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NÃO, NÃO ANDO A FAZER M*A.

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Hoje publiquei uma frase na cronologia do Pedro a dizer: “Saudades tuas”.
Recebi dois telefonemas: Uma amiga que perguntava se o Pedro estava fora e outra, que com ironia sarcástica (que só a a amizade longínqua permite) comentava: – Deves andar a fazer m*a para tanta declaração de amor.
Ri-me. Não. Respondi. Ando a “fazer bonito”. Estou crescida, rematei.
Sei que nunca fui pessoa de grandes declarações públicas de amor, com excepção honrosa ao sangue do meu sangue, nas pequeninas pessoas das minhas filhas. Mas o tempo passa, sabes. Vamo-nos tornando mais senhoras da nossa vida, proprietárias orgulhosas das nossas conquistas, soberanas no que sentimos, orgulhosas por dar, vaidosas de puder estender a partilha aos que gostamos. Ao principio, revia com desconfiança as frases, tudo parecia excessivo, meloso, até falso. Mas ao primeiro “Enter”, é como o lacre numa carta ida. Sabe tão bem, que chega a virar vício. Não me interessa quem diz que não ha pachorra para isso. O que já não tenho mais mesmo é pachorra para viver por menos. Não sei o dia de amanhã, nem me angustia que as palavras lançadas hoje possam perder sentido nas coisas que lho retiram. Hoje amo, hoje gosto, hoje sou e hoje sinto. E sem qualquer eminência que o passar do tempo condene o que o hoje dita, lanço-me sem filtros ao amanhã.
Não, não ando a fazer m*a. Repito.
A mesma com quem já feri, quem um dia esteve uns passos largos de confiança à minha frente.
E não me venham com histórias. Nada é mais falso que acreditar que a verdadeira juventude da vida esteja na rebeldia dos erros.
E se assim for, que venham daí todas as rugas da verdade. Porque hoje, tudo o que me parece excessivo é o que guardo sentido sem o dizer. “Saudades tuas”.

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#Atévelhinhos

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Já me chamaram noiva intermitente.
E já nos rimos disso juntos.
Estamos noivos.
E ainda que deixe o anel repousar na mesa de cabeceira, tenho o coração em ti. A minha jóia boa é o que sentimos um pelo outro. É essa que quero polir todos os dias, é essa certeza que não quero atirar para as intermitências da vida.
O amor é jogo duro, também. Nem todos os dias são fáceis, nem todos os dias são ágeis. Vives com uma miúda hiperativa ao teu lado, que tem duas loirinhas turbinadas agarradas às leggins rotas da mãe. Quando chegas a casa, tenho a certeza que ao contrario de poisar, tu levitas no furacão de nós. É sempre tão divertido, quanto cansativo, tão diferente, quanto exigente. Visto de fora parece um sonho, visto de dentro consegue ter contornos de pesadelo alucinado. Tens sabido manobrar connosco esta aventura, a noiva intermitente, as loiras com déficit de atenção, as minhas insónias, os meus projectos, as minhas conversas sem fim e nós. Nunca prometi que ia ser fácil. Nunca me pediste que fosse diferente.
Estamos noivos. E um dia vamos casar.
E até lá, vamos continuar a rir de tudo juntos. Na nossa varanda virada a poente, com o nosso tinto e o nosso olhar demorado.
E a única dívida que teremos com a intermitência é a permanência de nós.
‪#‎atévelhinhos‬

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Eu sei.

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Dizem que às vezes te trato como se fosses um bebé. Eu sei.
Quando estou na sala, e te dá o sono e a manha, arrasto-te pelos braços até à porta e quando somos só as duas, pego-te ao colo. Não me interessa o que pesas e o que medes, pareces-me sempre incrivelmente bochechuda e pequenina. Não tenho saudades de um bebé pequeno, porque tu és o mais pequenino que tenho de mim. Quando fazes birras, que ainda fazes, e me zango contigo, mostras-me os dedos papudos que confirmam o que ainda tens de redondo. Depois pego-te nos dedinhos carnudos e beijo essa concha húmida de mão com beijinhos demorados. Dizem que já a sabes toda. Talvez seja verdade. Porque essa toda sou eu. A mãe magrinha que arredonda no olhar a tua forma só para te ver pequenina.

