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Esta semana não pus os pés no ginásio

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Esta semana não pus os pés no ginásio e por ironia, acabo a semana a fotografar o Bruno Salgueiro numa box de cross Fit. Para quem não o conhece, este é o homem que faz humor com o Fitness. Com uns vídeos curtos, divertidos e teatrais. Se tivesse budget era o meu PT. Pelo menos, tenho a certeza que trabalhava a parede abdominal a rir.
http://www.runforrestrun.pt/films/20/dicas-do-salgueiro-desculpas
Não sou maníaca do desporto, nunca serei a rainha das maratonas, nem a madrugadora das aulas de cycling.
Gosto de ir ao ginásio porque para dar no “cravo” é preciso compensar na “ferradura”. Sou uma miúda de alheiras, de copos de tinto, de linguiças assadas na varanda e do cozido à quarta feira. Os meus pequenos -almoços são torradas de carcaça com doce de abóbora e só paro de comer, quando deixo de ter fome. Nunca tomei suplementos e o que levo dentro da garrafa para o ginásio é água, mesmo.
Tenho a sorte genética de ser magra, mas isso não significa que esteja amnistiada da prática de exercício. Adoro andar até sentir a falência dos joelhos e já percorri cidades inteiras a pé com mochilas de 20 kg às costas. Tenho gomas em quase todas as gavetas e quando como Carbonara cozo uns bróculos, só para as natas não morrerem sozinhas. O maior detox que já fiz foi beber água ao jantar.
Não sei….não estou, completamente, no mau caminho. Estou no meu caminho. Gosto desta elasticidade do ser e ninguém me demove de considerar que um dos maiores encantos deste Mundo é a diversidade. A mesma, que permite que as minhas maratonas incluam todo o tipo de ressacas. Hoje não fui ao ginásio, não tratei do jantar, já não tenho gomas e estou constipada que se farta. Vou coabitar o sofá com as minhas loiras e uma manta XL, aquecer uma sopa para mim, uns cereais para elas e umas pipocas de sobremesa. Vamos alugar um filme, que já vimos cem vezes e vamos aninhar-nos, que é coisa que devíamos praticar sem moderação, sem qualquer complexo calórico, até nos embebedarmos de amor mútuo.
Bom fim de semana!

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M de Miúda Maravilha

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A Ema ligou-me para uma sessão. Mas antes, foi generosa nas palavras e contou-me o propósito: “O objetivo é poder mostrar a todos, que as pessoas com alguma limitação física têm as mesmas capacidades, ou semelhantes de executarem qualquer função, desde que não lhes bloqueiem logo a priori o caminho… e não haja estigmas e preconceitos, que para quem está de fora acha que é um exagero da pessoa, mas a verdade é que não é… eu infelizmente já passei por uma ou outra, mas para relatos que oiço, mesmo assim tenho estado muito bem…” A Ema tem duas filhas, a mais velha, a Matilde nasceu prematura, ficou com lesões permanentes e com um diagnóstico de paralisia. Como todas as mães que amam incondicionalmente os filhos, a Ema luta todos os dias para avançar sobre o prognóstico mais pessimista da filha. E vence. Vence sobretudo porque ao lado de uma imensa força transbordante que o amor lhe dá, as coisas acontecem. A passos pequeninos, quase impossíveis de acreditar, a Matilde supera-se, empoleira-se e caminha. Conversámos muito, antes e depois da sessão. Inevitavelmente encolho-me perante a dimensão do desafio que a vida lhe colocou.
Nós sabemos a força que o amor tem, mas são poucos os que têm que o pôr à prova dessa forma: Sem brechas para o desânimo, sem contemplações nas rotinas, sem lágrimas públicas do medo, só força à mostra para que a filha veja no seu empenho, um aditivo poderoso ao combustível que a faz vencer-se. Não imagino, mesmo tentando muito, a luta diária que é necessária para que a normalidade se instale, quando tudo à nossa volta fica diferente. Fiz a sessão e conheci a Matilde. E a Matilde brilha.
Tem tanta energia que quando se apoia no nosso braço, sentimos os músculos a erguer juntamente com o seu sorriso gigante.
Quando estamos grávidas e nos perguntam o que desejamos para os nossos filhos, somos unânimes em responder: Saúde, tudo normal se puder ser. Não o dizemos por preguiça, dizemo-lo porque reconhecemos na diferença muita dificuldade. Porque não queremos que tenham lacunas de integração e de amor. Porque os desejamos capazes de ter uma vida autónoma, à luz das suas escolhas e das suas capacidades. Há algum tempo que não falo com a Ema, mas estou certa que a Matilde continua a vencer-se, e que a Ema se vence todos os dias.
No que depender de mim, o sorriso da Matilde erguer-se-á muito acima das suas dificuldades. E a cadeira de rodas, será apenas o suporte temporário, mais visível, de quem já nasceu preparado para rolar a fundo sobre a vida.
1 Beijinho desta vossa admiradora.
Isabel

