhete a atirar para cima. E à saída guarde 20€/pessoa para pagar a taxa do “Adeus”. Se quiser ir à ilha encantada do Príncipe existem voos regulares de 35 minutos por cerca de 200€/pessoa (ida e volta) numa avioneta de 18 lugares. Ou pode optar por ir de barco, não dura menos de seis horas, mas nem os locais aconselham. Diz-se que o enjoo é o menor dos males.

A melhor altura:
Todas. Afinal de contas estamos no Equador.
Calor abrasador mas bom: Dezembro- Fevereiro
Chuvas ocasionais: Março a Junho
Não chove mas está nublado (céu branco): Agosto a Dezembro

Chove ou não chove?
Não confie na previsão das aplicações móveis, nem mesmo das mais idóneas. Estou desconfiada que as antenas de medição da temperatura devem estar colocadas no pico mais norte da montanha mais alta. As previsões que vimos antes de partir davam 100% de pluviosidade contínua. Mas não apanhamos mais do que um chuvisco quente de 10 min no penúltimo dia de regresso do sul. Arrisque, está no Equador! A temperatura média ronda os 25 graus. No sul chove mais que no Norte.  Agora, tente imaginar-se a banhos numa praia tropical só para si, com um chuveiro de água quente, e depois, se conseguir queixe-se. www.accuweather.com/pt/st/sao-tome/295304/january-weather/295304

OBRIGATÓRIOS PARA O ESTÔMAGO:

Peixe é a palavra de ordem: Peixe azeite, peixe abelhudo, peixe de olho grande, barracuda, Corvina, Atum e outros tantos, directamente das mãos do pescador para o nosso prato. Carne, só galinha ou porco. Vá por mim, abrace a dieta do peixe e deixe o sangue que lhe corre no corpo ganhar guelras. Garanto-lhe que vai sentir uma renovação espiritual tão grande, como se tivesse ido para Bali num retiro de YOGA. A acompanhar o peixe vão lhe dar mata-bala cozida, banana pão, banana frita, batata-doce e legumes. O azeite é fraquinho fora dos hotéis de renome, se for apreciadora, leve uma garrafa das boas na mala (ao lado do vinho).
P.S.: A maioria dos restaurantes carece de marcação antecipada. Se não há certeza, não há mesa.
Senão for daqueles maníacos, seguidores fiéis do culto de Baco, e apreciar cerveja, encontrará sempre as duas marcas portuguesas: Sagres e Superbock. Mas o que aconselho mesmo é que beba ROSEMA, a cerveja nacional, fresca, leve, cheia de gás e com menor teor alcóolico. A ideia não é embriagar-se de líquidos mas de experiências.

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Praia do Abade | Ilha do Príncipe

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Cesto de limas acabadas de colher na mata | Roça Uba Budo

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Restaurante Casa Almada Negreiros | Roça Saudade

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Malaguetas cultivadas na Roça Paciência | Ilha do Príncipe

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Pimenta | Roça Sundy (trouxemos para Portugal para moer sobre a comida a saudade)

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Cacau nos secadores | Roça Bela Vista | Ilha de São Tomé

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Restaurante Santola | Cidade de Neves | Ilha de São Tomé

Algumas sugestões de sítios para comer:

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Na Cidade de São Tomé:
O PIRATA – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d7716867-Reviews-O_Pirata-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

FILOMAR – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d3701448-Reviews-Filomar-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

TÉTÉ – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d3617486-Reviews-Tete-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

Norte:
NEVES: As famosas Santolas de neves no caminho para Santa Catarina e depois de um mergulho na Lagoa Azul

Casa/museu Almada Negreiros: https://www.facebook.com/casamuseualmadanegreiros/ (Uma varanda com uma vista deslumbrante sobre a floresta equatorial)

Sul:
MIONGA (São João dos Angolares) ( https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1898566-d8713983-Reviews-Mionga-Sao_Joao_dos_Angolares_Sao_Tome_Island.html)

ECO LODGE DE INHAME ( http://www.hotelpraiainhame.com/hotel-overview.html) A Praia vale a visita. Descalcem-se e percorram-na do restaurante às rochas. No vosso lado vão ver os trilhos de desova das tartarugas.

