“Não papo grupos”

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É hora de matar as saudades das minhas loiras.
Foram três semanas a fazer e a desfazer malas. Isto, quando ainda mal assentei arraiais em nova morada e mal me apaziguei de todo o “agito” que se vive dentro deste coração. Dizem acertadamente que o Segredo para enfrentar a Saudade não está em fugir, mas ajuda muitíssimo não parar de viver.
E se é para falar de Saudades, que fale então da falta que me vai fazer o Grupo que embarcou na viagem comigo a São Tomé. E não pense, quem não foi, que era um bando de fãs acérrimas dispostas a elevar-me o ego pelo preço avultado de uma viagem, nada disso. Era gente do melhor que há. Pessoas que convidaria para beber uma boa reserva comigo, sem as reservas das conversas mais formais. Sei que todos vocês estavam com medo do grupo, era um gigante “blind date”. A única viajante conhecida era eu, e mesmo assim, havia sempre a probabilidade da filha da mãe não corresponder à mãe das filhas. Embarquei sem medos, como se embarca numa viagem de amigos, aquelas raras que a malta lamenta sempre não ter feito mais. Vivemos tudo, acima das possibilidades, criamos oportunidades, atalhos e caminhos. Brindámos, rimos, dançamos como se não houvesse amanhã, partilhamos histórias, fotografias e vivências. Os dias eram tão cheios que todos partilhávamos da opinião, que no Equador, um dia ultrapassa as 24 horas. Fiquei com um carinho especial por cada um de vocês, eram os meus “meninos” dizia eu, como se de repente fosse a mãe pata de uma ninhada sem fim:)) E eu tenho tão pouco samba para isso.
Cada um de vocês, à vossa maneira, há de ser personagem num livro meu. No meu Instagram foi colocando as fotos possíveis dos sítios por onde passávamos, mas a verdadeira história da viagem não tem legenda, nem fotografia. São aqueles episódios que se inscrevem na memória fina dos dias e que ditam os cliques futuros de tudo o que ainda está para vir. Claro que vamos estar juntos num futuro próximo, claro que vamos querer recalcar as memórias e as histórias regadas a mojitos e caipirinhas. E é claro que ficámos amigos porque África, e talvez São Tomé em particular, tem esta qualidade boa, de fazer suar tudo o que é tóxico no corpo e deixá-lo permeável às melhores experiências. Obrigada grupeta boa. Foi tão bom, como se fosse tudo uma primeira vez. Venha daí uma segunda!

*Obrigada à toda a equipa do Omali e da HBD pela estadia, recepção, profissionalismo e simpatia. Com um carinho muito especial pelo chefe Tiago Velez @mariachicook, que tratou do nosso palato como ninguém, chegámos a Portugal com as curvas perfeitas!

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