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Não sou gaivota

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Uma das coisas que me dá mais saudade são os passeios por Lisboa.
De Alfama, e sem ser de barco, chegava ao Castelo em minutos e punha a mão no Tejo em segundos. Sem falar da vista, que o alcançava em todas as janelas. E o que eu gostava daqueles cruzeiros estacionados no beiral da minha janela, com aquelas luzinhas amarelas e toda a gente em pé, no convés da chegada. O que eu adorava a percepção da sombra gigante a anunciar a partida. Tinha sempre poesia de todos os ângulos, quer fosse o trânsito dos navios, o voo paralisado das gaivotas contra o vento ou o tejo cinzento e amuado nos dias em que chovia. Este ano que aí vem vou procurar nova morada. Talvez não recupere o Tejo na minha janela, talvez tenha a sorte do rio desaguar num mar ainda maior, ou talvez abra a porta para um jardim esverdeado, permutado sem esforço à calçada lisboeta. Seja o que for e onde for é de ir. Gosto de fazer morada em várias moradas. E nunca me assustou a mudança, o que me assusta sempre é a paralisia lenta de ir permanecendo igual sabendo que não sou gaivota.

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A nossa Village (Village Underground Lisboa)

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Dizem que é bom regressar aos sítios onde já fomos felizes. Melhor ainda é repetir os sítios onde somos sempre.
O Village Underground Lisboa ainda é para muitos, um segredo, mas é dos bons de partilhar.
A originalidade e a cor dão lhe a nota da diferença, os contentores sobrepostos, as escadas de ferro, um autocarro restaurante, corrimões de ferro e corredores labirínticos. Basicamente, sem nada de básico, é uma estrutura arquitectónica que utiliza contentores marítimos transformados em escritórios e dois autocarros convertidos em cafetaria e sala de reuniões. Tudo isto à beira rio, bem ao lado do Lx factory.
Mas agora vamos a aspectos práticos que é isso que nós gostamos: O espaço é absolutamente incrível para tomar um copo a dois, um almoço a três, uma conspiração a quatro. E maravilhoso para ir com as crianças. Basta entrar no museu da carris e estacionar à porta, entre portas. O espaço é amplo que chegue para largar a rédea às crianças e confuso quanto baste para que demorem pelo menos uma imperial até que nos encontrem outra vez:)
Tem baloiços, menus em conta, brunch e lojinhas em contentores cheias de coisas acessíveis e originais.
Eu sou suspeita. E não é só pela admiração que tenho pela Mariana que conduz este gigante autocarro. Sou suspeita porque vou lá com frequência e sinto um amparo diferente quando me sento a escrever num autocarro suspenso. Já lá realizei um Workshop de Escrita Criativa, que vou repetir em breve, e já lá fotografei para catálogos pelo menos seis vezes. Desta vez fui lá brunchar com as miúdas, comprar cactos em vasos coloridos e beber um copo de tinto, numa das provas que estava a acontecer.
Aproveitem as férias de Natal e passem por lá.
Tenho a certeza absoluta que vão ser felizes.

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Como chegar:
Village Underground Lisboa
http://vulisboa.com/
Facebook: https://www.facebook.com/villageundergroundlisboa/?fref=ts

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Hoje, como todos os dias…

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Hoje, como todos os dias, fui levar-vos às aulas.
De onde moro até à Escola passo em quase todos os centros nevrálgicos da cidade. Devo correr à volta de vinte e cinco semáforos, duas rotundas, um túnel e seis sinais de Stop. Levantamo-nos às 7h da manhã e não paramos até estar sentadas no carro, prontas a arrancar. Há sempre sapatos que ficam por atar, cabelos por pentear e conversas por concluir.
Fora uma ou outra mochila avulso, que fica escondida atrás da porta, e que era absolutamente essencial naquele dia.
É aí que entram os semáforos e os sinais de Stop.
Sou prego a fundo, mas é raro o dia em que não levo uma buzinadela, por ter não arrancado naquela fracção de segundo em que o vermelho intermitente anuncia o verde!
O verde interessa-me para não chegar atrasada e o Vermelho dá me jeito para os acabamentos. A maioria das vezes, não consigo vislumbrar as caras dos condutores que buzinam, e tento não me concentrar demasiado, no rosto, daqueles que complementam o apito forte, com um braço irado fora da janela. Mas o que eu não gosto mesmo é daqueles que me chamam “Louca”. Não, que não reconheça alguma legitimidade na expressão, mas naquele momento estava a tentar disfarça-la, concentrada que estava na tarefa de ser boa mãe.
Bora ter alguma calma nessa alma, só para não enlouquecer de vez os que chamamos de loucos sem os conhecer!
Bom dia! Boa Segunda-feira!

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Vida Cigana: Ao Toque do Tambor

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Somos Alfamistas, amantes do bailarico, amigas intimas do churro, do pimento assado e da sardinha na brasa. Ficamos mega vaidosas quando o nosso bairro se traja para receber e assistimos às marchas com a ansiedade de um Mundial de Futebol. Mas este ano, decidimos que íamos dar um mergulho tardio nos Santos, quando o alcatrão secar das passadas irrequietas e podermos voltar a ver as paredes de Alfama, e o sorriso grandalhão das pessoas que lá conhecemos. No entretanto, entregamo-nos aquilo que sabemos fazer melhor, viver.