A SANTÍSSIMA TRINDADE DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE:

Não me vou alongar em detalhes de tudo o que há para fazer, porque a ilha é rica em cenários, histórias, recursos e gentes.
Mas para mim há três imperdíveis:

1º As Pessoas:

De todos os países onde já tive, nenhum deles, bate a simpatia das pessoas deste país. Nem a delicadeza de alguns povos da Ásia, supera a disponibilidade sorridente das pessoas que conheci todas as vezes que aqui vim. Talvez ajude que a cultura do turismo, em crescente, não tenha minado a ilha de interesses estratégicos e pedinchices. As crianças pedem doces à beira estrada quando abrandamos para contemplar a paisagem. E ainda que não seja aconselhável andar pela ilha a distribuir cáries, até isso é doce, quando comparando com a descarada mendicidade de alguns países, onde os habitantes não se inibem de cobrar dinheiro por cada foto tirada, depois de se fazerem à pose. Apesar do aspecto degradado das sanzalas (casas dos antigos trabalhadores das roças, convertidas em habitações comunitárias) pode percorrer descontraído as ruas e falar com as pessoas. Haverá poucas que se escusarão a falar, e o mais difícil mesmo, vai ser abandonar o pedaço dessa experiência para seguir viagem. Eu adoro boas conversas, por isso, demoro-me com frequência nas roças a conversar com os locais. É pela voz de quem aqui mora que se conhece o espírito do povo. Não dê dinheiro, em troca da generosidade genuína, de quem conversa a troco de nada. Ofereça antes uma cerveja gelada e sente-se a beber com as pessoas, ou compre-lhes fruta para ajudar a pequena economia local. As crianças adoram fotografias. Senão tiver atenção não vai conseguir isolar um retrato, porque à sua frente vai ter uma infinidade de rostos sobrepostos:) Não se iniba, de lhes mostrar as fotografias é simpático devolver-lhes as imagens e a felicidade com que se revêm é uma experiência deliciosa de se viver. Se for do generoso carinhoso dê carinho. O mundo precisa disso e o povo são tomense sabe recebê-lo como ninguém.

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Moradora da Roça Uba Budo a comer Jaca | Ilha de São Tomé

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Crianças na Praia de Ió Grande | Ilha de São Tomé

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O Farmacéutico que me vendeu a última embalagem de Fenistil gel a um preço proibitivo.

2º As Roças:

São Tomé e Príncipe é uma antiga colónia portuguesa. Só na ilha grande estão contabilizadas cerca de 150 Roças: Antigas plantações de café, cacau e côco. A maioria delas encontra-se em avançado estado de degradação, mas todas, quase sem excepção valem uma visita. As minhas preferidas são a Roça: Boa Entrada, Agostinho neto,  Uba budo e a Água Izé. Na ilha do Príncipe vale a pena conhecer a Roça Sundy, a Paciência, a antiga roça Porto Real e espreitar o projecto de recuperação das roças que a empresa HBD (Here Be Dragons), que o milionário sul-africano Mark Shuttleworth está a desenvolver. Se ficou fã da herança colonial, se saiu da ilha com vontade de ser milionário, de comprar uma Roça, convertê-la em turismo rural e viver para sempre na linha que divide os dois hemisférios, não está sozinho:) Vale a pena ler este artigo do Público sobre o futuro  das roças: ” Saímos da cidade e começamos a rodar pelo asfalto rumo ao interior. À direita e à esquerda, uma malha exuberante de verde. Aqui e ali, por entre a vegetação, as casas típicas da ilha, palafitas com os seus delicados telheiros e alpendres de madeira, panos coloridos a fazer de portas e janelas. Suspensas por todo o lado, fruta-pão, jacas, mangas e bananas vão correndo pela paisagem. Depois, de repente, o paraíso acabou e uma enorme cidade-ruína emerge do meio da selva como um monstro a erguer-se do passado.- https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/temos-10-anos-para-salvar-as-rocas-de-sao-tome-e-principe-1613764

Aqui pode antecipar a visita e seleccionar algumas das roças que quer visitar: http://www.asrocasdesaotome.com/as-rocas/

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Roça Uba Budo | Ilha de São Tomé

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Roça Boa Entrada | Ilha de São Tomé

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Roça Bombaim | Ilha de São Tomé

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Roça Sundy| Ilha do Príncipe

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Roça Sundy| Ilha do Príncipe

3º A Natureza:

São Tomé e Príncipe é um gigantesco parque natural. Considerado por muitos como a segunda floresta mais importante, em termos de interesse biológico, entre 75 florestas de África. A ilha do Príncipe prima pela preservação do maior número de espécies endémicas (únicas e que só existem naquele lugar). Sempre que puder desfrute das caminhadas, a temperatura no interior da floresta é mais fresca, e não há nada como caminhar ao ritmo da melhor fotossíntese. Foi nesta ilha que foi comprovada a Teoria da Relatividade de Albert Einestein em Maio de 1919.  Esta ilha é um éden, uma benção do criador sobre a terra. Se eu fosse pássaro ou peixe, até macaco, assentaria aqui morada. Neste palco de verde os actores principais são a fauna e a flora, assuma o seu papel secundário e desfrute somente do que a natureza lhe dá.
Para simplificar, na ilha de São Tomé existem 3 rotas para dar a volta à ilha: O Norte, o Sul e o Centro.
De forma abreviada aconselho que vá ao Norte com um Guia, visite as Roças que puder, dê um mergulho na Lagoa Azul e pare em Neves para comer as famosas santolas. Não volte para trás até ter percorrido o caminho até à cidade piscatória de Santa Catarina. Vá até ao Padrão dos descobrimentos que assinala o local onde desembarcaram em 1470, os primeiros descobridores portugueses, João de Santarém e Pêro Escobar. O Norte tem um pôr do sol mágico imperdível. Não saía da ilha sem parar na Praia Moça a namorar os últimos raios do sol sobre a baía. Se puder leve uma grande banda sonora, uma coluna pequenina, e percorra o serpenteado da estrada junto ao mar a puxar pelo volume alto das suas emoções, foi exactamente isso, o que eu fiz.
O Sul é o caminho mais verde, as estradas estão bastante melhores que o sul e dá para conversar sem bater com os dentes. Nesta rota encontram as melhores praias da ilha: Praia de Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Em Ponta baleia apanha o barco que o leva ao ilhéu das Rolas. Não recomendo a estadia, porque embora o ilhéu valha a visita, são apenas 3 km2 com uma população de 200 trabalhadores que trabalham em exclusivo para o único resort da ilha. Reforço a ideia: Se é praia de sonho (água verde esmeralda transparente a 26 graus) que quer, vá para a ilha do Príncipe, sem passar na casa da partida. É neste santuário verde que encontra algumas das praias mais bonitas do mundo: Praia Boi, Praia Banana, Praia de Santa Rita, Praia Bombom e praia Macaco, entre outras.
Ainda pelo Sul, além do fato de banho obrigatório para um mergulho em cada uma das praias, não se esqueça de visitar as Roças e as povoações. Sempre que lhe apetecer, saia da estrada principal e aventure-se na descoberta dos trilhos, que levam a pequenas vilas encostadas a praias que não constam dos mapas. Lembre-se que não está num safari no Quénia, pode abandonar a viatura e passear entre as pessoas que ninguém lhe faz mal:)
No Centro é obrigatório parar na Roça Monte Café e beber café arábico produzido na roça. Percorrer a estrada até à cascata de São Nicolau, visitar o Jardim Botânico e almoçar na Roça da Saudade (Casa onde Almada Negreiros nasceu). Se gostar de caminhadas tem aqui algumas opções interessantes. Não esqueça o repelente e vá de calças, acredite em mim. Ainda tenho restos de varicela nas pernas:)

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Vista do Boné de Jockey | Ilha do Príncipe

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Jardim Botânico | Ilha de São Tomé

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Jardim Botânico | A caminho da Lagoa Amélia (Em tributo à um mulher aventureira que terá desaparecido na cratera da Lagoa)

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Cascata São Nicolau | Ilha de São Tomé

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Túnel de Santa Catarina | (Norte) Ilha de São Tomé

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Praia Moça a caminho da Cidade de Santa Catarina | Norte (Ilha de São Tomé)

Para dormitar:

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Roça S. João  | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

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Roça S. João | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

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Roça S. João | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

SÃO TOMÉ: Cidade e arredores
OMALI:
 http://www.omalilodge.com/

CLUBE SANTANA: 
http://clubsantana.com/
(Na vila de Santana)

SUL:
HOTEL PRAIA INHAME: 
http://www.hotelpraiainhame.com/hotel-rooms.html

ROÇA DO CHEFE JOÃO CARLOS SILVA  (Não tem ar condicionado, nem blackouts ou cortinas que impeçam a luz do sol de invadir o quarto a partir das 5 da manhã. A somar a isso, junte-lhe o galo que arranca a cantar antes dos primeiros raios de sol. O pequeno almoço é só fruta boa e pão com geleia)-https://www.facebook.com/rocasaojoao

NORTE
MUCUMBLI: https://mucumbli.wordpress.com/ (Não fiquei aqui mas parece-me uma boa alternativa para quem quer explorar o Norte com calma.) Sugestões do Site oficial da Direcção Geral de Turismo de São Tomé e Príncipe: http://www.stptourism.st/onde_ficar/alojamentos/ilha_stp.htm

ILHA DO PRÍNCIPE:

Fiquei no BomBom e recomendo. Os preços não são os mais convidativos mas tenho a certeza que ameniza culpa do gasto, com o primeiro mergulho naquelas águas e com o segundo olhar prolongado sobre a paisagem impenetrável de floresta verde fluorescente. Opte por regime de Meia pensão, pode sempre almoçar na capital a caminho da visita das roças. A ilha funciona a gerador e a partir da meia-noite é a escuridão total, com excepção do resort do Bombom.
http://www.bombomprincipe.com/ (resort de sonho com bungalows plantados na praia)
http://www.belomontehotel.com/
(Um hotel de charme de luxo situado numa falésia verdejante com acesso à praia Banana)

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Resort BomBom | Ilha do Príncipe

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Bungalows do Resort Bombom à beira da praia com o mesmo nome.

