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Insónias

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Tenho sofrido de insónias nas últimas semanas.
Não tenho qualquer dificuldade em adormecer mas tenho espertinas súbitas, como se o corpo fosse puxado à superfície, os motores estivessem na pista de arranque e os olhos abertos como se fossem holofotes rotativos de prisão.
Não consigo identificar as causas, nem tenho nenhum pensamento obsessivo ou angústia particular.
Estarei a diminuir a ingestão de vinho? A sobrecarregar o corpo de exercício físico (tenho ido ao ginásio todos os dias, caraças) será o stress do fim das aulas? Acho que em caso de dúvida, posso tomar propriedade do diagnóstico e decretar férias! É que este tempinho introspecto está mesmo a pedir uma janelinha extra no google chrome:) ou uma sesta a P&B para não comprometer a estética do dia.

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Semana de folga da mãe

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A semana da Páscoa foi a semana de folga da mãe.
Com o pai em Portugal, consegui acabar um livro e começar um novo, tomar um banho de imersão, dormir 13 horas seguidas, empilhar a loiça toda que quis, ver documentários bons, séries más, comer de lata e de frigideira, deixei todos os casacos que vesti onde quis, os sapatos onde os encontrei na manhã seguinte, saldei jantares, passeios, almoços, revi amigos e só não fiz novos, porque o melhor desta fase é ir a fundo nos que já temos.
Não escrevi muito porque tive ocupada a viver outras frentes. Encontrei-me, reconciliei-me e dormi muito mesmo.
Tanto, que acho que os meus olhos ficaram como os ovos da páscoa que não comi.
O Pai vai embora amanhã e as loiras devem estar a chegar a qualquer momento.
Já tive que passar “geral” na casa, encobrir as minhas intermitências, suavizar os meus passos de desleixo, esconder os meus excessos de liberdade. Tenho saudades delas, por muito que me custe deixar para trás a loiça empilhada e o ímpar do sapato por descobrir.
Estou em modo “amante apaixonado” que já foi ao espelho vezes sem conta verificar se tem a camisa direita. Gosto deste pacote de ansiedade que vem com o Amor. Tenho-lhes tanto de tanto que tenho. Tive uma Santa Páscoa não há dúvida.
Mas está na hora de devolver os pintos à galinha

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Oficialmente de fim de semana

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Entramos oficialmente de fim de semana.
Amanhã de manhã ainda fotografo, depois, aeroporto para buscar o pai e aula de cross-fit à tarde com a mana, só para ver como é dar no duro com os duros.
No domingo arranco a seguir ao almoço para as Casas do Côro, lá para os lados da Marialva, para escrever (com o Côro dorido, vem bem a calhar).
Vou sozinha.
O moreno fica bem e a saudade é fermento na relação.
Vou só eu, o meu portátil, os meus livros e o meu cabelo novo…ainda não partilhei aqui mas virei morena à séria:)
Preciso de estar uns dias sozinha com as minhas palavras, a namorar o rascunho do meu livro e a sentir o tempo a vazar devagarinho. São 4 dias, sem limite de caracteres, mas cheia de vontade de me prostar junto de uma lareira de boca grande, a ver os dedos frenéticos a desenharem palavras.
Vou comer bem e dormir como um recém nascido de filme. Quando me apetecer. Sempre que me apetecer.
E se me apetecer mesmo, não faço nada, que é prática que não assino mas pressinto que me fazia bem.
E agora, agora mesmo, vou dar corda aos sapatos e preparar o jantarzinho das loiras, que estão com o estômago tão colado ao coração com a chegada do pai, que ficam cheias à primeira garfada! E bem a propósito de tudo, vou abrir um tinto, para comemorar a aproximação da vida aos sonhos.
Sempre super agradecida!

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Preciso de me encostar por quinze dias.

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Preciso de me encostar por quinze dias.
Eu, que nunca consegui ficar quieta no paraíso, já só sonho com água mole e areia amaciada.
Um trópico qualquer, onde eu possa despojar o meu esqueleto e praticar o desapego. Talvez esteja na hora de fazer rodar o globo. Impor-lhe a tirania do meu contra relógio e empacotar a roupa de algodão em montinhos finos.
Está na hora de fazer o marcador do livro galopar sobre as trincas da palinha ao sol. Derreter-me a ver o gelo fazer o mesmo no meu copo, e dormir sem o sobressalto da hora marcada e do atraso permanente.
Preciso mesmo de me encostar.
Antes que os “com licença” da vida me forcem a desviar.

*Shooting Milão | Cristina

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