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Semana de folga da mãe

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A semana da Páscoa foi a semana de folga da mãe.
Com o pai em Portugal, consegui acabar um livro e começar um novo, tomar um banho de imersão, dormir 13 horas seguidas, empilhar a loiça toda que quis, ver documentários bons, séries más, comer de lata e de frigideira, deixei todos os casacos que vesti onde quis, os sapatos onde os encontrei na manhã seguinte, saldei jantares, passeios, almoços, revi amigos e só não fiz novos, porque o melhor desta fase é ir a fundo nos que já temos.
Não escrevi muito porque tive ocupada a viver outras frentes. Encontrei-me, reconciliei-me e dormi muito mesmo.
Tanto, que acho que os meus olhos ficaram como os ovos da páscoa que não comi.
O Pai vai embora amanhã e as loiras devem estar a chegar a qualquer momento.
Já tive que passar “geral” na casa, encobrir as minhas intermitências, suavizar os meus passos de desleixo, esconder os meus excessos de liberdade. Tenho saudades delas, por muito que me custe deixar para trás a loiça empilhada e o ímpar do sapato por descobrir.
Estou em modo “amante apaixonado” que já foi ao espelho vezes sem conta verificar se tem a camisa direita. Gosto deste pacote de ansiedade que vem com o Amor. Tenho-lhes tanto de tanto que tenho. Tive uma Santa Páscoa não há dúvida.
Mas está na hora de devolver os pintos à galinha

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Faço anos este sábado

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Faço anos este sábado.
O culminar das festividades do lar com um “Urra” à balança grande.
Este ano, prometi a mim mesma não cair no vício do signo.
Não vou fazer balanços sobre o que passou, nem congeminar sobre tudo o que ainda vai ser.
Nem separar interesses por pratos ou medir com precisão o peso de tudo o que carrego comigo.
Deixo esse capítulo, para ser lido em voz alta nas noites de insónia. Este ano quero só curtir tudo o que já conquistei, quero brindar a tudo o que fiz e a todas as pessoas maravilhosas com que me tenho cruzado, com um gole demorado, a todas aquelas que permaneceram.
Quero parar e agradecer à vida a oportunidade, as circunstâncias que soube aproveitar, os revezes que soube ler, as lágrimas que não travei, as gargalhadas que não contive e mudanças que não temi enfrentar.
E depois, vou me deixar levar no embalo do vinho e no vosso colo.
Porque balança que é balança, balança sim, mas não cai.

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Assim está bom. Dizem

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Assim está bom. Dizem.
Não é só o malte que esborrata as unhas é a pressa de mexer as mãos.
Hoje não me quero mexer.
Quero poisar-me. Poisar o olhar nas vossas invenções, a minha boca nas vossa bochechas e os meus braços em cada parcela do vosso corpo. Hoje pintem a manta. A minha, a vossa, a nossa. Encham-me a casa de sentido, até que os sentidos se esvaziem das pressas.
Assim está bom. Dizem.
Assim é melhor. Sinto.
Hoje não me quero mexer.

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