Crianças SIM ou NÃO?

Não sou a mais corajosa, nem a mais inconsciente das mães mas gosto de lhes proporcionar experiências humanamente ricas. Levei as minhas filhas, na altura com 4 e 7 anos para São Tomé. Ficamos no Club Santana, alugamos uma pick-up e partimos à descoberta da ilha com latas de feijão-frade, talheres “emprestados” do hotel, bananas retiradas do pequeno-almoço e muita lata. Mas é preciso ter esse espírito. São Tomé não é a ilha dos resorts e das piscinas sem fim é a ilha das roças, das paisagens, dos trilhos com história, das povoações junto às estradas, das conversas regadas a sorrisos, das crianças curiosas de pés descalços. Chegar a São Tomé e “abancar” num hotel com piscina é o mesmo que trocar o Paraíso por uma cruzeiro da Inatel.

A ilha de São Tomé é um convite aberto à interacção, à conversa, à descoberta dos ritmos da ilha, dos paladares, de uma forma “leve-leve” de viver. Tem praias, cascatas e baías encantadoras, mas tem património colonial de cortar a respiração, não vai querer perder isso. Se tem crianças pequenas, que ainda não dominam a arte da contemplação da paisagem, que fazem sestas demoradas e não comem tudo o que vem à mão, opte por ir para a ilha do Príncipe e agarre-se ao menu do hotel, desfrute das praias de água morna e deixe os trilhos mais elaborados para uma próxima vez.

Há 3 anos quando viajei com as loirinhas para São Tomé escrevi este artigo de Perguntas e respostas para a Pumpkin, sobre o tema “Viajar com crianças”. Acho que continua a ser ilustrativo do que me move nas minhas férias com as minhas filhas:
http://isabelsaldanha.com/viciada-em-carimboss-passaporte/

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Criança brincalhona na praia de areia preta de Ió Grande | IIha de São tomé

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A minha filha Caetana com uma criança ao colo numa Roça

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A Camila na Roça Boa Entrada | Ilha de São Tomé

Custos, Despesas e Sentenças:
São Tomé e Príncipe não é a Tailândia. Neste paraíso do Equador abençoado com a riqueza de uma biodiversidade auto-sustentável, quase tudo o que o turista precisa é importado. E tudo o que é importado tem um sobrecusto: Uma refeição média custa à volta de 25€ /duas pessoas (num restaurante banal e sem vinho) Não existem restaurantes da moda ou coisa parecida, o melhor que pode comer com a dita “elegância europeia” é num hotel, mas vai pagar 60€ por duas pessoas. Não se esqueça que São Tomé não produz vinho. Faça como nós, abdique de roupa e leve o seu próprio licor.:) Quem vai para esta ilha não procura o traço cosmopolita procura o inverso e o inverso aqui é deliciosamente salutar. Tudo é deliciosamente simples e com arroz. Deleite-se, assim como quem vai a casa da avó comer o que ela faz de melhor, com o melhor que tem: os recursos da terra.
Na ilha do Príncipe as opções estreitam-se, existem alguns restaurantes na pequena capital, mas os preços em geral são ainda mais altos que em São Tomé. Qualquer deslocação do hotel em visita é paga, qualquer passeio de barco, snorkeling, visita às tartarugas, trilhos com guia pela floresta, e os preços são elevados por pessoa. Sem pensar nisso, vai assinando as contas e pondo no quarto, mas depois não se admire quando pegar na folha do Check-out e vir o valor da estadia duplicado. Informe-se bem na recepção e faça as contas no bar do hotel enquanto bebe uma caipirinha (10€).

É necessário guia ?

São 859 km² de ilha em São Tomé, dá para visitar numa semana cheia. Mas se quer ir curtir o bem bom das praias na ilha do Príncipe dê-se a si mesmo 10 dias no mínimo. Em STP não há sinalização ou indicação de caminhos, mas em contrapartida a população é altamente prestável, e não sentirá qualquer dificuldade em deslocar-se sem ajuda. Pode recolher um mapa no posto de turismo ou recorrer ao googlemaps para estudar a viagem com avanço. Os guias têm a vantagem de serem habitantes locais, conhecem as localidades e as comunidades como ninguém. Dão aquele toque musical ao compasso das histórias, marcam os restaurantes e levam-nos a kizombar. Bem “brifados” os guias constroem as rotas ao sabor do espírito do que se quer viver. Ficam aqui alguns contactos destes amigos-guias podem dizer que vêm da minha parte:

Contactos Guias São Tomé:

Paulo: +239 995 497 5 (https://www.facebook.com/profile.php?id=100009790213101&fref=ts)
Mayke Jackson: +239 985 853 1 (https://www.facebook.com/maykejackson.jackson/about)

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Paulo, o nosso guia pelas floresta de São Tomé.

