Sessões

Gente simpática

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Gosto mesmo de gente simpática.
Sempre me rendi a soberania do humor sobre qualquer tipo de inteligência. Até porque, considero o sentido do humor uma das manifestações que mais legitimam a presença de um cérebro.
Não, não fotografo apenas crianças. Fotografo pessoas. E as pessoas que melhor ficam na fotografia são as pessoas felizes.
E o melhor é que a fotografia é apenas a reprodução tímida de um instante, e as pessoas felizes marcam os instantes da vida.
Gostei muito de conhecer estas manas felizes de Setúbal, que chegaram à sessão cheias de cócegas de riso e presentes: Dois terços artesanais e um tinto para a #filhadamãe. Sim, porque se a gente simpática é o “bold” de todas as fontes, a garrafa de tinto garante um certo itálico à sessão.
Foi um prazer:)

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Num processo silencioso de auto-motivação

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Deixei as loiras na escola às 7h50.
Eram 8h10 e estava a entrar nas portas basculantes do ginásio, num processo silencioso de auto-motivação.
Nunca voltei para trás.
Os exercícios que não sabia fazer, copiava escrupulosamente do lado. Li com atenção as instruções das máquinas onde me decidi enfiar, e não fui repreendida por ter a mão em manipulo errado.
Liguei a minha Playlist mas não me distrai com outras aplicações e só fui ao WhatsApp duas vezes para mandar um “Bom dia + ícon de coração” à pessoa certa.
Quando estacionei o carro, não resisti e fui comprar uma carcaça. Já são algumas horas, muitas calorias e os músculos doridos no corpo tem uma expressão estranha de fome.
Como já me dói qualquer coisa. Entendo que já fiz qualquer coisa.
Vou-me dar sem complexos à carcaça.
A culpa ficou entretida no ginásio.
E tenho que acumular calorias para a reunião de pais.
Bom dia quarta-feira!

* Shooting Crianças & Animais de Estimação | 6 ª Edição Revista Cristina

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As Mães são sempre “Gigantes”

A última vez que fui mãe, em verbo imediato e parido, foi há quase 7 anos. E não tenho grandes memórias da minha gravidez. Não no sentido mau, do património acumulado, até mais, no sentido bom.
Foi tudo tão desejado e depois tão tranquilo, que nem os pontos que não levei, me ajudam a recordar, o preciso momento em que as minhas filhas saíram da minha barriga para o meu colo.
Tenho reminiscências de um ternura desmedida, da vontade que tinha de lhes conhecer as feições e de um “cagaço” sincero de tudo o que ia mudar, a minha vida, o meu corpo, o meu destino.
Hoje falei com a Mariana, que fotografei há uns meses, grávida de gémeos.
Numa conversa curtinha, recordei tudo o que nos enche quando o medo é sacudido pela força dessa nova presença.
Não fosse o regresso das loiras ao lar, e quase, quase, que invejava aquele momento, em que trazemos para casa um sonho multiplicado, uma equação pequenina que promete mudar tudo e um sentimento, que longe de se engasgar, vem selado para sempre.
Sempre gostei de fotografar grávidas, há uma paz tão serena, um poder tão grande.
A maioria julga-se enorme (de peso).
Eu, admiro-as da minha lente, gigantes (de pessoa) na condição soberana de mães.

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Há clientes e há clientes.

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Há clientes e há clientes.
E depois, ainda há os clientes, que para além de nos receberem com um abraço apertado, encerram as hostes com um branco gelado, que nos servem um queijo de cabra em pão fresco, que nos convidam a sentar, que nos ouvem, a quem ouvimos, com quem mastigamos, conversamos e rimos.
Clientes, que numa fracção de segundos, viram amigos.
Como se aquele momento, fosse apenas um reencontro de saudades selado com fotografias.
E ainda que o embalo do vinho ajude à peregrinação da amizade, é a forma como se dão em tudo, que define como tudo acontece, e que dita tudo o que virá a seguir.
Família gira a que vocês têm!
Mas muito acima disso, a cumplicidade desprendida, de quem sabe que a vida reina acima de todos os filtros.
Parabéns daqueles de quem faz anos todos os dias!

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Logo se vê…

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Já me tramei muitas vezes com a displicência com que aplico esta frase, sobretudo quando a recebo de troco. Acho que comecei a usar o termo, a primeira vez que descobri que estava grávida. Perguntavam-me muitas coisas, metade das perguntas, eu nem sabia responder. A maioria delas, ainda nem tinham a forma de interrogação para mim. Só queria curtir aquele estado, que chamam curiosamente de Graça, e que até hoje, foi o que mais caro me saiu. O logo se vê…vê se cedo demais. Tudo o que aconselho a uma grávida é a curtição da graça do estado. O corpo pesa, as hormonas invadem-nos, a sensibilidade espreita, o apetite devora-nos, o tempo, ora desacelera brutalmente, ora parece atropelar-nos, temos inveja dos pés das outras, das sobremesas das mesas do lado, do andar acelerado das crianças, do sono mal exercido, e uma certa moinha, que aquele bebé no ovo, ainda não seja o nosso. Eu curti estar grávida. Tanto curti que fui repetente. Gosto mais de não estar gravida, confesso. Sinto-me mais ágil, embora tenha o dobro do trabalho, agora que elas estão cá fora. A minha sorte é que posso reviver continuamente o estado, perpetuando-o nas minhas sessões, sem ser “obrigada” a engravidar de novo:)). Mas uma coisa é certa, ninguém me irá ver, nunca a chatear nenhuma grávida com perguntas. Fora as da cortesia, limito-me a partilhar o que a experiência de estar grávida me deu a conhecer…muito pouco sobre o que aí vinha e muito, sobre quem sou. Talvez essa seja mesmo a factura mais bem paga do estado, a “Graça” de nos conhecermos ainda melhor.

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