Model me | Carolina

Se me perguntassem qual o tipo de trabalho que mais gosto de fazer, diria que quase todos, desde que tenham pessoas. E se me perguntassem que tipo de pessoas, diria sem pensar, as felizes! Não necessariamente os esfuziantes, nem os eufóricos da vida, mas os optimistas e os bem dispostos. Aqueles que sabem em consciência que os dias duros são uma espécie de tropa para os dias mais felizes. Não escolho os clientes mas sei em consciência que os clientes me escolhem, também por isso.
Não é obrigatório gargalhar e não obrigo ninguém a fingir que é feliz. Mas teimo em acreditar que uma das formas mais eficazes de lutar contra a dor é trata-la por tu. Por isso acabamos a falar de tudo, das dores do tempo que passa, das dores das memórias que dão saudades, das dores das rotinas impostas, das dores que nos fizeram pessoas e rematamos com um discurso positivo, cheio de hipóteses e estratégias com aparência de soluções.
Não são só as coisas felizes que nos aproximam e no discurso positivo deste baile com a dor, nós aprendemos em conjunto a andar de pontas sobre os momentos mais sensíveis da vida. Tudo isto, como se uma sessão fotográfica, fosse apenas parte de um ensaio, para levar um dia a palco a nossa bailarina mais feliz.

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