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Roça Porto Real | Ilha do Príncipe

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Caminho para a Roça São Joaquim | Ilha do Príncipe

Aluguer de carro:

Conte com 50€/dia para alugar um Jeep, se quiser uma pick-up para exercer a sua generosidade em boleias com a população local ponha 80€/100€ de parte. Os hotéis podem assegurar o aluguer dos carros ou trata directamente com os guias locais, podendo negociar o preço com guia incluido. Normalmente ficará 80 € dia com carro e guia.

Não pode ir sem…

Protector de mosquitos: A malária e o paludismo estão à beira da extinção em São Tomé e não são consideradas vacinas obrigatórias. Mas se for daquelas pessoas que tem muito medo não vá. Só aconselho o repelente porque as picadas fazem uma comichão tão grande que vai dar por si a roçar-se na areia para esfoliar a dor. Nunca me passou pela cabeça que fossem mosquitos das forças do mal. São melgas iguais às nossas. Em STP não há saúde pública de qualidade e mesmo a privada é escassa. Se tiver que recorrer a um hospital o mais certo é vir de escantilhão para Lisboa. Para quem tem espírito hipocondríaco não é um destino aconselhável. E o mesmo se aplica a pessoas cuja saúde exija cuidados especiais. Esqueça o protector solar factor 80 porque o sol em STP não abrasa nem queima, excepção feita às viagens de barco. Leve uns ténis bons para a caminhada e chinelos. Roupa? Só mesmo aquela que ainda não deu, porque não deu, e a que usa quando quer pintar a casa. Meninas, esqueçam tudo o que tenha salto e muito atacador e muito botão. Roupas leves que deixem o corpo com a mesma mobilidade com que se mergulha nu no oceano. Óbvio que dá para um vestidinho de alças bonito para jantar a dois, mas a ilha apela a simplicidade total. Rímel e segue jogo:)

Quer ajudar?

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Crianças acabadas de chegar da escola no hall da Roça Boa Entrada

Se quiser contribuir com ajuda para a população local e abdicar de uns quilos de peso na sua mala, a favor de pastas de dentes, cadernos, canetas e afins, estou certa que as associações que trabalham no terreno agradecem. Mas não vá como bom samaritano em causa própria, a ajuda quando é direccionada tem maior alcance.
Informe-se: (Deixo aqui algumas referências, certamente existirão mais, se souberem avisem que coloco aqui, bem como a lista dos bens mais necessários, Obrigado)

Fundação da Criança e da Juventude – S. Tomé e Príncipe : https://www.facebook.com/Funda%C3%A7%C3%A3o-da-Crian%C3%A7a-e-da-Juventude-S-Tom%C3%A9-e-Pr%C3%ADncipe-153912814664836/

Sonha, Faz e Acontece : http://sonhafazacontece.org/

Novo Futuro: http://www.novofuturo.org/novofuturo/cms.aspx?plg=5950A638-05C4-4085-8032-1D80CCB6C116

AMI:  http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p7p28p132&l=1

Helpo: http://www.helpo.pt/PT/Projectos.aspx

Instituto de Camões: http://www.instituto-camoes.pt/sao-tome-e-principe/root/cooperacao/cooperacao-bilateral/sao-tome-e-principe

Procura – Fundação Claret: http://www.claretianos.pt/missoes/index.php/missoes/bancodeleite

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Andamos nisto há uns aninhos

