Há lá coisa melhor.

Se eu pudesse era isto que mandava embrulhar para o natal.
Estes beijos desajeitados e lambidos. Muitas vezes contrariados e a pedido. Os melhores.
E juntava os abraços dos braços ainda curtos, apertados, encantados e papudos. E se pudesse ser gulosa, juntava-lhe aquele “Adoro-te mãe” ou “adoro-te Pai” que é tão deliciosamente piroso escrito como é de um sentido fabuloso. Que exagerem e repitam, que soletrem e que gritem. E quanto mais adjectivado melhor.
E passava nisto a consoada, consolada entre abraços apertados, beijos pegajosos e elogios amorosos.
E só me levantava para encher a taça, trincar um queijinho e comer um sonho bom.
E voltava até ao cantar do galo para esse presente quentinho.
Adoro-te pai. Adoro-te mãe.
Em loop.

Shooting Revista Cristina
Styling. Dora Rogério
Make up: Inês Franco

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