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Na minha alma #atevelhinhos.

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Pergunta a neta adolescente ao avô:
– Como é que o avô e a avó conseguiram ficar tanto tempo juntos? Responde o avô:
– Porque nós somos de uma geração, que quando as coisas avariavam nós mandávamos arranjar, não deitávamos fora.
O que é que terá mudado assim tanto no tempo, que nos tornou tão intolerantes aos erros dos outros?
O que é que acelerou de tal forma, que não nos deixa pousar com clareza nas coisas já conquistadas.
Porque é que leva tão pouco tempo a arder a paixão por tudo?
O que é que nos tornou tão mais enjoados, estupidamente acessíveis e intrinsecamente egoístas?
Quem nos fez presas fáceis do romantismo de chavão?
Porque é que quisemos ser tão parcos em demonstrações e tão fecundos na exigência ao outro.
Onde é que nos perdemos?
Como é que nos encontramos outra vez?
Dá para pedir para ver o filme do início?
Dá para voltar aquela fracção de segundo, em que uma avaria, não era mais que o despontar da graça preciosa daquele carácter. A pequena utopia que se encontra em quem se ama, e que não se quer nunca mudar, sob pena de estragar tudo.
Dá para reclamar para viver num tempo em que a construção da história é mais soberana que a vivência do momento?
Porque se der. É lá que me quero encontrar.
Sem medo, que uma ponta espigada do meu mau feitio não tenha conserto na tua emoção.
Carregada do meu jeito imperfeito de ser. Desejosa de descobrir nas tuas falhas os recantos da minha paixão.
E gravar a lacre na minha alma #atevelhinhos.

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“P” DE PARA TI

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Acho que já esgotamos todos os ícones do chat, os corações, os entrelaçados, os casais, as línguas de fora com beijos, as flores. Fomos ao Viber e esgotamos os “I miss youi” os “i love you”, o rapazinho que chora e a menina que pede wifi.

Já fizemos todas as promessas que a distância ajuda a querer cumprir. Mandamos as fotos pirosas e as caras tristes, falámos ao compasso gago das falhas de wifi e à pressa quando havia rede. As seis horas de diferença horária fazem-me despertar-te do sono, e quando podes falar com calma já estou a dormir.
Mando-te fotos do paraíso e recebo as tuas fotos do escritório. Tudo com uma injusta calma de quem sabe que o segredo está na partilha.
Às vezes repito-me nos sonhos que tenho para nós.
E tu repetes-te comigo.
Já vendi a Saudade como adubo em poemas, mas a verdade, é que custa para caraças estar longe de ti. ‪#‎atevelhinhos‬

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