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Nem em lembro bem como conheci a Teresa.
Só sei que já a conheço bem.
Fotografei a Teresa e o Francisco uns meses depois do casamento. A primeira sessão “Trash the Dress” que já fiz.
Para quem não sabe é uma sessão fotográfica, feita depois do casamento, numa ambiente informal, mas com ambos vestidos de noivos.
Fomos para a praia e quebramos os tabus: não há lugares sagrados, nem vestes sagradas, areia no vestido, espuma do mar, dança nas rochas, corridas nas dunas. E foi tudo tão natural que não há uma fotografia em que estejam a olhar para mim. Senti-me uma Voyuer de duna a resgatar em imagens um casal de lua de mel. Depois a Teresa ficou à espera de bebé e lá fui eu fotografar por Alfama essa tão desejada gravidez. Estavam de novo tão felizes, tão na bolha, que mais uma vez, dançaram sobre as ruas, correram sobre os becos, comeram sardinhas, andaram às cavalitas, e com sorte tive algumas fotos de sorriso rasgado a olharem para mim.
Logo a seguir (enfim depois dos 9 meses da praxe e mais uns mesitos) foi a vez de conhecer a Clarinha, cópia amorosa do pai, miúda bem disposta, nascida do encontro de dois sorrisos.
Mais um membro porreiro para a família. Ainda para mais, o Francisco é grande apreciador de vinho, o que nos fez de imediato irmãos:)
Estas últimas fotografias, foram tiradas há menos de um mês, o casal continua apaixonado e sorridente e a Clarinha, cada vez mais parecida com o pai, vai afirmando a sua personalidade, sem perder o sorriso herdado.
Dá me um gozo especial acompanhar assim uma família. Olhar para as fotografias e ter o privilégio de estar sempre presente nos momentos mais felizes.
Mas isso também é uma das sortes que tenho: A de estar sempre a marcar as melhores fases com as fotografias certas. E tenho a certeza que este registo, para além de decorar paredes e estantes, vai lembrar a cada uma das famílias, nos momentos mais tensos, que para além da fotografia do momento, continuam a ter tudo o precisam para serem felizes. E a Teresa é fotógrafa percebe seguramente tudo o que escrevi:)

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Andamos nisto há uns aninhos:

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T gravida

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VIAJAR COM CRIANÇAS #FILHASDAMÃE

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VIAJAR COM CRIANÇAS #FILHASDAMÃE
DESTINO: ÁFRICA

(São recortes do meu diário de viagens, são notas inscritas no meu caderno e imagens, que farão para sempre, parte do meu património de memórias)

Pergunta a Camila em Moçambique, a mesma pergunta que me fez há dois anos, quando tivemos duas semanas em São Tomé e Príncipe:
– Aqui também só há castanhos, mãe?
Explico-lhe as raças, as cores, os credos, as diferenças.
Deixo que os seus olhos pressintam as assimetrias de que é feito o mundo. Não há livros, nem filmes, que batam os créditos de uma viagem. São depósitos para a vida.
Não há nada mais lúcido que ver o mundo à nossa frente.
Correm descalças nas roças de São Tomé com os meninos da sua idade, partilham cocos partidos e gargalhadas de cabeça para trás. Desbravam o mato com catanas à procura de bichos pequeninos e regressam ao quarto cansadas, com pena de não viver na floresta densa.
Vêem os condomínios brancos em Joanesburgo, visitam impressionadas o museu do Apartheid, tapam os ouvidos quando ouvem perplexas os discursos de ódio racial, observam o tamanho reduzido da cela de Mandela, lêem as inscrições, os testemunhos. Depois comem um cachorro à pressa e embarcam num parque de diversões, andam com a cabeça à roda nas montanhas russas, dão festas às crias de leão, comida às girafas, passeiam elefantes pelas trombas. Percorrem extensões de bairros de lata perdidos na imensidão dourada das planícies rendidas ao sol, vêem carros de luxo em semáforos e homens descalços a pedirem trocos para limpar pára-brisas. Perguntam muito, perguntam “porquê?”. Questionam onde é que estão exactamente no mapa.
Quem são as pessoas, porque é que é tão diferente do sítio onde moram. Onde é que acaba o continente, o país e as diferenças?
Onde é que o mundo se faz igual?

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Venha daí senhor Outono

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Venha daí senhor Outono com esse abanar de ancas, que só faz cair é folha.
Venha daí Senhor Outono acordar a pele ao solavanco dos arrepios e embrulhar as almas em lã grossa.
Venha daí Senhor Outono empurrar os casais para o fundo de um abraço num ninho feito de sofá. Venha daí Senhor Outono resgatar a paixão da leitura aos fins de tarde do Verão.
Venha daí Senhor Outono lembrar que a Saudade é bicho sem pressa. Lembrar às pessoas, que mesmo em chão firme o corpo escorrega. Venha daí Senhor Outono, encurtar o dia para nos lembrar que a noite também pertence ao sono.
E venha sem pressa, porque as memórias de Outono, amparam as saudades do Verão, preparam o corpo para o Inverno e devolvem-nos sempre a sensação que o Senhor Outono anda de caso com Prima Vera.
Venha daí Senhor Outono.
Venha daí.

*Shooting Editorial For CRISTINA | Milão

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JÁ “ERA” para SER.