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COM TODOS OS DENTES

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Raramente se ouve a expressão “homem maduro”. Madura é normalmente a fruta e a mulher. Desde que me lembro, que oiço as pessoas dizer que as meninas são mais maduras que os rapazes, numa idade em que tudo o que deviam ser era fruta verde. Depois crescemos, de meninas passamos a mulheres e o epíteto de madura, ganha a forma de uma pessoa densa.
Não sei se quero ser madura. Não, sem antes perceber se madura é como a fruta macerada que ganha manchas acastanhadas do calor e da apalpação. Preferia quando me portava bem e as tias “maduras” me diziam apenas:
– Estás uma menina crescida.
Dessa maturidade marcada que vem do uso excessivo não gosto. Mas adoro o pressuposto da mulher vivida, embora quase todas estas expressões remetam para um universo relacional cheio de peripécias e meios finais. No fundo, acho que não gosto de ambas as expressões: “mulher madura e vivida”, soa-me logo a alguém de casaco com borbotos, ombros curvos, muita base, olhar demorado sobre o chão e o infinito.
E quando oiço dizer ela é muito mais madura do que ele, penso que isso deverá reflectir 99% das relações que conheço.
Talvez tenha dado jeito à economia forreta das relações, que as mulheres sejam maduras há muito mais tempo que os homens. Talvez dê jeito, ao desmazelo fantasioso de alguns habitats partilhados, acreditar que todo aquele tempo se viveu com o Peter Pan. Mas isso não faz da mulher madura um Capitão Gancho, faz nos pesadas, complexas, empedernidas.
Eu não quero ser mulher madura, quero ser a Windy descalça no parapeito da janela, pronta a voar na leveza dos sonhos que não envelhecem. Eu não quero ser mãe de filhos e de marido.
Essa maturidade camuflada em competência, eu dispenso.
Até porque consta, que para ser dispensada, basta apenas não crescer. Então talvez eu prefira a solidez altiva da fruta verde, à maça caída sobre o chão. Mesmo que isso signifique que numa só trinca venha o fim de toda a dentição.
Porque a verdade das boas relações é que elas se querem vividas com todos os dentes.

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UM DESAFIO | UM RÓTULO

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Tenho uma série de garrafas de vinho na minha mesa do escritório. Umas vazias e outras fechadas, mas tudo isto tem um propósito: O vinho #filhasdamãe.
E as loirinhas estão comigo desde o dia em que decidimos avançar com o Projecto, a criação de um vinho nosso, em parceria com o enólogo Paulo Laureano.
Gostamos de nos envolver a fundo no que fazemos. Não queremos dar nome, queremos dar forma e alma. E por isso, fomos vindima-lo, fomos pisa-lo, fomos prova-lo e estamos naquela fase deliciosa do namoro do rótulo.
A Caetana diz. – É mesmo cool mãe! Vamos ter um vinho.
E a Camila diz que preferia que fizéssemos barras de chocolate. Mas pega na garrafa vazia, logo de seguida, e pergunta se pode levar para a escola para mostrar à professora.
O vinho tem álcool, é verdade. Mas não é o álcool que define o vinho. O vinho é um equilíbrio de propriedades, um blend da terra, com as uvas, as pessoas, as mãos e os sentidos que o sacodem e saboreiam. Pusemo-nos as três a falar alegremente sobre o rótulo, e embora, elas não percebam nada sobre o paladar do vinho, pude explicar-lhes a importância do terreno(terroir), falei-lhes da uva, a primeira “filha da mãe” terra, falei-lhes da celebração, das diferentes castas, do processo de vindima e dos segredos guardados em pipas enormes de madeira. Igualzinha aquelas em que deixamos mensagens no alto mar.
Tenho a certeza, que mesmo ainda antes de sentirem o sabor, já lhes vislumbraram a essência. E com uma “pinga” bem aplicada de orgulho, terei semeado nelas, o mesmo gosto que hoje tenho por esse paladar engarrafado:)
Perguntei-lhes que rótulo gostavam de ver num vinho que também é delas. Sugeriram-me imagens, desenhos e palavras, e foi dessa conversa entornada, sem rolhas à imaginação que começamos a desenhar o rótulo do nosso vinho. Ainda não está concluído e a rolha ainda não está selada. A Caetana sugeriu e bem, que vos perguntasse o que esperavam ver no rótulo.
“Pode ser que eles tenham mais imaginação que nós e que gostem tanto de vinho como a mãe”.
Por isso aqui vai o nosso pedido:
Mandem as rolhas cá para fora e respondam às “filhas desta mãe” sff:)
Obrigado!!

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FALHEI MUITAS VEZES

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Mães trabalhadoras e a carreira profissional? Será mesmo reconhecido o nosso esforço, pela sociedade, família ou amigos, ou na verdade, dizem-se coisas bonitas, mas todos pensam “tiveste-os? Agora, desenrasca-te”. (Um comentário que me deixaram há meses num post e que foi o mote para este texto)

