Estou doida por vê-las entrar

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Doem-me as articulações dos dedos e tenho cortes pequeninos nas mãos, de manusear caixotes como uma guerreira samurai em estágio de navalha. A casa é grande, essa parte é boa, mas ainda está longe de estar arrumada. E acreditem, que eu sou a pessoa menos obsessiva-compulsiva quando se trata de arrumação.
Assim de repente, ainda não encontrei as colheres de pau, o piaçaba, o detergente da loiça e o cabo da impressora. Também não encontro a lima das unhas, que tenho ratado com os dentes, o amaciador, e falta-me um caixote com os casacos de Inverno das loiras e o meu equipamento de ginástica (só para fazer pressão aos pés da cama). Hoje, quando falei com a loirinhas ao telefone, disse-lhes que amanhã já dormiam na casa nova. Ficaram tão felizes que a voz adoçou ao telefone, e eu fiquei com tantas saudades, que só queria ser aquela árvore, onde elas se preparavam para fazer arborismo.
O quarto delas ainda não está como queria, mas safa-se. Têm as camas montadas, os lençóis lavadinhos, os brinquedos alinhados, as escrivaninhas “lixiviadas”, e umas toalhas de banho sobre os edredões, a lembrar o requinte dos hotéis. Não tenho vontade nenhuma de arrumar o que falta, mas estou doida por vê-las entrar, a percorrem as divisões, a “cuscarem” os recantos e a descobrirem o seu quartinho arrumado(vai durar 15 minutos).
Tenho a certeza que amanhã, mesmo sem dar mais um pontapé de alívio nos caixotes do corredor, a casa vai ter o que lhe falta de decoração, a vossa energia e o meu coração apaziguado.
E agora vou dormir…como fazia quando era pequenina na esperança de encurtar a chegada do Natal:)

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