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Hoje estou estupidamente feliz.

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Estes dias têm sido tão velozes, que nem tem dado tempo, para dar aos momentos, o que eles merecem.
Hoje estou estupidamente feliz. As miúdas têm os últimos testes (não me canso de o dizer) e para mim, começa um reinado de tranquilidade, outro tipo de tranquilidade, já que as loiras rondarão o pedaço em busca do que fazer. Mas cada coisa no seu dia. Para ser feliz, é preciso saber reagendar preocupações. Mas não era nada disto que eu queria partilhar. Só não me contenho de alegria. (hoje é Burger king para toda a gente e o melhor reserva tinto para os crescidos). O que eu queria mesmo é dar os Parabéns à Rita da fotografia. A cozinheira dos cozinhados que fotografei para um livro delicioso que já está nas bancas deste Portugal. Disse na apresentação do livro, que quando a Rita me contactou por email estava longe de achar ser, a pessoa indicada para um roll de fotografias de alimentação saudável. Eu, rainha obstinada das tábuas de enchidos, discípula de Baco e devoradora de gomas. Mas é no contraste que se ganha definição e demo-nos como melão e presunto.
Obrigado miúda do Sul por me teres confiado o norte das tuas fotografias. E por teres sublinhado com este projecto que as calorias da amizade são as que mais nos engordam de vida. Que mantenhas sempre esse teu açúcar.
http://ritasmessykitchen.blogspot.pt/

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Amamentei as minhas duas filhas

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Amamentei as minhas duas filhas.

Confesso que tive alguma dificuldade na primeira leva, doía-me tudo, sobretudo a minha falta de jeito para cobrir os apetites vorazes da criança. Tive a sorte de ter tido um parto normal sem episiotomia. Regressei a casa em menos de 24 horas, ligeira como uma adolescente, com o peso recuperado e com uma filha nos braços.

Pouco li antes sobre os desígnios da maternidade. Assumi para mim mesma, que a seu tempo brotaria no meu corpo um intelecto de mãe, munido de um instinto maternal, suficientemente sólido, para dar conta do recado. Iria amamentar porque fazia parte do pacote e eu queria um “All inclusive” na minha estreia. Fui das sortudas que querendo, conseguiu. Não pegou de primeira, mas fui insistindo na vocação e a miúda agarrou-se como um bezerro. Sempre que saía levava a minha filha ao colo e sempre que era hora do leite, dava-lhe de comer. Nunca me atrapalhei, nem deixei que olhares pré-históricos me alienassem desse prazer. Como sou muito distraída, a maioria das vezes, não trazia o traje mais cómodo para a arte da amamentação. Mas em vez de me atrapalhar entre alças e botões, esgrimindo os cotovelos como marionetas, desembaraçava-me de preconceitos, colocava a criança sobre o colo das pernas e descobria o peito.

Era a mãe, insubstituível naquele papel, legitimada pela mãe natureza para o exercício e muito feliz. Quando tinha reuniões mais formais, tirava o leite e tentava deixar o bebé ao cuidado de algum familiar. Não o fazia por pudor, fazia-o por conforto para mim e para a criança. Gostava demasiado de dar de mamar, enlaçava-me naquele momento, queria-o desfrutar com carinho. Não me fazia sentido ter milhões de mãos a paparicar-me a cabeça da criança colada ao meu peito, e menos ainda, interromper uma ordem de trabalhos com um bolçar súbito ou um arroto e um “desculpe não percebi”.

Nunca julgarei nenhuma mulher que decida levar a criança, para um qualquer lugar permitido, permitindo a si mesma ser mãe. Nem farei disso escrutínio de parágrafo, porque é para mim tão natural como a chuva em Janeiro. Regressei há uns dias de São Tomé e quando estava na cidade de Neves a fotografar, esta mãe chamou-me e disse: – Branca! Tire uma fotografia bonita a uma mãe a amamentar!

Sorri, foquei e tirei a fotografia. Infelizmente, não tenho no meu arquivo de fotografias uma minha, em pose igual para recordar. Para mim, a amamentação não é apenas uma funcionalidade dada de forma casuística à mulher. É um rio que liga às duas margens: A mãe e o seu filho. Dar ou não dar de mamar é uma questão de livre arbítrio e só à mulher diz respeito. Mas se algum dia for mãe outra vez, hei-de querer tirar uma foto igual:)

http://capazes.pt/cronicas/uma-foto-igual-para-mim/view-all/

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“Diz algo sobre esta foto…”

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“Diz algo sobre esta foto…”
Digo que no BOMBOM se está no melhor bem bom do Mundo. Que estou a escrever um post para vos mostrar em imagens o que as palavras empobrecem e que estou feliz como uma criança na melhor kidzania ao ar livre, que já me foi dada a conhecer. E digo também que tenho um milhão de saudades das minhas loirinhas e que um dia regressarei com elas, a todos os locais do mundo onde já fui feliz. Podia dizer que parece um sonho, mas é mesmo.