No dia em que decidi ser mãe, não sabia a extensão da minha decisão.
Nunca, enquanto lhe fantasiávamos as feições ou decorávamos o quarto, falámos de forma detalhada do impacto real que o nascimento da nossa filha, teria nos vários quadrantes da nossa vida.
Pensámos sobre isso como faz toda a gente na iminência de uma grande mudança. Mas nunca quis esmiuçar numa folha de Excel os prós e os contras de um filho.
Queria ser mãe, queria tê-la nos meus braços, nos nossos braços e na nossa vida.
Atirei-me para frente, com a confiança, que nunca achei ingénua, de que o amor ajuda sempre a responder às questões que ainda não sabia levantar.
Se calculasse o índice de conforto, a logística e o desgaste financeiro das principais decisões da minha vida estava lixada.
Como já fui mãe duas vezes, posso dizer que já vivi a maternidade em circunstâncias de carreira completamente opostas: Enquanto assalariada, desempregada e enquanto trabalhadora independente.
E foi nesta última condição, que me separei (e não o motivo), a passar recibos verdes, à rasca que o pouco rendimento recolhido, me lembrasse constantemente da inconsciência das minhas escolhas.
O caminho é ainda mais difícil que a escolha. E nada se faz inteiro, só porque se quer segurar na mão as duas metades:
A dedicação a um trabalho que nos realiza e o colo certo a um amor que nos amarra. Falhei muitas vezes em cada uma das metades. E aprendi a ver nas falhas uma forma de amor.
Só assim é possível continuar a tentar, a cair e a erguer. Ainda não somei tudo o que ganhei, na subtracção das certezas que também perdi. Mas há uma coisa que eu sei:
Nunca conseguiria ser a mãe que sonhei, se deixasse de acreditar na mulher que sonhei para mim.

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“SER ALGUÉM”

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Ainda há muitos pais que se dirigem aos filhos utilizando a vulgarizada expressão: “Assim não vais ser ninguém na vida”.
E o que é mesmo ser alguém na vida?
Eliminando a hipótese mais romântica, que “o ser alguém na vida”, seria o “ser a vida de alguém”, o que é que nos resta?
O desempenho de uma séria de profissões socialmente aceites?
Uma educação colegial pautada por “Muitos Bons”, medalhas de mérito, aluno de quadro de honra, campeão das olimpíadas de matemática ou o vencedor do torneio europeu das composições?
Um advogado numa sociedade de renome, um engenheiro com um MBA a liderar uma multinacional ou um cientista bolseiro premiado nos EUA?
Sem desprimor para todo o brio que estes “seres de alguém” serão, e o consequente orgulho paterno-ó-maternal que o depósito frutuoso da nossa educação gera, não é nisto que penso quando desejo muito, que as minhas filhas, não sejam alguém, sejam apenas elas mesmas.
No limite, isto até pode parecer de um romantismo extremo, quase utópico, tipo frase de Instagram. Mas quando acresci ao ser mulher, o ser mãe, a única certeza que tinha era de que não queria impor modelos de sucesso às minhas filhas, que não queria viver obcecada com o “acima da média”, e que não queria repreende-las com advérbios de comparação ou classifica-las num ranking.
Não seria honesta, senão dissesse que me daria, tanto mais jeito que orgulho, que concluíssem o ensino obrigatório sem uma escolta de explicadores. Que me era muito conveniente que os seus hábitos de estudo contemplassem a auto-suficiência e o silêncio, e que adorava ser convocada à escola para ser agraciada apenas pela minha boa genética. Mas o que eu quero para elas, é mais ou menos o que sonhei para mim, que estivessem atentos às minhas capacidades, que me ajudassem a vencer os meus medos e que me aproximassem o mais possível das coisas que me faziam feliz.
E é isso que eu vou fazer com elas.
Dar-lhes as circunstâncias que as potenciem para lá da academia do saber. Dar-lhes todo o mundo que puder na minha disciplina do Estudo do meio. Aproxima-las do português da generosidade, do elogio, da motivação e do perdão. Vou tentar que vejam na matemática da vida a melhor equação, para que os seus denominadores comuns alcancem o melhor dos resultados.
Vou querer que vejam no céu estrelado do monte e nos pés descalços, a ciência mais pura do amor à terra em que vivem, e vou dar-lhes estradas, caminhos, terras e atalhos para explorarem os limites da sua educação física.
Tudo o resto eu deixo para a Escola formal.
Reservo-me o cuidado de regar à noite os sonhos.
Aqueles sonhos em que acredito.
Os que não nos acordam à noite no sobressalto do “sermos alguém”.

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DICAS SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

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Roça Bombaim | Ilha de São Tomé

Foi a minha terceira vez em São Tomé, a primeira vez no Príncipe, e não será com certeza a última. Há alguns portugueses a viver em São Tomé e Príncipe e, ainda há aqueles que lá viveram e que têm um património de imagens e memórias carregados de histórias que não possuo. Este texto é apenas uma abreviação doce da minha experiência como viajante. Posso dizer sem pretensão maior, que fui arrebatada pela ilha na primeira ida. E posso ainda acrescentar, que cada vinda deixa uma saudade grande. Tenho a certeza que estas palavras organizadas são escassas, para tudo o que há a dizer, sobre este pequeno Paraíso. São apenas as minhas. O que é que eu posso dizer que acresça ao que aquilo é?Que vão até São Tomé e Príncipe de coração aberto, com alma de viajante e me tragam o Paraíso nas vossas palavras. Procurem na Net, pesquisem, desbravem, tracem rotas nos mapas, vejam as imagens, as paisagens, as historias das roças, dos projectos e das pessoas.

