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Oficialmente de fim de semana

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Entramos oficialmente de fim de semana.
Amanhã de manhã ainda fotografo, depois, aeroporto para buscar o pai e aula de cross-fit à tarde com a mana, só para ver como é dar no duro com os duros.
No domingo arranco a seguir ao almoço para as Casas do Côro, lá para os lados da Marialva, para escrever (com o Côro dorido, vem bem a calhar).
Vou sozinha.
O moreno fica bem e a saudade é fermento na relação.
Vou só eu, o meu portátil, os meus livros e o meu cabelo novo…ainda não partilhei aqui mas virei morena à séria:)
Preciso de estar uns dias sozinha com as minhas palavras, a namorar o rascunho do meu livro e a sentir o tempo a vazar devagarinho. São 4 dias, sem limite de caracteres, mas cheia de vontade de me prostar junto de uma lareira de boca grande, a ver os dedos frenéticos a desenharem palavras.
Vou comer bem e dormir como um recém nascido de filme. Quando me apetecer. Sempre que me apetecer.
E se me apetecer mesmo, não faço nada, que é prática que não assino mas pressinto que me fazia bem.
E agora, agora mesmo, vou dar corda aos sapatos e preparar o jantarzinho das loiras, que estão com o estômago tão colado ao coração com a chegada do pai, que ficam cheias à primeira garfada! E bem a propósito de tudo, vou abrir um tinto, para comemorar a aproximação da vida aos sonhos.
Sempre super agradecida!

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Na mesma posição do “Até já”.

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Disseste-me que ias comprar pão quente. E eu prometi-te 8000 caracteres do livro que estou a escrever. O monte fica longe da senhora que vende o pão. Mas o meu corpo está encostadinho à lareira acesa.
Aos bocadinhos começou a chover lá fora.
Estou na mesma posição do “Até já”.
Tenho o portátil sobre os joelhos e as labaredas a namorarem-me o corpo. Tenho um copo de tinto junto a mim e as teclas escuras pintadas com letras à minha frente.
Acho que não te vais importar, se te disser que me perdi entre o estalar da madeira e as gotas da chuva que lambiam as janelas.
Acho que vais perceber se te disser que o meu corpo cedeu ao escorrega do calor e as mãos afastaram-se, com cuidado, das teclas com que se constroem as palavras que prometi escrever.
Quando chegares vou estar na mesma posição do “Até já”.
Vais perguntar-me pelos caracteres, com o pão quente debaixo do braço. E se eu for esperta, como o calor da lareira acesa, vou te puxar para o conforto de mim para quebrarmos juntos as promessas que te fiz.

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As melhores pausas do meu caminho

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Era bom, mas era tão bom. Que ao viver a Vida em pleno, nos fosse dada uma extra.
Na lógica dos jogos de consola isso acontece. É um pressuposto na passagem para outro nível, o bônus de uma vida extra. E como é que isso se faz? Depende do jogo.
Normalmente arrecadamos o maior número de items, vencemos perigos com mestria, contornamos imprevistos, eliminamos os inimigos e mantemos, sempre, o foco no que nos trouxe ali.
Depois, é ver pingar no canto superior direito um coração em formato de vida. Ora se a que nos é dada, tivesse o mesmo enquadramento, tenho a certeza que nos dedicávamos mais a cada um dos níveis. Na impossibilidade de voltar ao cenário anterior, capitalizaríamos todos os nossos recursos na obtenção do maior proveito. O nosso olhar ganharia a clarividência da visão mais aguda, e os sentidos tomariam conta dos poros, para não nos escapar nada, que não fosse apenas, o bom suor da vida.
E quem determinaria o que é viver uma vida plena? Para mim é um somatório máximo de momentos felizes, regado ao expoente máximo do exercício das nossas qualidades, ampliando pelo máximo de pessoas possíveis.
Se para uns, uma manhã de surf é um expoente, para outros é o verter do tinto à lareira, um livro na mão, um almoço de família regado a gargalhada, um passeio de bicicleta no campo arado, um concerto de jazz, um gelado de chocolate, uma paixão recente e um pôr do sol demorado sobre a generosidade dos laranjas.
Não interessa tanto saber o que torna plena a vida de cada um.
O que diferencia cada vida dada, de um jogo de computador, é o foco.
A essência está em saber ao que se vai, mesmo que não se vá lá sempre. A vida custa sempre mais a quem anda perdido.
Mesmo que nunca se chegue à última luz, a segurança de saber que ela lá está, é tudo o que permite as pausas demoradas no caminho. E como por enquanto, e ao que parece, é só esta vida que me calha, são estas as melhores pausas do meu caminho. E não preciso de uma fotografia, para saber que a luz brilha lá atrás.

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Propósito: Escrever.

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Eis-me.
Alentejo, dia 09 de Dezembro de 2014. 17:58.
3 amigas. 3 livros. 3 copos de vinho.
1 Monte, uma lareira e uma garrafa magnum Terra D´Alter.
Propósito: Escrever.
Até agora:
2 horas e 40 de caminho.
2 horas e 40 de conversa.
1 hora e meia de almoço no Cercal.
30 minutos no Litoral (supermercado)
10 minutos a recolher lenha.
15 minutos à procura dos fósforos.
45 minutos gastos a acender a lareira.
10 minutos a tirar o fumo da casa.
20 minutos na acomodação.
1 hora nas redes sociais.
30 minutos a lanchar.
Conquistas:
Entrecosto, linguiças, broa, queijo de cabra.
Actualização do estado no facebook.
Post no instagram e lareira acesa.
Propósito: Escrever.

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