Das Trombas aos Sorrisos

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São 21:30 aqui e já estou na cama deitada, com o portátil sobre os joelhos para vos contar, de língua de fora, o que foi este primeiro dia. Absolutamente fabuloso!
As miúdas estão felizes da vida. Imaginem a reunião de uma família no Zoo. É mais ou menos isso. Mais até.
Já tinha estado na África do Sul, em Capetown, na rota dos vinhos das flores e no Cabo da Boa Esperança.
Vim de lá com a ideia de que me mudaria de imediato para a cidade caso tivesse a oportunidade.
De Joanesburgo tinha uma pálida ideia, muito banhada pela má fama do perigo da cidade. Claro que aqui em Sandton City (uma cidade dentro da cidade) não percebemos a dimensão de Joanesburgo, dos musseques e dos seus 11 milhões de habitantes. Já estivemos no Centro e quero muito regressar para visitar o Museu do Apartheid, os mercados e o Soweto (o bairro onde o Mandela nasceu).
Mas por enquanto, entregamo-nos de braços abertos à vida selvagem. Afinal de contas, estamos em África!
Hoje fomos curtir para o meio dos elefantes, começamos com as festinhas e texturas, depois demos-lhes de comer, passeamos com os paquidermes pela tromba e levamos um pequeno workshop interactivo sobre a anatomia do bicho.
A Caetana entrou sem qualquer medo, não parecia minimamente intimidada pelos três metros e meio de elefante, pegou a comida do balde, avançou para o bicho e enfiou-lhe a ração na tromba húmida.
Já a Camila, arrastou os ténis na poeira, agarrou-se à mão do pai como um prego e quando finalmente arranjou coragem, meteu as mãos papudas no balde da ração, deu um passo e atirou em direcção à tromba, antes que o elefante tivesse tempo de se aproximar.
Eu meti as mãos lá dentro e fiz como me explicaram. Mas confesso, que estar tão perto de um animal desta dimensão mete um bocadinho de medo. Dá para lhes sentir o arfar da tromba, e aquelas patas grossas em formato de puff, quando se movem na gravilha, ficamos com a sensação que uma pisadela ditava um pé chato.
O melhor desta experiência é viver e conhecer os animais dentro do seu habitat, as reservas não são jardins zoológicos, os animais não estão fechados em jaulas e a percepção da sua verdadeira natureza ajuda-nos a redimensionar a nossa. A seguir fomos aos macacos, andamos de cablecar, fomos até ao lago e amanhã vamos ao Lyon Park, o famoso parque onde não é aconselhável tirar fotografias com a janela aberta.
Faltava-me esta dimensão de África.
E para quem dizia à boca cheia, que não ambicionava um safari, vi-me lindamente na pele da exploradora e quando cheguei ao hotel, ainda trazia na cabeça o chapéu de cowboy.:)

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