E lembrem-se: Viajar é viver a dobrar.

Uma questão de Espírito:

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Ponte do Rio ló Grande

São Tomé não é para toda a gente. E não é com certeza, para os viajantes monocromáticos e acéticos das capitais europeias, nem para os aficcionados do frio intelectual das estepes do norte, nem para quem tem horror a baratas (e eu tenho muito!). E  muito menos, para ser sorvido, por quem tem medo de pessoas, na sua generalidade. O que aqui se encontra, acima da paisagem intacta, é a autenticidade das pessoas, acima da nobreza secular das roças, os sorrisos atravessados das crianças, acima da biodiversidade saturada de verde, a entrega, a simpatia, as pessoas. E se ao humano somarmos esse oxigênio verde que nos amplifica a alma, podem facilmente imaginar, que não é fantasioso, o epíteto de Paraíso. E se toda a ilha impressiona pelo revestimento a verde, pelos sons dos pássaros, mesmo a cidade Capital, descontando a poeira e o movimento é uma cidade impressionante.
É um País que acolhe famílias e casais, viajantes solitários e corações cheios.
Li nas paredes da Casa do Almada negreiros: “Ergue-te negro e ama a tua mulher no quente húmido da terra”.
São Tomé e Príncipe é uma ilha fabulosa para se celebrar o amor, ou não tivesse eu regressado há uns dias de anel na mão e a promessa renovada #atevelhinhos:)

No ir:

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Cidade de Santa Catarina | Ilha de São Tomé

STP Airways ou TAP escolham voos directos para São Tomé, sem escalas. São 6 horas de viagem não custa nada. O valor dos bilhetes reservado com antecedência pode sair mais em conta, mas isso já toda a gente sabe. Os impulsivos pagam sempre mais caro:) Conte com uma média de 600€ por bilhete a atirar para cima. E à saída guarde 20€/pessoa para pagar a taxa do “Adeus”. Se quiser ir à ilha encantada do Príncipe existem voos regulares de 35 minutos por cerca de 200€/pessoa (ida e volta) numa avioneta de 18 lugares. Ou pode optar por ir de barco, não dura menos de seis horas, mas nem os locais aconselham. Diz-se que o enjoo é o menor dos males.

A melhor altura:
Todas. Afinal de contas estamos no Equador.
Calor abrasador mas bom: Dezembro- Fevereiro
Chuvas ocasionais: Março a Junho
Não chove mas está nublado (céu branco): Agosto a Dezembro

Chove ou não chove?
Não confie na previsão das aplicações móveis, nem mesmo das mais idóneas. Estou desconfiada que as antenas de medição da temperatura devem estar colocadas no pico mais norte da montanha mais alta. As previsões que vimos antes de partir davam 100% de pluviosidade contínua. Mas não apanhamos mais do que um chuvisco quente de 10 min no penúltimo dia de regresso do sul. Arrisque, está no Equador! A temperatura média ronda os 25 graus. No sul chove mais que no Norte.  Agora, tente imaginar-se a banhos numa praia tropical só para si, com um chuveiro de água quente, e depois, se conseguir queixe-se. www.accuweather.com/pt/st/sao-tome/295304/january-weather/295304

OBRIGATÓRIOS PARA O ESTÔMAGO:

Peixe é a palavra de ordem: Peixe azeite, peixe abelhudo, peixe de olho grande, barracuda, Corvina, Atum e outros tantos, directamente das mãos do pescador para o nosso prato. Carne, só galinha ou porco. Vá por mim, abrace a dieta do peixe e deixe o sangue que lhe corre no corpo ganhar guelras. Garanto-lhe que vai sentir uma renovação espiritual tão grande, como se tivesse ido para Bali num retiro de YOGA. A acompanhar o peixe vão lhe dar mata-bala cozida, banana pão, banana frita, batata-doce e legumes. O azeite é fraquinho fora dos hotéis de renome, se for apreciadora, leve uma garrafa das boas na mala (ao lado do vinho).
P.S.: A maioria dos restaurantes carece de marcação antecipada. Se não há certeza, não há mesa.
Senão for daqueles maníacos, seguidores fiéis do culto de Baco, e apreciar cerveja, encontrará sempre as duas marcas portuguesas: Sagres e Superbock. Mas o que aconselho mesmo é que beba ROSEMA, a cerveja nacional, fresca, leve, cheia de gás e com menor teor alcóolico. A ideia não é embriagar-se de líquidos mas de experiências.

