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A Família da Rita

Mesmo para mim que danço e durmo com palavras na cabeça é difícil explicar porque é que adoro estas sessões de família.
Sobretudo as minhas, não as sessões, mas as famílias que me procuram. Dizem que tenho sorte, talvez tenha. Se isso significar uma mão cheia de amigos que conheci enquanto fazia o que gosto. Rita, tens uma família linda, nada que tu já não soubesses. Obrigada por me teres escolhido para vos fotografar.

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O poder de uma bolacha

Gosto que seja a espontaneidade a marcar compasso numa sessão fotográfica. Gosto de conversar e disparar ao mesmo tempo, como se a máquina fotográfica fosse um café que vou levando à boca e o cliente, um amigo de longa data com quem combinei estar. De vez em quando peço que posem por que também quero que tenham uma recordação mais tradicional do dia. Mas o que procuro é que a Inês seja ela mesma, esta deliciosa miúda de bochechas redondas que dá tudo para comer uma bolacha. E o que quero captar é este amor ternurento dos pais que reconhecem na filha uma extensão deliciosa da sua combinação de ADN. É assim que fotografo, focando mais na personalidade que na pessoa. Quero que o que seja nítido e visível tenha mais a ver com a alma capturada do que a nobre feição congelada. E assim, sem grandes truques, se faz acontecer. Respeitando tudo o que já lá está.

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WORKSHOP DE EDIÇÃO FOTOGRÁFICA

Essencialmente prático, o objectivo do Workshop é dotar-vos dos conhecimentos base de edição, para o tratamento das fotografias em tempo útil.
O objectivo último é sair do workshop a saber organizar, classificar e editar uma fotografia nos seus parâmetros base, preparando para Impressão ou publicação na Web.

Programa
Gestão de ficheiros de imagem: desde a saída do cartão da máquina ao download, organização, gestão, edição e arquivo das fotografias;
Apresentação e abordagem aos softwares de Edição e tratamento de imagem;
Familiarização com os programas e ferramentas: Adobe Bridge, Camera Raw e Lightroom;
Tratamento de Imagem, ajuste de equilíbrio de brancos, exposição, corte, contraste, criação de filtros e Galerias de imagem
Conversão em preto e branco (trabalhar um bom preto e branco);
Erros comuns a evitar na Edição.

Requisitos:
Portátil com os seguintes programas instalados:
– Adobe Bridge
– Adobe Camera Raw (plug in que vem com o photoshop e que pré-edita os RAWS)
– Adobe Photoshop
– Adobe Lightroom

(As imagens para tratamento serão fornecidas por mim)

O valor total do workshop são 150 € .

Para formalizar a inscrição e assegurar a vaga deverá liquidar o valor total correspondente à sua participação, através do IBAN: PT50 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP 
(Nota: A transferência deve ser notificada com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com ).

Termos e Condições:

1. O pagamento total do Workshop deve ser realizado de imediato para garantir a vaga, através do IABN: PT50 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP  (Nota: A transferência deve ser notificada com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com)
3. A ficha de inscrição enviada só será considerada efectiva quando tiver sido liquidada o valor do Workshop. 
4. Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento.
5. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.
   

Inscrições: isabel@isabelsaldanha.com

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WORKSHOP DE FOTOGRAFIA | AVANÇADO (ESGOTADO)

O Workshop Avançado de Fotografia é uma formação destinada a quem já possui as bases técnicas de fotografia, mas quer aprofundar os conhecimentos base numa vertente mais técnica e prática. Inclui iluminação de retrato em estúdio e Fotografia de rua nesta primeira edição.

FOTOGRAFIA DE EXTERIOR

Situações de paisagem. Noções de composição;
Fotografia de rua. Composição, momento certo, equipamentos, a abordagem às pessoas.
Os espaços, a sua interpretação e iluminação.
Street Shooting temático.