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Não sei bem quem é que consegue

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Não sei bem quem é que consegue. E ainda menos quem tenta. Mas não posso ficar senão feliz por quem consegue perceber na unidade do tempo a maior riqueza do homem. Nunca fui rica no sentido monetário do termo, tudo o que hoje tenho foi minha conquista. Quando quis casar comprei com o meu dinheiro o meu vestido de noiva a prestações. E trabalhei muito enquanto estudava para comprar, também a prestações, a minha carta, o meu primeiro carro, a minha primeira renda e os meus primeiros vícios. Não gosto do discurso gabarolas da infância sofrida, mas é bom recordar o que conseguimos, quando achávamos que não tínhamos nada, para poder saborear à séria tudo o que já temos. A verdade é que não me falta nada. E isso é tão bom de pronunciar, que o melhor mesmo é dar-lhe a volta sem medo e dizer de coração cheio que tenho tudo. Temos muito medo de afirmar plenitudes de felicidade, não vá a vida esnobar sobre os sonhos futuros. Mas o que eu mais aprendi nas pequenas conquistas da vida é a não ter medo de exaltar a felicidade dos dias. E assumi-lo sem escrúpulos como um agradecimento enorme à vida. Podia dizer que vivo para pouco. O meu pouco que é tudo: As minhas filhas, as minhas viagens, as minhas palavras, os meus vinhos e petiscos, o meu Pedro, o pai das minhas filhas, as minhas irmãs, os meus amigos maduros, as minhas amigas loucas, os meus livros e o meu tempo. Tenho o coração cheio, uma vida cheia e uma cabeça cheia de sonhos que combinam tudo isto. E o mais que tenho, para além do amor que é terreno fértil, é Tempo.
O tempo que resgatei à vida para poder viver com à máxima intensidade cada uma destas paixões. Sim, acho mesmo que a perseguição dos sonhos me tornou uma mulher rica. E a consciência disso, uma mulher sã. Podia dizer que tive sorte mas seria uma batota enorme sobre o esforço. A sorte que tive foi a sobriedade prematura de perceber no Tempo a unidade máxima de realização. E pressenti-lo a tempo, do tempo, que precisava para mim.

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#NÃO AO MEDO

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#NÃO AO MEDO

Devia escolher esta imagem para ilustrar um momento mais feliz, mas não dá para sobrevoar o que está a acontecer…e continuar planando sobre o ar quente dos dias, só porque o bafo que nos sustenta teve a sorte aleatória da melhor hora, do local certo e da circunstância boa.
E não dá para querer cortar as asas de quem sonha voar para longe de um chão que não o deixa crescer, poisar sequer, ou semear.
E menos ainda, desconfiar de quem quer ser livre, só por quem nunca sentiu antes, a asfixia da liberdade.
Nestes dias, em que ficamos com poucas certezas, encontro na forma como as educo, a minha pista de descolagem.
A consciência da sua dimensão na dimensão do mundo. A importância das suas acções na condução do seu destino. A crença na humanidade. O amor aos outros. A luta pela liberdade. A defesa da igualdade. E o amor à terra. E se der para ir mais longe no meu vôo de mãe, quero muito, que os seus sonhos tenham a força de duas asas e que nunca tenham receio de se elevarem por aquilo em que acreditam.
Porque o céu não tem arame farpado, o sol não é uma estrela privada e o medo não ganha à força da Liberdade.

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CONTA-ME UMA HISTÓRIA FELIZ.

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“Quanto menos tabu forem estes assuntos, mais nos ajudamos e partilhamos experiências. Acima de tudo acho que durante este tempo, em que tentei, fui operada e tive de fazer tratamentos, nunca deixei de ser feliz, de viajar, e de fazer as coisas que gosto! São tratamentos duros mas a vida são dois dias! Temos de aproveitar!” Teresinha

Pedi à Teresinha que me deixasse partilhar uma fotografia, e mais do que isso, um pouco da sua história feliz.
Porque ela é sem dúvida uma das grávidas mais feliz que já fotografei. E não foi apenas, porque esteve uma dezena de anos a tentar ter um filho, foi sobretudo pela resiliência do seu bom humor, pela forma resolvida com que se entrega a vida. Porque a consome sem filtros, sem peneiras e sem o pensamento rebocado nos outros.
É raro, é bom, é são.
Nem todas as mulheres engravidam ao primeiro lapso da pílula, e as histórias duras, não acontecem só aquela amiga de uma amiga minha. Há muitas mulheres a consolar as dores nas almofadas e há um milhar de histórias para partilha, que não fazem a conveniência dos dias mais felizes, mas precisam de ser contadas, para serem ouvidas.
A Esperança dos dias, faz parte de um tratamento de fundo, aquele que dá espaço vital de cultivo às coisas boas da vida.
E pelo que sei, por quem luta, a exclusividade da história complicada, é um mal escasso, que se troca de bom agrado, pelo colectivos dos finais felizes.
Obrigado Teresinha pela partilha.
Essa miúda que aí vem, já nasce com a sorte grande de ter uma mãe assim.