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WORKSHOP Iniciação à Fotografia & Escrita Criativa

workshops foto e escrita

WORKSHOP DE INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA

O Workshop realiza-se no dia 31 de Janeiro (Sábado) das 10h00 às 17h30 em Alfama | Lisboa.

É destinado a pessoas com um nível de conhecimento fotográfico básico, entendendo-se por isto o uso da máquina fotográfica em modo automático, desconhecimento da maioria dos menus e pouca ou nenhuma prática em uso manual (manipulação de aberturas e velocidades).

O Workshop é 70 % prática, com vários exercícios em contexto real. Sendo o conteúdo teórico distribuído da seguinte forma:

  • Máquinas e Menus (Quick Review)
  • Relação com o fotografado
  • Luz:  Aberturas e Velocidades, Panning
  • ISO – Sensibilidade à luz
  • Pontos de foco e medição de luz
  • Enquadramento

Relembro que o nº de vagas é limitado a 12 pessoas, pelo que envio em anexo as condições e valores para efectuar a sua inscrição.

Deverá enviar email com os dados abaixo solicitados: 

  • Nome: 
  • Profissão: 
  • Data de Nascimento: 
  • Email:
  • Contacto:
  • Conhecimentos fotográficos:
  • Marca e Modelo da Máquina*:

(Anexar comprovativo do pagamento do valor da inscrição) 

* Não são aconselhadas máquinas compactas.

O valor total do Workshop são 150 € 


WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA

O Workshop realiza-se no dia 1 de Fevereiro (Domingo) das 10h00 às 17h30 em Alfama | Lisboa.

O que é que é preciso para frequentar o Workshop: Vontade, boa disposição, fome de letras e paixão.

Deverá enviar email com os dados abaixo solicitados: 

  • Nome: 
  • Profissão: 
  • Data de Nascimento: 
  • Contactos (Email e Telemóvel)

O valor total do Workshop são 80 € 

Material Necessário:  Bloco e Caneta ( vulgo papel e lápis)


CONDIÇÕES

Para formalizar a inscrição e assegurar a vaga deverá liquidar 50 % do valor correspondente à inscrição através do NIB: 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP *

* Todas as transferências devem ser notificadas com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com

Notas

Para se inscrever no Workshop é indispensável possuir uma câmara. O pagamento da inscrição deve ser realizado de imediato para garantir a vaga, sendo o restante valor, pago até ao dia do workshop, através do NIB: 0033 0000 00042544507 57 | Millennium BCP (Nota: Todas as transferências devem ser notificadas com o envio do comprovativo para o email: isabel@isabelsaldanha.com

Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.

A ficha de inscrição enviada só será considerada efectiva quando tiver sido liquidada o valor da respectiva inscrição do Workshop. Se o pagamento não ocorrer até uma semana antes da data do WSP, não será considerada a inscrição. Quando as transferências bancárias forem feitas por outra pessoa que não os mesmos, estes devem informar sempre por e-mail, qual o nome da pessoa que efectuou o pagamento. Se o participante pretender desistir da frequência do workshop, o valor da inscrição não será devolvido.

