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Estou lixada contigo.

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Estou lixada contigo.
Quando avanças pelas letras, tropeças nos números. Quando levas o equipamento da ginástica, deixas para trás a lancheira.
Se comes a sopa, não tens fome para o arroz. Se tomas banho sozinha, não te queres vestir. Quando queres ler, não te consegues deitar. Quando acordas não te apetece comer.
Quando estou cansada, queres estudar. Quando te peço para fazer os Tpc´s estás cansada. Queres passar a vida na rua, mas quando te visto o casaco dizes-me que gostavas de ficar hoje em casa….
Às vezes acho que preciso de vitaminas extra para lidar contigo.
Um copo de tinto não chega para me apaziguar.
Também sou balança de signo, mas se oscilasse da mesma forma já tinha entornado a bandeja.
Não está fácil conduzir-te na escola e hoje percebi que esse interesse súbito pelo Afonso, tem um segredo:
É por ele que copias os Tpc´s de Matemática.
Toda a gente elogia a tua falta de travões: a facilidade com que comunicas o que queres, a tua gargalhada alta e a destreza com que te desembaraças entre adultos e pequeninos.
Não te quero cortar o barato balancinha, adoro gente desembaraçada, mas todas as grandes conquistas da vida dão trabalho, carecem de tempo, investimento e dedicação. A mesma com que me faço a ti, todos os dias, na qualidade de mãe.
Sei que às vezes chumbo no teu teste. Mas não me importava nada que começasses a copiar um bocadinho de mim:).

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Faço anos este sábado

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Faço anos este sábado.
O culminar das festividades do lar com um “Urra” à balança grande.
Este ano, prometi a mim mesma não cair no vício do signo.
Não vou fazer balanços sobre o que passou, nem congeminar sobre tudo o que ainda vai ser.
Nem separar interesses por pratos ou medir com precisão o peso de tudo o que carrego comigo.
Deixo esse capítulo, para ser lido em voz alta nas noites de insónia. Este ano quero só curtir tudo o que já conquistei, quero brindar a tudo o que fiz e a todas as pessoas maravilhosas com que me tenho cruzado, com um gole demorado, a todas aquelas que permaneceram.
Quero parar e agradecer à vida a oportunidade, as circunstâncias que soube aproveitar, os revezes que soube ler, as lágrimas que não travei, as gargalhadas que não contive e mudanças que não temi enfrentar.
E depois, vou me deixar levar no embalo do vinho e no vosso colo.
Porque balança que é balança, balança sim, mas não cai.

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