MERCADO não é mercadoria

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Também é nos mercados que se conhece as pessoas. Mas não é fácil visitar o mercado em São Tomé. É fácil ir, mas pouco dá para conviver com as pessoas quando se chega em grandes grupos, com máquinas em punho e este “ar branquela”. As pessoas sentem-se alvo de voyeurismo turístico, expostas em postais futuros no nosso País Natal. Enquanto passamos nos corredores apertados, entre frutas e galinhas, ouvem-se as vozes iradas das mulheres a dizer: – Siga! Siga. Como se fôssemos baratas para sacudir com os pés. Já cá tinha vindo mas vim com um amigo são tomense e até peixe comprei para puder conversar e registar o momento. Percebo, compreendo e aceito. Também eu e as minhas filhas, fomos fotografadas em Alfama por turistas (quando lá vivíamos) como se fossemos parte de um postal local. O turista tem que entrar com humildade, perceber que os mercados são os polos do negócio local, não são enfeite para o nosso deleite. E os comerciantes irão percebendo que muitos dos visitantes querem apenas registrar a diferença e o exotismo dos produtos locais. São construções demoradas que ajudaria se fossem melhor suportadas por um bom apoio ao turismo. Mas isso são ambições de quem gosta. Espero ajudar à minha maneira e com a minha dimensão. Irei sempre a um bom mercado local.

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