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Praia do Abade | Ilha do Príncipe

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Cesto de limas acabadas de colher na mata | Roça Uba Budo

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Restaurante Casa Almada Negreiros | Roça Saudade

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Malaguetas cultivadas na Roça Paciência | Ilha do Príncipe

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Pimenta | Roça Sundy (trouxemos para Portugal para moer sobre a comida a saudade)

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Cacau nos secadores | Roça Bela Vista | Ilha de São Tomé

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Restaurante Santola | Cidade de Neves | Ilha de São Tomé

Algumas sugestões de sítios para comer:

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Na Cidade de São Tomé:
O PIRATA – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d7716867-Reviews-O_Pirata-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

FILOMAR – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d3701448-Reviews-Filomar-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

TÉTÉ – https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294442-d3617486-Reviews-Tete-Sao_Tome_Sao_Tome_Island.html

Norte:
NEVES: As famosas Santolas de neves no caminho para Santa Catarina e depois de um mergulho na Lagoa Azul

Casa/museu Almada Negreiros: https://www.facebook.com/casamuseualmadanegreiros/ (Uma varanda com uma vista deslumbrante sobre a floresta equatorial)

Sul:
MIONGA (São João dos Angolares) ( https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1898566-d8713983-Reviews-Mionga-Sao_Joao_dos_Angolares_Sao_Tome_Island.html)

ECO LODGE DE INHAME ( http://www.hotelpraiainhame.com/hotel-overview.html) A Praia vale a visita. Descalcem-se e percorram-na do restaurante às rochas. No vosso lado vão ver os trilhos de desova das tartarugas.

A SANTÍSSIMA TRINDADE DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE:

Não me vou alongar em detalhes de tudo o que há para fazer, porque a ilha é rica em cenários, histórias, recursos e gentes.
Mas para mim há três imperdíveis:

1º As Pessoas:

De todos os países onde já tive, nenhum deles, bate a simpatia das pessoas deste país. Nem a delicadeza de alguns povos da Ásia, supera a disponibilidade sorridente das pessoas que conheci todas as vezes que aqui vim. Talvez ajude que a cultura do turismo, em crescente, não tenha minado a ilha de interesses estratégicos e pedinchices. As crianças pedem doces à beira estrada quando abrandamos para contemplar a paisagem. E ainda que não seja aconselhável andar pela ilha a distribuir cáries, até isso é doce, quando comparando com a descarada mendicidade de alguns países, onde os habitantes não se inibem de cobrar dinheiro por cada foto tirada, depois de se fazerem à pose. Apesar do aspecto degradado das sanzalas (casas dos antigos trabalhadores das roças, convertidas em habitações comunitárias) pode percorrer descontraído as ruas e falar com as pessoas. Haverá poucas que se escusarão a falar, e o mais difícil mesmo, vai ser abandonar o pedaço dessa experiência para seguir viagem. Eu adoro boas conversas, por isso, demoro-me com frequência nas roças a conversar com os locais. É pela voz de quem aqui mora que se conhece o espírito do povo. Não dê dinheiro, em troca da generosidade genuína, de quem conversa a troco de nada. Ofereça antes uma cerveja gelada e sente-se a beber com as pessoas, ou compre-lhes fruta para ajudar a pequena economia local. As crianças adoram fotografias. Senão tiver atenção não vai conseguir isolar um retrato, porque à sua frente vai ter uma infinidade de rostos sobrepostos:) Não se iniba, de lhes mostrar as fotografias é simpático devolver-lhes as imagens e a felicidade com que se revêm é uma experiência deliciosa de se viver. Se for do generoso carinhoso dê carinho. O mundo precisa disso e o povo são tomense sabe recebê-lo como ninguém.

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Moradora da Roça Uba Budo a comer Jaca | Ilha de São Tomé

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Crianças na Praia de Ió Grande | Ilha de São Tomé

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O Farmacéutico que me vendeu a última embalagem de Fenistil gel a um preço proibitivo.

2º As Roças:

São Tomé e Príncipe é uma antiga colónia portuguesa. Só na ilha grande estão contabilizadas cerca de 150 Roças: Antigas plantações de café, cacau e côco. A maioria delas encontra-se em avançado estado de degradação, mas todas, quase sem excepção valem uma visita. As minhas preferidas são a Roça: Boa Entrada, Agostinho neto,  Uba budo e a Água Izé. Na ilha do Príncipe vale a pena conhecer a Roça Sundy, a Paciência, a antiga roça Porto Real e espreitar o projecto de recuperação das roças que a empresa HBD (Here Be Dragons), que o milionário sul-africano Mark Shuttleworth está a desenvolver. Se ficou fã da herança colonial, se saiu da ilha com vontade de ser milionário, de comprar uma Roça, convertê-la em turismo rural e viver para sempre na linha que divide os dois hemisférios, não está sozinho:) Vale a pena ler este artigo do Público sobre o futuro  das roças: ” Saímos da cidade e começamos a rodar pelo asfalto rumo ao interior. À direita e à esquerda, uma malha exuberante de verde. Aqui e ali, por entre a vegetação, as casas típicas da ilha, palafitas com os seus delicados telheiros e alpendres de madeira, panos coloridos a fazer de portas e janelas. Suspensas por todo o lado, fruta-pão, jacas, mangas e bananas vão correndo pela paisagem. Depois, de repente, o paraíso acabou e uma enorme cidade-ruína emerge do meio da selva como um monstro a erguer-se do passado.- https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/temos-10-anos-para-salvar-as-rocas-de-sao-tome-e-principe-1613764

