Ofazer ocupa lugar

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Não tenho dado grandes notícias porque o fazer ocupa lugar.
Mas esta fotografia sintetiza “mais ou menos” o momento que ando a viver. Depois dos dois últimos meses a lutar pela manutenção das rotinas de estudo e da tranquilidade possível da vindima do lar, eis que chega o tão esperado pai.
A mãe alivia o cesto e passa a fermentação das uvas ao progenitor. Acredita que o fruto está podado da melhor forma possível e entrega-se ao cultivo privado do seu talhão: As palavras, as fotografias, as tertúlias, as viagens e o amor.
Estava tão habituada ao cuidado da vinha, que tive alguma dificuldade em largar a faca da poda, em poisar o cesto e olhar só para o meu terreno de cultivo. Não posso negar que este monopólio de mãe-cuidadora produziu um mosto tremendo de saudades das minhas filhas, mas para continuar a vingar no meu processo de autenticidade, preciso de cuidar do meu terroir para me fazer essência e depois vinho. Uma forma de sonho entornada na pessoa que quero ser. O natal está a porta, as uvas regressam ao fermento do lar e eu vou dar mais uns encostos de poda e mimo. Depois, posso lavar os cestos e deixa-las estagiar na barrica do pai enquanto dou um pulinho de mãos dadas ao Equador e deixo o vinho a respirar:)

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