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Oficialmente de fim de semana

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Entramos oficialmente de fim de semana.
Amanhã de manhã ainda fotografo, depois, aeroporto para buscar o pai e aula de cross-fit à tarde com a mana, só para ver como é dar no duro com os duros.
No domingo arranco a seguir ao almoço para as Casas do Côro, lá para os lados da Marialva, para escrever (com o Côro dorido, vem bem a calhar).
Vou sozinha.
O moreno fica bem e a saudade é fermento na relação.
Vou só eu, o meu portátil, os meus livros e o meu cabelo novo…ainda não partilhei aqui mas virei morena à séria:)
Preciso de estar uns dias sozinha com as minhas palavras, a namorar o rascunho do meu livro e a sentir o tempo a vazar devagarinho. São 4 dias, sem limite de caracteres, mas cheia de vontade de me prostar junto de uma lareira de boca grande, a ver os dedos frenéticos a desenharem palavras.
Vou comer bem e dormir como um recém nascido de filme. Quando me apetecer. Sempre que me apetecer.
E se me apetecer mesmo, não faço nada, que é prática que não assino mas pressinto que me fazia bem.
E agora, agora mesmo, vou dar corda aos sapatos e preparar o jantarzinho das loiras, que estão com o estômago tão colado ao coração com a chegada do pai, que ficam cheias à primeira garfada! E bem a propósito de tudo, vou abrir um tinto, para comemorar a aproximação da vida aos sonhos.
Sempre super agradecida!

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Estou lixada contigo.

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Estou lixada contigo.
Quando avanças pelas letras, tropeças nos números. Quando levas o equipamento da ginástica, deixas para trás a lancheira.
Se comes a sopa, não tens fome para o arroz. Se tomas banho sozinha, não te queres vestir. Quando queres ler, não te consegues deitar. Quando acordas não te apetece comer.
Quando estou cansada, queres estudar. Quando te peço para fazer os Tpc´s estás cansada. Queres passar a vida na rua, mas quando te visto o casaco dizes-me que gostavas de ficar hoje em casa….
Às vezes acho que preciso de vitaminas extra para lidar contigo.
Um copo de tinto não chega para me apaziguar.
Também sou balança de signo, mas se oscilasse da mesma forma já tinha entornado a bandeja.
Não está fácil conduzir-te na escola e hoje percebi que esse interesse súbito pelo Afonso, tem um segredo:
É por ele que copias os Tpc´s de Matemática.
Toda a gente elogia a tua falta de travões: a facilidade com que comunicas o que queres, a tua gargalhada alta e a destreza com que te desembaraças entre adultos e pequeninos.
Não te quero cortar o barato balancinha, adoro gente desembaraçada, mas todas as grandes conquistas da vida dão trabalho, carecem de tempo, investimento e dedicação. A mesma com que me faço a ti, todos os dias, na qualidade de mãe.
Sei que às vezes chumbo no teu teste. Mas não me importava nada que começasses a copiar um bocadinho de mim:).

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As tuas melhoras, pá!

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Estou doente. Não no sentido metafórico, de quem se sente indignado pela ineficácia de um estado democrático, nem pelo uso abusivo que em Portugal se faz das expressões “temporário”, “medida”, “preventivo” ou “coação”. Estou doente.
Estou com gripe. Uma gripe tão dura, que nem o arrebitar lento da justiça me desentope. Tusso com frequência, mas nem por isso me consigo libertar dos vírus da descrença, de que tudo o que se vê, é pouco para o que por cá se faz. Dói-me o corpo. Sinto-o corrompido pela vontade de se prostrar no sofá.
Quero branquear as minhas dores.
Sinto-me responsável. Sistémica. Tenho os ouvidos tão entupidos. Só queria puder libertar o meu capital de dor, e pô-lo a render lá fora, numa off shore. Longe do meu corpo, longe de mim.
Sinto o pescoço pesado, como se tivesse estado 72 horas num interrogatório sem puder usar os cotovelos. Tenho fome. Mas não consigo fazer pausas legais para comer. Só queria sair daqui para o sudoeste asiático num avião descaracterizado, a uma hora qualquer. Podia fazer disto segredo. Fingir que estou bem. Mas disseram-me que “xiuuuuu” é uma metáfora sibilina que se usa, antes de se contar. As tuas melhoras, pá!

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