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És uma mulher do Caraças!

post revista

Às vezes nem sei por onde começar.
E depois há sempre um engraçadinho que nos diz: “Pelo princípio”. Mas tenho tantos princípios em mim, que o melhor mesmo é começar.
No passado dia 7, a Cristina Ferreira, apresentou publicamente um novo projecto.
Estava a milhas de saber o que era.
Tinha a certeza que ia ser Grande, mas ainda estava a apanhar as passas da passagem de ano e a tentar colocar, sem pressas, as rodas deste comboio, sobre os carris apressados da vida, para me perder em grandes congeminações.
Descobri nesse dia, que ias lançar uma revista mensal e que eu era parte integrante desse projecto. Descobri-o nas minhas mãos, com um exemplar que me foi dado e que dizia na primeira página:
“Esta é a tua página. Começa a trabalhar.”
E sei que para além da fotografia, fui convidada a ter uma coluna minha. E também sei que a revista sai para a rua em Março.
E isto é para ti: Muito Obrigado! Não seria justo, se te dissesse que não sei o que fiz para merecer, mas será ainda mais honesto se te disser que o continuarei a fazer.
E pouco me interessa o que dizem. Tanto como me interessou, os que já disseram, ou os que ainda dirão. A verdade mais crua é que tens a habilidade de fazer acontecer, a sensibilidade de te rodeares de pessoas apaixonadas pelo que fazem, a resiliência para levares adiante e a capacidade de te reinventares constantemente. És uma mulher do Caraças! E essas, eu também sei que as vou querer sempre perto de mim.

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Propósito: Escrever.

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Eis-me.
Alentejo, dia 09 de Dezembro de 2014. 17:58.
3 amigas. 3 livros. 3 copos de vinho.
1 Monte, uma lareira e uma garrafa magnum Terra D´Alter.
Propósito: Escrever.
Até agora:
2 horas e 40 de caminho.
2 horas e 40 de conversa.
1 hora e meia de almoço no Cercal.
30 minutos no Litoral (supermercado)
10 minutos a recolher lenha.
15 minutos à procura dos fósforos.
45 minutos gastos a acender a lareira.
10 minutos a tirar o fumo da casa.
20 minutos na acomodação.
1 hora nas redes sociais.
30 minutos a lanchar.
Conquistas:
Entrecosto, linguiças, broa, queijo de cabra.
Actualização do estado no facebook.
Post no instagram e lareira acesa.
Propósito: Escrever.

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Houve um tempo

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Houve um tempo em que a minha janela se abria para um labirinto de portas. Em que a vida era toda buffet e eu era toda recreio.
Houve um tempo, em que o tempo era amigo e parecia demorar-se comigo no não ser nada. Nesse tempo, em que o tempo era esquecido de si mesmo, eu era feliz.
Nada era, nada se impunha.
Sem ambição de coisa alguma. Sentava-mo-nos eu e o tempo e o labirinto de portas à nossa frente.
Houve um tempo, em que o olhar demorado sobre a janela não pedia mais nada. Nada mais, que o olhar demorado sobre a janela. Nesse tempo eu existia, respirava, inalava e sentia, sem grande responsabilidade sobre cada uma delas.
E sem pressão de coisa alguma, sem a ambição de ser alguma coisa, eu tinha a estranha impressão de estar sendo, essa janela aberta para um labirinto de portas.

Boa semana* (acho que se nota, que estou a convalescer de um estado febril)

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As tuas melhoras, pá!

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Estou doente. Não no sentido metafórico, de quem se sente indignado pela ineficácia de um estado democrático, nem pelo uso abusivo que em Portugal se faz das expressões “temporário”, “medida”, “preventivo” ou “coação”. Estou doente.
Estou com gripe. Uma gripe tão dura, que nem o arrebitar lento da justiça me desentope. Tusso com frequência, mas nem por isso me consigo libertar dos vírus da descrença, de que tudo o que se vê, é pouco para o que por cá se faz. Dói-me o corpo. Sinto-o corrompido pela vontade de se prostrar no sofá.
Quero branquear as minhas dores.
Sinto-me responsável. Sistémica. Tenho os ouvidos tão entupidos. Só queria puder libertar o meu capital de dor, e pô-lo a render lá fora, numa off shore. Longe do meu corpo, longe de mim.
Sinto o pescoço pesado, como se tivesse estado 72 horas num interrogatório sem puder usar os cotovelos. Tenho fome. Mas não consigo fazer pausas legais para comer. Só queria sair daqui para o sudoeste asiático num avião descaracterizado, a uma hora qualquer. Podia fazer disto segredo. Fingir que estou bem. Mas disseram-me que “xiuuuuu” é uma metáfora sibilina que se usa, antes de se contar. As tuas melhoras, pá!