FOTOGRAFIA DE RETRATO | ESTÚDIO

Aspetos técnicos e estéticos da fotografia de moda. A fotografia comercial e de autor. Retrato comercial e institucional.
Iluminação. Luz artificial, natural e mistura de fontes de luz. Efeitos criados com a luz.
A atenção que a luz merece quanto ao ângulo de incidência, hora e intensidade no momento de execução de uma imagem. A noção de temperatura de cor.
Sessão de estúdio com modelo.

Aconselha-se a frequência do Workshop de Edição e pós produção de Imagem, como complemento ao Workshop avançado de fotografia.

O valor total do workshop são 150 €

Para formalizar a inscrição e assegurar a vaga deverá liquidar o valor total correspondente à sua participação, através do IBAN: PT50 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP (Nota: A transferência deve ser notificada com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com ).

Termos e Condições:

1. O pagamento total do Workshop deve ser realizado de imediato para garantir a vaga, através do IABN: PT50 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP
(Nota: A transferência deve ser notificada com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com)
3. A ficha de inscrição enviada só será considerada efectiva quando tiver sido liquidada o valor do Workshop.
4. Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento.
5. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.

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GANGA NISSO

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Sabia nesse preciso momento em que estávamos a fotografar, o “buzz” que seria, o apontamento de lingerie e um pedaço de corpo descoberto.
Sobretudo o teu:)
Não sou tua advogada, sou tua amiga, mas hoje, nem como amiga falo, escrevo apenas como mulher. Porque assisto a isto, vezes sem conta, de forma tão subliminar e tão escancarada.
O pudor é da contabilidade de cada um, tal como a propriedade do corpo. Faço milhares de sessões por ano, muitas delas “boudoir” (sessões de lingerie em estúdio) que não divulgo aqui, porque não é aqui a esfera onde vivem, é na recordação de auto estima que algumas clientes minhas, resolvem oferecer a elas mesmas, às vezes fruto de paixão a outro, outros fruto de um gigante amor próprio. Gosto desses momentos, quando nos vejo a vencer o medo, quando o “que se lixe” fala mais alto “do que é que os outros vão pensar de mim”.
Não há rebeldia nenhuma no exercício do amor próprio, há uma imensa serenidade que nos pacifica com a mente, com o corpo e com o momento.
E fico feliz à séria, quando é através da minha lente que deixo registado esse encontro, tão livre de espartilhos, que vai ganhando cada vez mais terreno no coração das mulheres.

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Ó gente boa

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Ó gente boa, fado de sorte que eu tenho com as pessoas.
E pensar que tudo começa aqui.
Numa rede social, numa fotografia, num texto, o envio de um email, uma troca de palavras, um acerto de valores e uma data. Um encontro às cegas que se enche de luz.
A maioria das vezes não se adivinha na linguagem formal de um email as pessoas que espreitam do lado de lá. E ainda que revele deste meu lado, este meu centro, há tanto ainda por adivinhar que cada encontro, é um momento de sorte ou azar.
Não sei se as palavras que escrevo e a forma como me dou, filtram as pessoas que me procuram. Se assim for, manterei a receita, porque a colheita tem sido a melhor.
Adorei esta nossa sessão na Gulbenkian. Daniela e Pedro já vos disse o quanto gostei da nossa sessão. E reforço aqui, o que vos disse lá, que quero alinhar os meus chakras dançarinos nesse palco de gente boa, de olhos vendados ao som de uma batida forte. Gosto dessa forma não convencionada de estar na vida, dos valores que passam ao vosso filho e da cumplicidade que têm como casal.
E agora, bora bailar?