Há umas semanas a minha amiga Vera liga-me a perguntar se alinho numa de acampamento cigano, um sitio giro que não sabia bem onde ficava, mas tinha duas carruagens de madeira, muito campo, muita actividade para os miúdos e espaço que chegue para soltar as crianças descalças e pôr a conversa em dia. O programa era durante a semana e implicava  faltar às aulas. Disse-lhe logo que sim. Esta recta final das aulas rebentou-nos  de cansaço. Tudo o que eu pensava era fugir. A Vera levava os três filhos, eu as minhas duas loiras e enfiava-mos-nos durante dois dias nas carruagens a ressacar da vida urbana. Tenho andado tão ocupada, que mal tive tempo para googlar na véspera o sítio, e quando pus a primeira no carro, ia guiada pelo GPS da Vera, mas tão animada, que parecia uma criança à porta da Kidzania.

E assim, sem ter a mínima noção do local, e a menos de 30 minutos de Lisboa, na bela localidade de Aveiras de Cima, conheci o Parque Rural do Tambor.

O site não faz justiça ao sítio e as fotografias não revelam o lado mais boémio e romântico do local. Só vivendo se conhece. Até me custa alinhar as palavras mais bonitas para descrever a nossa estadia. As carruagens dá para ter uma ideia nas fotografias. Mas o melhor do sítio é o complemento entre a tranquilidade do espaço e a simpatia arrasadora dos donos. E quando digo arrasadora, digo à séria. São dois jovens de 60 anos, cuja a impressão imediata não é apenas: “que simpatia” é mesmo o “quem me dera que fossem avós dos meus netos”. O Tio Zé e a Tia Mariazinha vivem no Parque e são a alma do parque. Foi deles a ideia do labirinto no milharal, a criação dos programas de passeio para as escolas, o celeiro com a máquina das pipocas, os cultivos, o tour de tractor em cima de fardos de palha, a caça ao pirilampo à noite, os baloiços, a tenda India e tudo o que os nossos olhos alcançam e as crianças possuem. O Parque Rural do tambor vale pela experiência de partilha, pelo enquadramento, pelas dinâmicas criadas, pelo espaço imenso onde se respira, mas o que me fica na memória, o que a inscreve na minha história dos sítios a voltar, é sempre a alma das pessoas. E quando arrancamos com as crianças nos carros, a tristeza já era saudade e tudo o que pediam era para ficar, para voltar, para regressar ao sítio do tio Zé e da Tia Mariazinha.

É aqui que o descobrem. Mas vivam-no como deve ser:)
Parque Rural do Tambor ou versão crianças “O sítio do Tio Zé e da Tia Mariazinha”

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WORKSHOP Iniciação à Fotografia & Escrita Criativa

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WORKSHOP DE INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA

O Workshop realiza-se no dia 31 de Janeiro (Sábado) das 10h00 às 17h30 em Alfama | Lisboa.

É destinado a pessoas com um nível de conhecimento fotográfico básico, entendendo-se por isto o uso da máquina fotográfica em modo automático, desconhecimento da maioria dos menus e pouca ou nenhuma prática em uso manual (manipulação de aberturas e velocidades).

O Workshop é 70 % prática, com vários exercícios em contexto real. Sendo o conteúdo teórico distribuído da seguinte forma:

  • Máquinas e Menus (Quick Review)
  • Relação com o fotografado
  • Luz:  Aberturas e Velocidades, Panning
  • ISO – Sensibilidade à luz
  • Pontos de foco e medição de luz
  • Enquadramento

Relembro que o nº de vagas é limitado a 12 pessoas, pelo que envio em anexo as condições e valores para efectuar a sua inscrição.

Deverá enviar email com os dados abaixo solicitados: 

  • Nome: 
  • Profissão: 
  • Data de Nascimento: 
  • Email:
  • Contacto:
  • Conhecimentos fotográficos:
  • Marca e Modelo da Máquina*:

(Anexar comprovativo do pagamento do valor da inscrição) 

* Não são aconselhadas máquinas compactas.

O valor total do Workshop são 150 € 


WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA

O Workshop realiza-se no dia 1 de Fevereiro (Domingo) das 10h00 às 17h30 em Alfama | Lisboa.

O que é que é preciso para frequentar o Workshop: Vontade, boa disposição, fome de letras e paixão.

Deverá enviar email com os dados abaixo solicitados: 

  • Nome: 
  • Profissão: 
  • Data de Nascimento: 
  • Contactos (Email e Telemóvel)

O valor total do Workshop são 80 € 

Material Necessário:  Bloco e Caneta ( vulgo papel e lápis)


CONDIÇÕES

Para formalizar a inscrição e assegurar a vaga deverá liquidar 50 % do valor correspondente à inscrição através do NIB: 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP *

* Todas as transferências devem ser notificadas com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com

Notas

Para se inscrever no Workshop é indispensável possuir uma câmara. O pagamento da inscrição deve ser realizado de imediato para garantir a vaga, sendo o restante valor, pago até ao dia do workshop, através do NIB: 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP (Nota: Todas as transferências devem ser notificadas com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com

Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.

A ficha de inscrição enviada só será considerada efectiva quando tiver sido liquidada o valor da respectiva inscrição do Workshop. Se o pagamento não ocorrer até uma semana antes da data do WSP, não será considerada a inscrição. Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.

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