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A três, as três

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Este fim de semana passamo-lo a três, as três.
Há muito, que vocês pediam a mãe, só a mãe.
Há muito, que já vos devia ter dado a mãe, só a mãe.
Sem uma mala feita à pressa e um chek-in qualquer.
Só o usufruto pleno do nosso espaço, a colonização das nossas paredes, a cama revirada, o bacon, o ovos e a tentativa do bolo de chocolate. Soube me bem demais acordar embrulhada nas vossas pernas, com a comichão dos vossos cabelos e o quentinho da vossa respiração. Nem sei se dormi seguido, no aperto consolado dos vossos corpos, mas há muito tempo que não me sentia assim tão descansada.
Ainda bem que o amor também se exige.
Para depois de se dar.
Para aprender a receber outra vez.
Bom dia.
E boa segunda-feira!

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As melhores pausas do meu caminho

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Era bom, mas era tão bom. Que ao viver a Vida em pleno, nos fosse dada uma extra.
Na lógica dos jogos de consola isso acontece. É um pressuposto na passagem para outro nível, o bônus de uma vida extra. E como é que isso se faz? Depende do jogo.
Normalmente arrecadamos o maior número de items, vencemos perigos com mestria, contornamos imprevistos, eliminamos os inimigos e mantemos, sempre, o foco no que nos trouxe ali.
Depois, é ver pingar no canto superior direito um coração em formato de vida. Ora se a que nos é dada, tivesse o mesmo enquadramento, tenho a certeza que nos dedicávamos mais a cada um dos níveis. Na impossibilidade de voltar ao cenário anterior, capitalizaríamos todos os nossos recursos na obtenção do maior proveito. O nosso olhar ganharia a clarividência da visão mais aguda, e os sentidos tomariam conta dos poros, para não nos escapar nada, que não fosse apenas, o bom suor da vida.
E quem determinaria o que é viver uma vida plena? Para mim é um somatório máximo de momentos felizes, regado ao expoente máximo do exercício das nossas qualidades, ampliando pelo máximo de pessoas possíveis.
Se para uns, uma manhã de surf é um expoente, para outros é o verter do tinto à lareira, um livro na mão, um almoço de família regado a gargalhada, um passeio de bicicleta no campo arado, um concerto de jazz, um gelado de chocolate, uma paixão recente e um pôr do sol demorado sobre a generosidade dos laranjas.
Não interessa tanto saber o que torna plena a vida de cada um.
O que diferencia cada vida dada, de um jogo de computador, é o foco.
A essência está em saber ao que se vai, mesmo que não se vá lá sempre. A vida custa sempre mais a quem anda perdido.
Mesmo que nunca se chegue à última luz, a segurança de saber que ela lá está, é tudo o que permite as pausas demoradas no caminho. E como por enquanto, e ao que parece, é só esta vida que me calha, são estas as melhores pausas do meu caminho. E não preciso de uma fotografia, para saber que a luz brilha lá atrás.

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