Aqui pode antecipar a visita e seleccionar algumas das roças que quer visitar: http://www.asrocasdesaotome.com/as-rocas/

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Roça Uba Budo | Ilha de São Tomé

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Roça Boa Entrada | Ilha de São Tomé

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Roça Bombaim | Ilha de São Tomé

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Roça Sundy| Ilha do Príncipe

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Roça Sundy| Ilha do Príncipe

3º A Natureza:

São Tomé e Príncipe é um gigantesco parque natural. Considerado por muitos como a segunda floresta mais importante, em termos de interesse biológico, entre 75 florestas de África. A ilha do Príncipe prima pela preservação do maior número de espécies endémicas (únicas e que só existem naquele lugar). Sempre que puder desfrute das caminhadas, a temperatura no interior da floresta é mais fresca, e não há nada como caminhar ao ritmo da melhor fotossíntese. Foi nesta ilha que foi comprovada a Teoria da Relatividade de Albert Einestein em Maio de 1919.  Esta ilha é um éden, uma benção do criador sobre a terra. Se eu fosse pássaro ou peixe, até macaco, assentaria aqui morada. Neste palco de verde os actores principais são a fauna e a flora, assuma o seu papel secundário e desfrute somente do que a natureza lhe dá.
Para simplificar, na ilha de São Tomé existem 3 rotas para dar a volta à ilha: O Norte, o Sul e o Centro.
De forma abreviada aconselho que vá ao Norte com um Guia, visite as Roças que puder, dê um mergulho na Lagoa Azul e pare em Neves para comer as famosas santolas. Não volte para trás até ter percorrido o caminho até à cidade piscatória de Santa Catarina. Vá até ao Padrão dos descobrimentos que assinala o local onde desembarcaram em 1470, os primeiros descobridores portugueses, João de Santarém e Pêro Escobar. O Norte tem um pôr do sol mágico imperdível. Não saía da ilha sem parar na Praia Moça a namorar os últimos raios do sol sobre a baía. Se puder leve uma grande banda sonora, uma coluna pequenina, e percorra o serpenteado da estrada junto ao mar a puxar pelo volume alto das suas emoções, foi exactamente isso, o que eu fiz.
O Sul é o caminho mais verde, as estradas estão bastante melhores que o sul e dá para conversar sem bater com os dentes. Nesta rota encontram as melhores praias da ilha: Praia de Inhame, Praia Piscina e Praia Jalé. Em Ponta baleia apanha o barco que o leva ao ilhéu das Rolas. Não recomendo a estadia, porque embora o ilhéu valha a visita, são apenas 3 km2 com uma população de 200 trabalhadores que trabalham em exclusivo para o único resort da ilha. Reforço a ideia: Se é praia de sonho (água verde esmeralda transparente a 26 graus) que quer, vá para a ilha do Príncipe, sem passar na casa da partida. É neste santuário verde que encontra algumas das praias mais bonitas do mundo: Praia Boi, Praia Banana, Praia de Santa Rita, Praia Bombom e praia Macaco, entre outras.
Ainda pelo Sul, além do fato de banho obrigatório para um mergulho em cada uma das praias, não se esqueça de visitar as Roças e as povoações. Sempre que lhe apetecer, saia da estrada principal e aventure-se na descoberta dos trilhos, que levam a pequenas vilas encostadas a praias que não constam dos mapas. Lembre-se que não está num safari no Quénia, pode abandonar a viatura e passear entre as pessoas que ninguém lhe faz mal:)
No Centro é obrigatório parar na Roça Monte Café e beber café arábico produzido na roça. Percorrer a estrada até à cascata de São Nicolau, visitar o Jardim Botânico e almoçar na Roça da Saudade (Casa onde Almada Negreiros nasceu). Se gostar de caminhadas tem aqui algumas opções interessantes. Não esqueça o repelente e vá de calças, acredite em mim. Ainda tenho restos de varicela nas pernas:)

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Vista do Boné de Jockey | Ilha do Príncipe

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Jardim Botânico | Ilha de São Tomé

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Jardim Botânico | A caminho da Lagoa Amélia (Em tributo à um mulher aventureira que terá desaparecido na cratera da Lagoa)

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Cascata São Nicolau | Ilha de São Tomé

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Túnel de Santa Catarina | (Norte) Ilha de São Tomé

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Praia Moça a caminho da Cidade de Santa Catarina | Norte (Ilha de São Tomé)

Para dormitar:

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Roça S. João  | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

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Roça S. João | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

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Roça S. João | São João dos Angolares | Ilha de São tomé

SÃO TOMÉ: Cidade e arredores
OMALI:
 http://www.omalilodge.com/

CLUBE SANTANA: 
http://clubsantana.com/
(Na vila de Santana)

