Uncategorized

Ainda há muito Mundo

IMG_0064_3145

Não preciso de consultar o Atlas, nem de rodar o globo, para saber que ainda há muito Mundo onde quero “botar pé”.
E ainda que isso seja uma verdade absoluta, cada vez que consigo conciliar, o luxo da Liberdade, do tempo e de dinheiro para viajar, também é verdade, que há destinos que nos marcam como uma segunda morada. E São Tomé e Principe foi e é um deles.
Ainda hoje no carro, as loirinhas perguntavam-me quando é que lá podíamos voltar. Quando é que regressavam para brincar na praia onde os amigos moravam. Babo com elas, nas recordações de uma viagem, que nos marcou de uma forma tão profunda e positiva, que tenho a certeza absoluta que o regresso está perto.
E hoje tive um sinal disso mesmo…

Comentar

The balance of the opposites

IMG_0165_7507

Sem qualquer correspondência a um cargo diplomático, sou Embaixadora da RVCA. Uma marca que a malta mais ligada ao surf e ao skate conhece bem. E que para além dos caps, das sweatshirts largueironas, dos casacos de capuz, das mochilas, das camisas de corte largo (tudo peças, que uso quase todos os dias) tem um lema de fundo, que tem tudo a ver, com a forma como vivo “The balance of the opposites”.
Coincidentemente sou balança, mas nem por isso, vivo com menos dificuldade, as dicotomias do meu carácter, os extremos em que opero, os cenários onde circulo, as qualidades variáveis das pessoas que gravitam à minha volta, os meus sonhos oscilantes, e o “nem sempre” doce balanço das minhas filhas da mãe.
Foi só assim, e só por isso, que na assunção da vulnerabilidade do meu carácter, nos assaltos constantes das minhas ambições, na concertação entre uma noite a jogar Playstation e uma caminhada à beira mar, acedi representar a marca.
Viver para mim, é mesmo uma viagem aos extremos de nós mesmos, a procura mitológica de um equilíbrio, que só existe enquanto se Procura. Não há mal nenhum em ser máquina em construção. Assumir com franqueza, a fraqueza do que ainda somos, enquanto tentamos ser, é um passo à frente, uma manobra arriscada, a onda imperfeita, que nos leva além.
E é por isso que sempre que me perguntam qual é o meu signo, eu respondo: – Balança! Balança, balança mas não cai:)

https://www.rvca.com/b/capsule
Skate Park Expo com Ruben Gamito — com Ruben Gamito.

Comentar

Sede de loucuras

IMG_0615_7952

Há dias tive uma reunião importante, e uma das questões que me colocaram foi “Qual era o meu compromisso de valores”? Não me lembro exactamente do que respondi, mas falei verdade.
Quem mente não faz caminho. Devo ter ficado vaidosa com algumas analogias que utilizei na resposta (quando se gosta de palavras, abusa-se das metáforas) e quando cheguei a casa redigi a minha resposta, não para repetir discurso, mas para não esquecer:

“Energia e alegria de vida, muita! Entusiasmo por aventuras, sede de loucuras, viagens e paixões. Paixão por quem sou, paixão pelo que faço. Residente num universo onde a boémia e a disciplina fazem as pazes ao final do dia. Onde uma mulher que é mãe, é primeiro uma mulher. Em que as crianças são educadas sem peneiras, num ambiente de inquietude, curiosidade e pensamento inclusivo.
Onde os adultos não são estátuas de referências, mas seres orgânicos, que inspiram até nas suas fragilidades.
Onde não há certezas e isso não é uma angústia.
Que vive numa casa, onde o maior repositório de energia está na atitude franca com que se agarra a vida.
Onde as rotinas incluem o fast food e o fast forward.
Onde o exercício físico também contempla tocar às campainhas e fugir.
Onde se come mais gomas que goma.
Onde a celebração da vida, dita, que às vezes temos que sair à pressa sem nos pentear. E que quando o calor chega, os pés vivem descalços sem o assombro do sujo e do perigo. E quando o frio aperta não se poupa nos abraços.
Onde se priorizam os sorrisos e as gargalhadas, mas não se escondem as lágrimas.
E os finais são sempre felizes, mesmo quando se perde.”