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Sorte: uma merda.

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Dizem que tenho sorte. E eu fui procurar a definição no dicionário, para saber em bom português, exactamente o que tenho.

Dentro das 13 hipóteses que me dá o dicionário da Língua Portuguesa, houve duas que me chamaram a atenção: 9. Lote de Fazendas. 10. Sorteio militar para determinar, de entre os mancebos apurados, aqueles que serão efectivamente incorporados. Todas as outras (destino, fado, ventura, felicidade) são propriedades que não nego, com excepção feita à fortuna (se por fortuna se entender o dourado das moedas, porque se for o ouro dos cabelos das minhas filhas, sou bilionária).

E o que é que eu sei da sorte que tive, o mesmo que me diz o Senhor Zé da leitaria, Trabalho. A mesma sorte que só no dicionário é que chegou ao pódio antes do suor.

Como não gosto do discurso da vítima, filha menor da família disfuncional, como sei que a tristeza de uma história predispõe para a clemência, e da clemência à brandura, perde-se logo a bravura.

Prefiro dizer que a sorte que tive, se é sorte que é, tem tudo a ver com a forma como encaro, e como me faço à vida. Essa “filha da mãe” indomável que nos diz ao ouvido que podemos ser tudo, e depois não parece dar-nos tudo o que precisamos para sermos exactamente o que queríamos. Talvez um dos bons legados que posso deixar às minhas filhas seja a forma fermentada com que fiz dos meus fracassos a sombra dos meus dias felizes. Talvez lhes possa contar como fui teimosa em escorraçar a tristeza, e talvez lhes possa dizer que nunca me apoderei de nenhuma história do passado, que nunca a embrulhei em trauma, e que nunca a servi como aperitivo antes de mim. Que a maior lição que aprendi veio do sorriso, de fugir da água morna dos dias tristes, das pessoas tristes e das histórias tristes. O que me ensinaram as pessoas que passaram pelas histórias mais tristes foi a esperança que lhes valeu, os dias em que foram felizes e a força que tiveram para o resgate desses dias.

O segredo talvez seja fazer do facto mau, o adubo possível do que é bom. Não é o excremento que fortifica a terra?

E a Sorte? Uma merda.

 

 

 

 

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Uma semana com o Pai, uma semana com a mãe.

11111160_1158834114142224_1778280671482826367_oHá três anos que vivia feliz da vida, na lógica da semana sim, semana não. Uma semana com o Pai, uma semana com a mãe. Quando o Pai das loiras vai viver para África do Sul, a minha vida muda radicalmente, e passo subitamente, da custódia partilhada para a total. Confortável na gestão espaçada do meu tempo, com uma quinzena mensal para a desresponsabilização sobre as rotinas, as compras, as aulas, os Tpc´s, as dores, as queixas, as festas e todos os afins sem fins que fazem parte do pacote da maternidade, “flipei”. Era o fim da minha bolha de oxigénio, uma contracção forçada sobre o meu tempo, um golpe à minha liberdade.

E a quente, sem qualquer mácula sobre o amor que lhes tenho, pareceu-me um dos maiores entalanços que a vida me ofereceu.
Resisti mas não havia nada a fazer.
Dizia a brincar ao pai: – Não me faças isso que corro o risco de me afeiçoar:)
Hoje quando as vejo agarradas como lapas ao pescoço do pai, quando o vejo inquieto tentando sorver-lhes a presença, o afecto, as histórias. Fixando-as com carinho para memorizar os traços, os sons, as vozes e o feitio. Penso que não saberia estar do lado de lá da saudade, longe das minhas duas fontes de vida. E ainda que haja dias, que tudo o que deseje é o regresso terno ao passado partilhado, sei que sou uma filha da mãe com uma sorte do caraças.