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“A Missa do artista”

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Sou empresária, digo artista, porque ajuda a amortecer a formalidade de tudo o que isso implica. Escrevo, fotografo e desenvolvo projectos em torno das coisas que mais gosto. Se calhar a artista vem disso, da sorte que tenho em capitalizar as minhas paixões, gerando rendimento.
Quando trabalhava por conta fazia menos contas, mas o meu tempo, nem meu se chamava. Era uma dádiva que nasceu comigo mas que entregava todos os dias a outros. Ganhava mais moeda, e tinha a segurança de que todos os meses, com variações imprecisas de alguns dias, lá estaria o meu salário. Dizem que nada aguça mais a criatividade que a falta de dinheiro. E assim, na qualidade de artista, acordo todos os dias, pronta a atestar o meu depósito de criatividade a favor da mais nobre das “sobrevivências”. Já há alguns anos que não sei o que é um ordenado, pelo menos o meu. Mas em troca aprendi tudo o que havia para saber sobre impostos. Qualquer artista que se preze, e sobretudo, que preze o lucro sobre o seu trabalho, terá que se tornar a curto prazo um gestor. Esta é talvez a conversão menos charmosa de quem decide empreender a favor de si mesmo. A contabilidade passa a ser uma religião obrigatória e diz um dos grandes mandamentos de um bom gestor, que a dar a missa deverá estar sempre um bom contabilista.
Mas regressemos à arte de ser artista. Porque, embora empresária soe mais distintivo, o que eu gosto mesmo é do arejo da palavra artista. Uma espécie de contrabandista de talentos suspeitos, que passa incólume à rotina da vida séria. Todos os meses faço contas mas tenho alguma dificuldade em colocar no enunciado da equação a variável: Tempo. É aqui que reside o meu capital acumulado, uma acção que os anos inflacionam e a minha maior fortuna. Tenho tempo. Tempo. E tempo não é só dinheiro.
Tempo é tempo. E não é a sua conversão em moeda que lhe dá um valor tangível.
O que lhe dá valor é um almoço prolongado na praia num dia sem rotinas, o sorriso das minhas crianças quando as rapto da escola numa 5ª feira à tarde, uma ida ao ginásio às 16h ou um dia passado a ler numa esplanada. E sim, à troca recebo laivos de ansiedade, noitadas prolongadas a café e fins-de-semana passados a trabalhar.
Mas quem trabalha por conta, conta o mesmo.
E no final da equação qual é a verdadeira arte da vida? O valor atingido de todas as coisas intangíveis que nos enchem.
E se Deus quiser prosseguirei artista.

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Famílias com Norte

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Sou uma desnorteada.
Chego a ir duas vezes por dia à escola para levar a lancheira ou o material de ginástica que ficou atrás de uma porta qualquer. Talvez a culpa, não seja tanto a falta de norte, mas o excesso de responsabilidades que chamo a mim mesma. Na minha casa havia uma mãe, cinco filhos e todos sabiam o seu papel.
Porque é que às vezes me custa tanto recordar às minhas filhas o seu?
Educar cansa. É uma lição repetida. Um satisfaz menos sem ambição de um Muito bom. Às vezes esqueço-me propositadamente de as educar. Não me apetece elevar a voz, nem gesticular em demasia e acabo por lançar um SIM paliativo sobre tudo o que era passível de ser educável.
Saberei eu que poupando nos graves, acalento os agudos? Que o lençol é sempre curto para tapar pés e cabeça?
Depois queixo-me das piscinas que faço, quando na verdade, quem devia ir a banhos eram elas. Acho que às vezes não o faço por preguiça, desmazelo de quem não quer entregar o norte às filhas, mesmo sabendo que a Sul está sempre mais calor.
Quando tenho um laivo de consciência grande, digo para mim mesma, em voz alta e grave: – A partir de hoje vai ser diferente!
Quase nunca é. Mas vai havendo nuances de esforço e melhoria ou talvez sejam apenas elas que crescem e me levam junto:)

* Mas esta família do Norte, tinha um norte grande. E num prédio devoluto fizemos render todas as frechas de luz:)