IS

Comentar

Até lá, deixem-me curtir o tinto à janela

bicicleta cascais

Nestas minhas resoluções, devia haver espaço para uma bicicleta, uma liquidificadora e umas corridas de final de dia.
No instagram, farto-me de seguir páginas de sumos verdes e abdominais para ganhar coragem.(São todas iguais!!!)
Esta mudança comportamental em direcção à Saúde da família, é a próxima paragem, mas custa para “caraças” interferir com a mudança de hábitos.
E se eu, que sou supostamente adulta, resisto às sementes de chia e ao pão escuro, só de pensar em convencê-las (e a mim), a trocar os manhasitos já embalados, pela sandes com alface e fiambre, tremo!
Fico verde, igual à cor dos batidos detox, quando penso na quantidade de hábitos que tenho, viciados pela força da capitalização máxima do tempo. Tenho uma dispensa cheia de latas e um frigorifico cheio de refeições rápidas. Vou ao ginásio (tento), mas já nem me lembro da última vez que fiz exercício ao livre, que não fosse a mera obrigação de andar a correr atrás das crias pelos jardins.
Para já, vou começar com a mudança da casa. Um novo habitat é sempre um móbil, altamente promissor, para arrastar uma data de mudanças atrás.
Depois, logo vem a bicicleta, a leggin à pró, os ténis de rua, as caminhadas, os treinos outdoor e os TRXS.
Até lá, deixem me curtir o tinto à janela, o rio, as taças de chocapic e as minhas minis de fim de dia, com a tigela carregada de azeitonas e amendoins. Mudar, sempre! Mas devagarinho…para não tropeçar:)

* Shooting Anna Westerlund for Vintage Bazaar

Comentar

Roubei muitas horas ao sono

IMG_0333

Uma das determinações de Setembro, antecipadas às resoluções do fim de ano, é dedicar-me mais, a uma das coisas que mais amo fazer, Ler.
Quando era uma croma adolescente, antes das hormonas trocarem a estante dos livros, pelos espelhos e reflexos de todas as divisões, eu lia uma média de 35 livros por ano. Nessa altura, papei todos os clássicos que estavam à mão, na estante de casa e sobretudo na biblioteca do meu avô. Imprimia a lista dos Pulitzers, nobéis, e lá ia eu, tentar a digestão de todos os livros cuja elite literária tinha premiado.
Apanhei muita seca, a tentar descodificar diálogos complexos para a minha idade, a imaginar paisagens, adjectivadas com palavras desconhecidas, esforcei-me por sentir dores que não eram minhas, sensações que não conhecia, países que não sabia georreferenciar. Mas também roubei muitas horas ao sono, com palavras que não conseguia soltar, diálogos que desejava ter, sítios que queria visitar e enredos que ansiava viver.
Gostava mesmo muito, que as minhas loiras crescessem com o mesmo gosto pela leitura, que percebessem desde cedo que os livros se vão revelando em cada fase de crescimento, e que nos permitem viver milhares de vezes mais.
Gostava que ganhassem o mesmo gosto à textura do papel, ao cheiro das folhas e à graça de abrir um livro comprimido pela primeira vez.
Este ano que aí vem, e no que ainda sobra deste, vou lançar um clube de leitura pequenino, e vou falar mais sobre os livros que ando a ler, a forma como me tocaram e onde me revi. Não há nada como o combustível das palavras dos outros para soltarmos as nossas. E assim, quem sabe, não avanço encorajada para o parto prematuro do meu:)
Uma boa semana para todos!

*Sessão Família (com uma princesa das letras).