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No epicentro do recreio

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Fui à escola das loiras à hora do almoço para entregar uma surpresa à Caetana e dar um beijo de saudades na Camila. Cheguei bem no epicentro do recreio, na debandada da hora do almoço. Eram tantas as crianças que não conseguia vislumbrar as minhas, era tanto o barulho que o meu cérebro não conseguia comandar os olhos numa busca e os meus membros estavam tão intimidados que não se queriam mexer. Ingénua, ainda pensei que se me quedasse muda e hirta ia ser descoberta pelas crias, amparada pelos seus abraços pujantes, sacudida pelos beijos da saudade. Passaram-se minutos e nada. Iniciei a busca ocular, movi o corpo por entre os seres pequeninos. De repente, pareciam-me todas loiras, todas elas. Vi uns adultos iguais a mim, quedos e hirtos mexendo o pescoço em cata-vento. Sorri como quem solidariza, não estou só, pensei. Passaram-se mais uns minutos quando ouvi uma voz. – Mãe!
O meu descodificador acusou um laço parental naquela voz, a minha cabeça virou-se e o meu coração deu sinais de impaciência. Uma já cá canta, pensei. Não, não pensei. Abracei-a com exagero, percebi-o no olhar das amigas e no desatar escorregadio dos braços. O recreio é o palco das crianças, demonstrações afectivas sim, mas devidamente enquadradas e com discrição.
Eu respeito. Muito. Também já fui miúda pequena e apesar da minha mãe não ser dada às visitas surpresa na hora do recreio, imagino o meu embaraço se fosse. Aquele abraço exagerado que a mãe aperta com culpa na semana que é do pai. Percebo-te.
Mas tinha saudades tuas. Disse “Olá” às tuas amigas com muita simpatia mas sem grande exagero. Sei bem, que tudo o que tu queres nesta idade é que tudo seja normal. Mãe normal com saudades normais. Despedi-me com um beijo normal, disse que te adorava, como faço normalmente. E parti em busca da cria menor. Quanto mais pequeno mais difícil. Como já estava com a maternidade em red light vi-te logo. Corrias como uma seta atrás de um menino. A tua gargalhada era tão boa que até parecia que os dentes de leite iam à frente do corpo. Estiquei o braço para te agarrar. Percebeste que era eu e travaste o passo. Voltei a descer e abracei-te com força as pernas. Já não fui a tempo de ser normal. E como faço normalmente, disse que estava cheiaaaaaa de saudades tuas. Sorriste sem grande reciprocidade de gesto, a tua cabeça vigiava o movimento dos teus pares. Estavas num jogo da apanhada, mas não para ser apanhada por mim. Dei-te um beijo grande e respirei o cheiro dos teus caracóis. Levantei-me e saí do recreio com um andar normal e um coração saciado. Quando estava quase a dobrar a esquina, oiço a voz da Cria grande: – Mãe!!
Vieste na minha direcção, abraçaste-me as pernas e quando ia curvar a cara para me aproximar da tua cabeça, olhaste-me nos olhos e disseste baixinho, mas com muita força: – Amo-te.
E eu sai do teu recreio anormalmente feliz.

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Dias Felizes

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Já foste difícil, tão difícil, que cheguei a dizer ao teu pai, em jeito de brincadeira, que nos concentrássemos apenas na Camila.
Quando estavas confinada à minha barriga, não me fiz rogada, e fartei-me de pedir ao criador que te inundasse de características boas, que te banhasse de qualidades ímpares, que me facilitasse a vida com um ADN propenso à auto-suficiência e muito amor próprio. Tentar não custa. E quando nasceste, quase como castigo, achei-te feia, muito peluda, magra e demasiado chorona.
Amei-te logo, porque se ama sem fronteiras o que é nosso. E ri-me, ri-me de ter sido tão tonta a desenhar-te as feições, a moldar-te o carácter, como se eu fosse alguma oleira de jeito.
O tempo foi passando, foi voando, foi correndo, e tu foste-te fazendo dentro do meu aquário. Com um ano, já eras uma boneca, com uma destreza física tão grande, que se te reclamassem para o circo, cederia como uma dádiva à humanidade. Falaste cedo, andaste cedo e seduzias qualquer criatura que se abeirasse, com uma gramática e um raciocínio tão adulto, que às vezes dava vontade de te desmontar só para te ver por dentro.
Entraste aos trambolhões na 1º classe, rebolaste sobre a separação dos teus pais, e com a mesma destreza com que fazias o pino, ergueste-te sobre tudo o que te doía, com uma força tão grande, que hoje, já acho que és mais alta que eu.
Nunca mais pedi nada ao criador, que não fosse a possibilidade de te amar de perto.
E ontem, quando me mostraste o teu primeiro conto com 6 páginas e 800 caracteres, quando me abraçaste enquanto lia, por entre erros e palavras adultas, e me disseste ao ouvido:
– Quando for grande, quero ser escritora mãe. É isso mesmo que quero ser, escritora.
Fiquei tão orgulhosa de nós e tão grata a vida, que vou inscrever a data no meu calendário dos dias felizes.
E se amanhã, mudares aquário, de sonhos e de ideias, porque a vida é um palco. Acho que sabes, que vou amar os teus desvios e as tuas rectas. E que prometo, manter a capacidade de te LER entre os erros e as palavras adultas.

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