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Não sou de boatos, superstições nem premonições.
Mas num mundo tão grande é nosso dever existencial estar a par dos medos circulantes. Eis-nos chegado a 2015, um ano que se vaticina ser o fim de uma Era. Não necessariamente o FIM da existência terrestre, apenas um reboot do sistema tal como o conhecemos.
Tenho mergulhado no tema nas poucas horas que permito ao pensamento fruir, sem angústia, as certezas do nada.
Imagino o fim da moeda, os grandes cataclismos, mas também imagino o adormecimento da tecnologia, o renascer da troca, a auto-subsistência, a paralisia da urgência, a reinvenção do zero.
E não me angustia.
Talvez me angustie mais o adormecimento geral em que nos encontramos na fruição incerta dos dias. Talvez me assuste ainda mais esta luta desenfreada para nos encaixar à força, numa rotina correcta que potencie o melhor de nós. Talvez alucine mais, quando penso em acordar todos os dias numa luta injusta contra o tempo.
Talvez me magoe mais, a força com que me escapa tudo o que não consigo agarrar. Talvez me atormente mais ainda, encaixar à força nas rotinas, que não nos potenciam, nas cirunstâncias que não nos empoderam e nas pessoas que não nos viciam.
Talvez me desespere ainda mais viver das memórias de tudo o que poderia ter sido, porque nada é, quando já foi.
Talvez o mundo precise desse “RESTART”.
Talvez sejamos privilegiados em viver numa Era que culmina na possibilidade da reinvenção. Talvez sejamos os felizes convidados da primeira plateia, da mudança mais dolorosa, e simultaneamente mais necessária.
Daquela mudança, que esperamos no mundo, porque não há maneira de termos força que chegue para nos rebelarmos dentro de nós.
Talvez seja esse o renascimento dos sentidos, o expoente máximo dos sabores, a viagem ao centro de nós.
E que seja aí, no precipício do fim, que a humanidade vislumbre o principio do “NÓS”, a vingança mais assertiva ao reinado do “EU”.

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O Bem Bom (versão mais ou menos)

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Ilude-se quem pensa que na Colômbia está o melhor do Caribe, entenda-se por melhor do Caribe, a imagem clássica das praias de água tépida azul turquesa, com uma areia tão fina que parece farinha e um areal cheio de coqueiros de verde saturado e umas casinhas de colmo em formato bar com a promessa de muita lima e muito álcool.
A ideia da viagem à Colômbia não era Praia e continua a não ser. As praias do caribe têm areia castanha pastosa, o mar é acizentado e o areal com excepção de alguns pontos a norte do caribe colombiano, não chegam aos calcanhares burgueses de um resort no México ou mesmo de um all inclusive em Punta Cana. A água é morna mas o mar é ondulante, fustigado pelo vento quente. E esqueçam as conchinhas à beira mar, que o mais certo são seixos de três cores difusos enterrados ocasionalmente no castanho lamacento. Na Colômbia vale a pena perder-se em algumas das suas cidades, nos pueblitos, na zona das plantações do café. Vale a pena conhecer a vibrante Cartagena das Índias e as paisagens do interior, onde circula uma das maiores biodiversidades do mundo. Existem alguns lugares como o Parque Tyrona e as ilhas que oferecem cenários mais encostados ao imaginário caribenho mas os preços são impraticáveis e continua a não compensar o desvio sobre o essencial da Colômbia.
Aterramos directamente em Bogotá, palmilhamos a cidade, mas acusámos o cansaço de quem ressaca de uma vida demasiado cheia e urbana. Era suposto seguirmos de Bogotá para Medellin mas optamos por vir directamente para Cartagena das Índias. Descobrimos a 15 km da cidade um pedaço de Caribe, castanho é verdade, mas suficientemente artilhado de colmo e palmeiras. Aqui, sem medos e peneiras, despojamos os corpos, o cansaço e os planos. Munimo-mos das havainas, do sol e assumimos de corpo e alma que o “Mais ou menos” era o nosso Bem Bom. Assim e mesmo conhecendo o que o globo tem para oferecer de paraíso, gozamos como quem não conhece, tudo o que já conhecíamos.

P.S.: É preciso acrescentar que este  hotel tem a particularidade de ser para maior de 15 anos o que é altamente convidativo, para quem soma 4 crianças em conjunto.