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Lets go girls

Idosa atrevida
Não me posso queixar, porque a custódia partilhada das loiras, permite-me galhofar 15 dias por mês. Não posso reclamar, porque desde que sou gente grande, que viajo com amigas e amigos por períodos consecutivos de duas semanas, pelo menos uma vez por ano. Não posso resmungar porque tenho a sorte de ter uma profissão sem horários e posso beber vinho no meu local de trabalho. Não me posso irritar com a chuva porque ela é um pressuposto estável de Novembro. E não posso barafustar com a vida porque conquistei a pulso a propriedade do meu tempo.
E porque estou privada de uma boa dose de reclamações, fruto do caminho que escolhi, só posso dizer, que hoje vou curtir com as minhas amigas, falar mansinho das pessoas que adoramos e lançar desafios ao Globo, de agenda aberta sobre a mesa e copo para brindes avulsos nas nossas mãos. Táxi a caminho.
Bora lá:)

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Feliz entre caixotes

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“Caixote” é a palavra contemporânea que melhor me define no momento. Basicamente, e na semana passada, em que estive sem as loiras, não vi senão volumes, restos, roupas, dossiers, cabides, móveis, fotografias, quadros, molduras, panelas, livros, jarros, lâmpadas, caixas de ferramentas, sacos de lixo e caixotes.
Foram mais de 100 caixas, sem contar com os monos e volumes, que transitaram de Alfama para a nova morada, numa mudança que teve início de madrugada e terminou às duas da manhã.
Os dias seguintes, não foram nada românticos. O contra relógio da chegada das loiras, a pressão do trabalho à perna, a vontade de devolver um intelecto a um corpo funcional, os objectos do dia-a dia sumidos entre o papelão, os dísticos, contratos, a papelada da nova morada, o reconhecimento da zona, o sono curto, o parquímetro da Emel, os novos caminhos, o percurso até ao lixo, a descoberta do melhor café, onde é que encontro uma boa padaria?, onde é que consigo fazer a depilação, as unhas (baratinho), comprar fruta a preços de fruta, a inversão de marcha sem GPS, a procura das pessoas simpáticas, um sentido de bairro, a saudade do Tejo e a minha janela.
Tem sido intenso. Muito intenso.
As loiras aterraram no entretanto, pasmaram, vibraram, vasculharam, e já se sentem tão em casa, que o bairro de onde vieram, não passa de uma tela longínqua de memórias repetidas na saudade da mãe.
Agora é tempo de fazer ninho aqui. Arregaçar as mangas e regressar ao trabalho, à escrita, às minhas fotos, às minhas filhas e a mim. Esta semana ainda não vi caixote, ainda não parei, nem para me arrumar a mim mesma. Mas sinto-me tão viva, que apesar do cansaço evidente, e de tudo o que ainda há para fazer, acordo para a vida, toda contente que ela seja minha.
Foi por isso, que disse logo que sim ao convite do IKEA, e passei um dia com plafond ilimitado, a fazer shopping. E lá andei eu, feliz entre caixotes, como se tivesse o tempo e o mundo para decorar uma casa.
Amanhã é o dia da decoração final. Dar ao espaço aquele gostinho filha da mãe, e fazer em Loures, aquilo que devia estar a fazer na casa onde vivo. E o melhor, é que há neste empenho ao projecto do IKEA um certo sentido demissionário das minhas coisas, que me seduz.
Só porque uma das coisas boas da vida, é toda a ironia que ela tem.

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Momentos do caraças

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Ironia das ironias. Mas das boas.
Foi ter sido convidada pelo IKEA para decorar um ambiente de loja para este Natal, quando estou a braços com uma mudança de casa e respectiva decoração. O melhor disto tudo, é que fico já com uma ideia do que vou fazer para o Natal, e aproveito, e faço uma selecção das fotos que quero imprimir e emoldurar. Assim, resolvo já um assunto que iria ser concluído lá para meados de 2016, quando o último caixote descobrisse uma nova morada.
O único senão, é o tempo que gasto a lamber as fotos que vou imprimir, e a escolha do tamanho das fotografias, porque me apetece ter tudo em grande!
Que momentos do caraças! (substituto feliz da palavra saudade:)

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