SUL:
HOTEL PRAIA INHAME: 
http://www.hotelpraiainhame.com/hotel-rooms.html

ROÇA DO CHEFE JOÃO CARLOS SILVA  (Não tem ar condicionado, nem blackouts ou cortinas que impeçam a luz do sol de invadir o quarto a partir das 5 da manhã. A somar a isso, junte-lhe o galo que arranca a cantar antes dos primeiros raios de sol. O pequeno almoço é só fruta boa e pão com geleia)-https://www.facebook.com/rocasaojoao

NORTE
MUCUMBLI: https://mucumbli.wordpress.com/ (Não fiquei aqui mas parece-me uma boa alternativa para quem quer explorar o Norte com calma.) Sugestões do Site oficial da Direcção Geral de Turismo de São Tomé e Príncipe: http://www.stptourism.st/onde_ficar/alojamentos/ilha_stp.htm

ILHA DO PRÍNCIPE:

Fiquei no BomBom e recomendo. Os preços não são os mais convidativos mas tenho a certeza que ameniza culpa do gasto, com o primeiro mergulho naquelas águas e com o segundo olhar prolongado sobre a paisagem impenetrável de floresta verde fluorescente. Opte por regime de Meia pensão, pode sempre almoçar na capital a caminho da visita das roças. A ilha funciona a gerador e a partir da meia-noite é a escuridão total, com excepção do resort do Bombom.
http://www.bombomprincipe.com/ (resort de sonho com bungalows plantados na praia)
http://www.belomontehotel.com/
(Um hotel de charme de luxo situado numa falésia verdejante com acesso à praia Banana)

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Resort BomBom | Ilha do Príncipe

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Bungalows do Resort Bombom à beira da praia com o mesmo nome.

Crianças SIM ou NÃO?

Não sou a mais corajosa, nem a mais inconsciente das mães mas gosto de lhes proporcionar experiências humanamente ricas. Levei as minhas filhas, na altura com 4 e 7 anos para São Tomé. Ficamos no Club Santana, alugamos uma pick-up e partimos à descoberta da ilha com latas de feijão-frade, talheres “emprestados” do hotel, bananas retiradas do pequeno-almoço e muita lata. Mas é preciso ter esse espírito. São Tomé não é a ilha dos resorts e das piscinas sem fim é a ilha das roças, das paisagens, dos trilhos com história, das povoações junto às estradas, das conversas regadas a sorrisos, das crianças curiosas de pés descalços. Chegar a São Tomé e “abancar” num hotel com piscina é o mesmo que trocar o Paraíso por uma cruzeiro da Inatel.

A ilha de São Tomé é um convite aberto à interacção, à conversa, à descoberta dos ritmos da ilha, dos paladares, de uma forma “leve-leve” de viver. Tem praias, cascatas e baías encantadoras, mas tem património colonial de cortar a respiração, não vai querer perder isso. Se tem crianças pequenas, que ainda não dominam a arte da contemplação da paisagem, que fazem sestas demoradas e não comem tudo o que vem à mão, opte por ir para a ilha do Príncipe e agarre-se ao menu do hotel, desfrute das praias de água morna e deixe os trilhos mais elaborados para uma próxima vez.

Há 3 anos quando viajei com as loirinhas para São Tomé escrevi este artigo de Perguntas e respostas para a Pumpkin, sobre o tema “Viajar com crianças”. Acho que continua a ser ilustrativo do que me move nas minhas férias com as minhas filhas:
http://isabelsaldanha.com/viciada-em-carimboss-passaporte/

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Criança brincalhona na praia de areia preta de Ió Grande | IIha de São tomé

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A minha filha Caetana com uma criança ao colo numa Roça

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A Camila na Roça Boa Entrada | Ilha de São Tomé

Custos, Despesas e Sentenças:
São Tomé e Príncipe não é a Tailândia. Neste paraíso do Equador abençoado com a riqueza de uma biodiversidade auto-sustentável, quase tudo o que o turista precisa é importado. E tudo o que é importado tem um sobrecusto: Uma refeição média custa à volta de 25€ /duas pessoas (num restaurante banal e sem vinho) Não existem restaurantes da moda ou coisa parecida, o melhor que pode comer com a dita “elegância europeia” é num hotel, mas vai pagar 60€ por duas pessoas. Não se esqueça que São Tomé não produz vinho. Faça como nós, abdique de roupa e leve o seu próprio licor.:) Quem vai para esta ilha não procura o traço cosmopolita procura o inverso e o inverso aqui é deliciosamente salutar. Tudo é deliciosamente simples e com arroz. Deleite-se, assim como quem vai a casa da avó comer o que ela faz de melhor, com o melhor que tem: os recursos da terra.
Na ilha do Príncipe as opções estreitam-se, existem alguns restaurantes na pequena capital, mas os preços em geral são ainda mais altos que em São Tomé. Qualquer deslocação do hotel em visita é paga, qualquer passeio de barco, snorkeling, visita às tartarugas, trilhos com guia pela floresta, e os preços são elevados por pessoa. Sem pensar nisso, vai assinando as contas e pondo no quarto, mas depois não se admire quando pegar na folha do Check-out e vir o valor da estadia duplicado. Informe-se bem na recepção e faça as contas no bar do hotel enquanto bebe uma caipirinha (10€).