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Bienvenida a Bogotá 6.6

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No ano passado tive em 3 cidades sul americanas, Lima, Buenos Aires e La Paz. Este ano vim a Colômbia com o Pedro. E quem é o Pedro? É um tipo giro que o meu coração recrutou há um ano para ser meu namorado.
E Bogota? Bogotá tem o cheiro gémeo às cidades que já visitei, um cheiro que é comum a todas as cidades sul americanas, e que tem a ver com os hábitos culturais e sociais, onde se misturam os vapores da cidade e dos costumes. O mesmo acontece ao cheiro das Áfricas quando lhe reconhecemos no odor a terra quente, a calda e o pó. Não sei bem categorizar o tipo de cheiro, sem correr o risco de ser ofensiva, mas tem um misto de fritura, com açúcar, com shampoo floral e gasolina queimada. Outra coisa absolutamente única é o compasso, o som, a musicalidade e a cor. É tão bom saber que há povos que não se importam de entornar o colorido da vida sobre as paredes das casas. Bogotá é assim, uma cidade onde as histórias se inscrevem nas paredes, onde a cor do tijolo ocre se funde com os gritos revoltados de um povo que não se inibe em fazer da cidade um cartoon histórico dos seus feitos. Ainda ando por aqui ando a namorar as igrejas caiadas de branco encostadas às encostas verdes da cidade, ainda andamos rua acima, rua abaixo na cusquice da vida mundana, desejosos de sorver conversas e paladares, como se os estômagos estivessem abertos para a melhor digestão da vida, viajar.

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Não vivo sem…

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Não vivo sem tempo.
O tempo que vive acima dos ponteiros do relógio, aquela medida unitária que faz parelha com o destino que me compete cumprir.
O tempo dos meus sonhos, das palavras encavalitadas no bico da minha caneta, das imagens que projecto na lente para as minhas memórias futuras.
Não vivo sem sentir o vento a empurrar-me contra os obstáculos de que me faço vida.
Não vivo sem amor desprendido, sem abraços apertados, sem poder dizer aos que gosto o quanto me fazem falta e sem sentir a falta que me fazem os que gosto.
Não vivo sem o desembaraço primário de achar que a vida é uma aventura mascarada de rotina.
Não vivo sem Liberdade, a mesma que dá prazer ao pé descalço, a mesma com que vejo de mãos dadas o tempo fluir, a mesma que me acorda em sobressalto para me lembrar que posso ser tudo.
A liberdade que me engasga os deveres e me acorda os sentidos para todos os momentos de prazer.
Não vivo sem o presente, aquele que é o agora sem a culpa do que poderia ter sido, e sem os complexos de tudo o que já foi.
Não vivo sem canetas, blocos, máquinas, bonés e as bugigangas que se estendem sobre os meus membros com a aspiração de serem tentáculos de mim.
Não vivo sem o colo do copo de vinho onde naufrago a minha poesia, nas noites em que sonho ser escritor. Nem sem os livros que me amarram a 1000 vidas que não conheci.
Não vivo sem música, sem a pauta curvilínea dos acórdãos que fazem banda sonora onde me encontro, onde vou, onde sonho e onde me faço pessoa.
E não vivo sem viagens, aquelas que vão ao fundo de nós, dos outros e do mundo.
Não vivo sem pessoas, os cofres máximos de inspiração, transpiração, fontes com a mácula máxima da vida, cortesãos da minhas letras.
E não vivo sem gargalhadas porque são o compasso mais saudável de existir.

*Enquanto embaixadora da RVCA e a convite da Ericeira Surf & Skate lançarem-me o desafio de escrever sobre o tema “Não vivo sem” ‪#‎naovivosem‬ e traduzi-lo numa fotografia. Falta o presunto:)

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Eu sabia que nunca te ia tirar uma fotografia.

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Eu sabia que nunca te ia tirar uma fotografia.
Mas sempre soube que podia escrever o texto que quisesse sobre ti.
Ainda não sei bem o que é o que o tempo nos queria dar quando nos juntou. Não percebi o que é que a vida nos quis oferecer, nem o que é que nos tirou. Ainda não sei qual é a lição que vou levar do tempo. Nem por quanto tempo o vou sentir, com esse nome que se dá às coisas sem nome que se demoram em nós.
Não sei se o lucro infindável de tudo o que poderia ter sido, vai ser o melhor trunfo sobre tudo o que realmente foi.
Às vezes confunde-me não ter dor concreta, senão o vazio.
Ás vezes perco-me a recordar, sabendo que a minha imaginação generosa, convida e entrar no caos das memórias, cenas que nunca tiveram espaço, tempo ou circunstância.
Eu sabia que nunca te ia tirar uma fotografia.
Porque a paixão não é amiga dos arquivos, porque as borboletas não fazem ninhos em pastas de computador.
Eu sabia que nunca te ia tirar uma fotografia porque a força do que é agora, não se deixa embebedar pela promessa do que pode ser.
Mas eu não me importo.
Nem me importo das saudades que tenho, porque lhes reconheço um capricho de uma história que não cheguei a viver.
Ás vezes procuro-te no amanhecer, só porque preciso para o meu sono um pouco da nossa escuridão.
Eu sabia que nunca te ia tirar uma fotografia.
Mas sempre soube que podia escrever o texto que quisesse sobre ti.

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