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Uma Família do Sempre

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Foi num fim de semana no Turismo Rural da Terra do Sempre que conheci 4 Famílias. Fazia parte do programa fazer umas mini sessões em estilo informal a cada um dos agregados.
Muito o meu género de trabalho! Tudo de galochas postas a caminho de uma quinta para alimentar bezerros com garrafas de mini convertidas em biberons de leite. Mas o melhor das fotografias é o diálogo nos “entretantos”, é conversar com as mães e os pais e pôr em paralelo os nossos episódios, as nossas dúvidas e partilhar questões de rotinas que desvendam todo um universo de hesitações. Gosto de saber como vivem em família, faz-me sempre sentir menos receosa das minhas opções. Gosto de perceber as rotinas de estudo e os horários de sono. Não procuro aval para a minha forma de ser, procuro enriquecimento na forma de o fazer. Agradeço à Joana, a ajuda que deu à minha Camila com a ficha de matemática e a dica de chamar a atenção a Professora.
A vida é mesmo feita deste encontros e episódios. E enquanto tiver a oportunidade, a atenção e a energia, não hei de desperdiçar, nem as pessoas, nem os diálogos.

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Amamentei as minhas duas filhas

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Amamentei as minhas duas filhas.

Confesso que tive alguma dificuldade na primeira leva, doía-me tudo, sobretudo a minha falta de jeito para cobrir os apetites vorazes da criança. Tive a sorte de ter tido um parto normal sem episiotomia. Regressei a casa em menos de 24 horas, ligeira como uma adolescente, com o peso recuperado e com uma filha nos braços.

Pouco li antes sobre os desígnios da maternidade. Assumi para mim mesma, que a seu tempo brotaria no meu corpo um intelecto de mãe, munido de um instinto maternal, suficientemente sólido, para dar conta do recado. Iria amamentar porque fazia parte do pacote e eu queria um “All inclusive” na minha estreia. Fui das sortudas que querendo, conseguiu. Não pegou de primeira, mas fui insistindo na vocação e a miúda agarrou-se como um bezerro. Sempre que saía levava a minha filha ao colo e sempre que era hora do leite, dava-lhe de comer. Nunca me atrapalhei, nem deixei que olhares pré-históricos me alienassem desse prazer. Como sou muito distraída, a maioria das vezes, não trazia o traje mais cómodo para a arte da amamentação. Mas em vez de me atrapalhar entre alças e botões, esgrimindo os cotovelos como marionetas, desembaraçava-me de preconceitos, colocava a criança sobre o colo das pernas e descobria o peito.

Era a mãe, insubstituível naquele papel, legitimada pela mãe natureza para o exercício e muito feliz. Quando tinha reuniões mais formais, tirava o leite e tentava deixar o bebé ao cuidado de algum familiar. Não o fazia por pudor, fazia-o por conforto para mim e para a criança. Gostava demasiado de dar de mamar, enlaçava-me naquele momento, queria-o desfrutar com carinho. Não me fazia sentido ter milhões de mãos a paparicar-me a cabeça da criança colada ao meu peito, e menos ainda, interromper uma ordem de trabalhos com um bolçar súbito ou um arroto e um “desculpe não percebi”.

Nunca julgarei nenhuma mulher que decida levar a criança, para um qualquer lugar permitido, permitindo a si mesma ser mãe. Nem farei disso escrutínio de parágrafo, porque é para mim tão natural como a chuva em Janeiro. Regressei há uns dias de São Tomé e quando estava na cidade de Neves a fotografar, esta mãe chamou-me e disse: – Branca! Tire uma fotografia bonita a uma mãe a amamentar!

Sorri, foquei e tirei a fotografia. Infelizmente, não tenho no meu arquivo de fotografias uma minha, em pose igual para recordar. Para mim, a amamentação não é apenas uma funcionalidade dada de forma casuística à mulher. É um rio que liga às duas margens: A mãe e o seu filho. Dar ou não dar de mamar é uma questão de livre arbítrio e só à mulher diz respeito. Mas se algum dia for mãe outra vez, hei-de querer tirar uma foto igual:)

http://capazes.pt/cronicas/uma-foto-igual-para-mim/view-all/

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