Comentar

Obrigado por tudo (Pai) Gonçalo

IMG_0022_7306Ninguém sabe bem explicar porque é que estas coisas acontecem…entre o fall in e o fall out, vai toda a nossa individualidade, a nossa história, os nossos erros, as nossas virtudes e as nossas circunstâncias.
Histórias paralelas, não servem de consolo e o sucesso também se mede na forma como se sai. Não tive grande sorte com a minha família de origem, excepção feita aos meus 4 irmãos que adoro de morte. Mas tive uma sorte absurda na família que criei, e quando olho para esta fotografia, que anda sempre dentro do meu caderno, não é tristeza, nem pena, pelo que não foi, nem vazio, pelo que deixou de ser…quando olho para esta polaroid, sinto-me, a filha da mãe mais sortuda à face da terra, porque apesar de não estarmos juntos, estamos. E sempre que quisermos, sei que podemos tirar esta fotografia, actualizá-la, refrescá-la, sem o rancor das coisas que se perderam e o coração cheio das coisas que ainda o são. Não consegui colar tudo, mas não rasguei. Tenho o maior orgulho na escolha que fiz para o pai das minhas filhas, adoro-o do fundo do meu coração e tu sabes♥. Somos amigos, grandes amigos, e como é que não podia ser assim, com o tesouro que temos em comum? Como é que o olhar sobre elas, não poderia ser todo o bálsamo que precisamos para que a sede do futuro edifique sobre o passado? Como é que não dava para sentir que temos tudo, só de olhar para o que conseguimos construir?
Venha o futuro que tenha que vir, no meu coração inquieto de miúda eléctrica e mãe crescida, há 3 cadeirinhas das quais não abro mão. Obrigado por tudo (Pai) Gonçalo.

Comentar

Hoje é domingo

IMG_0031_3582Estamos todas ranhosas…mas depois, de um sábado a brincar aos casamentos, tínhamos que ir para uma praia qualquer curtir a lua de mel. O sol estava de feição, mas a mãe preguiçosa que está com déficit de sono, aproveitou a proximidade do tejo e toca de ancorar na primeira praia piscatória fluvial.
A Loira grande, que nunca se contem, disse logo: – Esta é a praia mais feia que eu já vi!
Excelente prelúdio para uma anunciada lua de mel. Com os meus dotes para o contraditório, convenci-as a fazer uma casa ladeada de canas, com pedras a fazer as vezes de sofá e um pneu perdido que compunha a mesa. A Camila ficou com a tarefa do décor e encarregou-se da apanha das conchinhas, enquanto ia esfregando o ranho na manga do casaco. Estava tanto frio, que quando percebi que os nossos olhos denunciavam parentesco com os filhos das trevas, recolhi a família para o carro e rumei ao Pois Café para um chocolate quente. Ainda não são seis horas e já só penso no recolher obrigatório, no voluntarismo com que vou abraçar o Valter Hugo Mãe na cabeceira e o meu pijama Primak de flanela…nos entretantos, temos toda uma panóplia de tarefas para desbravar, que inclui banhos(acho que não tomam hoje), jantar (Papa da boa) e prometo não saltar a escovagem dos dentes e os livros de histórias, se as imagens forem maiores que as palavras!
Dito isto, está na hora de fechar a luz do escritório.
Já ninguém paga horas extra e tudo o que ambiciono é o conforto irresponsável da despromoção:)
Hoje é domingo…

Comentar

Audio Post

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit, sed diam nonummy nibh euismod tincidunt ut laoreet dolore magna aliquam erat volutpat. Ut wisi enim ad minim veniam, quis nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lobortis nisl ut aliquip ex ea commodo consequat. Ut wisi enim ad minim veniam, quis nostrud exerci tation ullamcorper suscipit consequat.

(mais…)

Comentar

Photo Post

Lorem ipsum dolor sit amet, consetetur sadipscing elitr, sed diam nonumy eirmod tempor invidunt ut labore et dolore magna aliquyam erat, sed diam voluptua. At vero eos et accusam et justo duo dolores et ea rebum. Stet clita kasd gubergren, no sea takimata sanctus est Lorem ipsum dolor sit amet.

Lorem ipsum dolor sit amet, consetetur sadipscing elitr.

(mais…)

Comentar