É necessário guia ?

São 859 km² de ilha em São Tomé, dá para visitar numa semana cheia. Mas se quer ir curtir o bem bom das praias na ilha do Príncipe dê-se a si mesmo 10 dias no mínimo. Em STP não há sinalização ou indicação de caminhos, mas em contrapartida a população é altamente prestável, e não sentirá qualquer dificuldade em deslocar-se sem ajuda. Pode recolher um mapa no posto de turismo ou recorrer ao googlemaps para estudar a viagem com avanço. Os guias têm a vantagem de serem habitantes locais, conhecem as localidades e as comunidades como ninguém. Dão aquele toque musical ao compasso das histórias, marcam os restaurantes e levam-nos a kizombar. Bem “brifados” os guias constroem as rotas ao sabor do espírito do que se quer viver. Ficam aqui alguns contactos destes amigos-guias podem dizer que vêm da minha parte:

Contactos Guias São Tomé:

Paulo: +239 995 497 5 (https://www.facebook.com/profile.php?id=100009790213101&fref=ts)
Mayke Jackson: +239 985 853 1 (https://www.facebook.com/maykejackson.jackson/about)

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Paulo, o nosso guia pelas floresta de São Tomé.

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Roça Porto Real | Ilha do Príncipe

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Caminho para a Roça São Joaquim | Ilha do Príncipe

Aluguer de carro:

Conte com 50€/dia para alugar um Jeep, se quiser uma pick-up para exercer a sua generosidade em boleias com a população local ponha 80€/100€ de parte. Os hotéis podem assegurar o aluguer dos carros ou trata directamente com os guias locais, podendo negociar o preço com guia incluido. Normalmente ficará 80 € dia com carro e guia.

Não pode ir sem…

Protector de mosquitos: A malária e o paludismo estão à beira da extinção em São Tomé e não são consideradas vacinas obrigatórias. Mas se for daquelas pessoas que tem muito medo não vá. Só aconselho o repelente porque as picadas fazem uma comichão tão grande que vai dar por si a roçar-se na areia para esfoliar a dor. Nunca me passou pela cabeça que fossem mosquitos das forças do mal. São melgas iguais às nossas. Em STP não há saúde pública de qualidade e mesmo a privada é escassa. Se tiver que recorrer a um hospital o mais certo é vir de escantilhão para Lisboa. Para quem tem espírito hipocondríaco não é um destino aconselhável. E o mesmo se aplica a pessoas cuja saúde exija cuidados especiais. Esqueça o protector solar factor 80 porque o sol em STP não abrasa nem queima, excepção feita às viagens de barco. Leve uns ténis bons para a caminhada e chinelos. Roupa? Só mesmo aquela que ainda não deu, porque não deu, e a que usa quando quer pintar a casa. Meninas, esqueçam tudo o que tenha salto e muito atacador e muito botão. Roupas leves que deixem o corpo com a mesma mobilidade com que se mergulha nu no oceano. Óbvio que dá para um vestidinho de alças bonito para jantar a dois, mas a ilha apela a simplicidade total. Rímel e segue jogo:)

Quer ajudar?

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Crianças acabadas de chegar da escola no hall da Roça Boa Entrada

Se quiser contribuir com ajuda para a população local e abdicar de uns quilos de peso na sua mala, a favor de pastas de dentes, cadernos, canetas e afins, estou certa que as associações que trabalham no terreno agradecem. Mas não vá como bom samaritano em causa própria, a ajuda quando é direccionada tem maior alcance.
Informe-se: (Deixo aqui algumas referências, certamente existirão mais, se souberem avisem que coloco aqui, bem como a lista dos bens mais necessários, Obrigado)

Fundação da Criança e da Juventude – S. Tomé e Príncipe : https://www.facebook.com/Funda%C3%A7%C3%A3o-da-Crian%C3%A7a-e-da-Juventude-S-Tom%C3%A9-e-Pr%C3%ADncipe-153912814664836/

Sonha, Faz e Acontece : http://sonhafazacontece.org/

Novo Futuro: http://www.novofuturo.org/novofuturo/cms.aspx?plg=5950A638-05C4-4085-8032-1D80CCB6C116

AMI:  http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p7p28p132&l=1

Helpo: http://www.helpo.pt/PT/Projectos.aspx

Instituto de Camões: http://www.instituto-camoes.pt/sao-tome-e-principe/root/cooperacao/cooperacao-bilateral/sao-tome-e-principe

Procura – Fundação Claret: http://www.claretianos.pt/missoes/index.php/missoes/bancodeleite

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