Sei bem, como as educo e deseduco.

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Sei bem, como as educo e deseduco.

E recolho o troco todos os dias, embora nem sempre, na justa medida do que lá colocámos em Amor. Mas isso eu também já sabia, porque antes de ser mãe eu já fui filha (da mãe).
Às vezes penso que as solto em demasia.
Sei que confio no mundo que me confiaram, e tenho a estranha sensação, que a sorte com que trabalhei, se estende como uma apólice de seguro sobre as minhas loiras.
Já tentei ser mais como achava, mas fala mais alto, tudo o que já sou. Não, não consigo prendê-las mais a mim.
Não consigo, não ceder à tentação de as ver dobrar seguras as esquinas, a atravessar confiantes os caminhos, a desenharem diálogos com as pessoas. E mais, não consigo ter medo de ser assim. Não consigo simular insónias com perigos e assombros. Não consigo pôr o coração ao batimento do pânico, de tudo o que pode ser, sobre tudo o que ainda não é.
E elas já são isso também:
A confiança em excesso, o medo que não se entranha, o sorriso preliminar e o passo acelerado para não perder pitada da vida.
E se há dias que sinto o “cagaço” de tudo o que arrisco, a maioria das vezes sinto a sorte de tudo o que recebo.
(Devo ter feito um Seguro do caraças!)

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