filhas da mãe

Há lá coisa melhor.

Se eu pudesse era isto que mandava embrulhar para o natal.
Estes beijos desajeitados e lambidos. Muitas vezes contrariados e a pedido. Os melhores.
E juntava os abraços dos braços ainda curtos, apertados, encantados e papudos. E se pudesse ser gulosa, juntava-lhe aquele “Adoro-te mãe” ou “adoro-te Pai” que é tão deliciosamente piroso escrito como é de um sentido fabuloso. Que exagerem e repitam, que soletrem e que gritem. E quanto mais adjectivado melhor.
E passava nisto a consoada, consolada entre abraços apertados, beijos pegajosos e elogios amorosos.
E só me levantava para encher a taça, trincar um queijinho e comer um sonho bom.
E voltava até ao cantar do galo para esse presente quentinho.
Adoro-te pai. Adoro-te mãe.
Em loop.

Shooting Revista Cristina
Styling. Dora Rogério
Make up: Inês Franco

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#MÃEDASFILHAS

Era tudo tão loiro e tão fácil:)
Até me dá vontade de rir, só de pensar no que me queixava de barriga cheia.
Duas criaturas impecáveis, que dormiam um sono acima do justo, relativamente autónomas, dentro da fragilidade própria da idade e sempre mega sociáveis. Ainda estamos no arranque das aulas e eu não me devia queixar…eu sei…até porque estas fotografias antigas, foram tiradas no Meco nas férias de Verão de 20…e o sol brilhava para nós como se fosse mesmo, só para nós.
E a vida não é um Verão eterno, só mais comprido, a adivinhar pelas temperaturas. Mas engana, porque apetece prolongar o espírito da coisa e a rotina impõe-se implacável. Devia fazer tanta coisa que adio. Faço tanta coisa que podia adiar. Se pudesse começava por sacudir esta capa de culpa, que se cola às mães como uma segunda pele, parece aquele humidade dos trópicos que nos escorrega pelas entranhas.
Até ser mãe era mais ligeira. Amplifiquei-me emocionalmente, mas pesa-me sempre, o peso das coisas por fazer. Coisas que eu sei de cor…como faria. Estão lá na lista dos to do´s, agarradas com um post it ao coração.
É por isso que suspiro pelo meu tempo, na minha semana com elas, da mesma forma que suspiro de saudade na minha semana sem elas. De uma certa forma, tenho a minha rotina emocional assegurada nesta montanha russa da custódia partilhada. Lamento pouco enquanto me faço à vida dos dias, mas sabe bem este bater de tecla, como quem bate um papo. Não somos assim tão diferentes, gosto deste lado da humanidade que não se envergonha de viver no limbo da imperfeição. Dá-me até, uma certa ternura, a forma como acusamos o que negligenciamos. Não sei onde estão as boas mães, mas sei que é nesse intervalo de gente, que estão as mulheres verdadeiras.

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H&M & Filhasdamãe

Gomas e H&M, estão no mesmo patamar para as minhas loiras. Por isso, imaginem a alegria que foi, quando acordaram e qual “véspera de Natal” tinham dois mega sacos com os seus nomes escritos. Sacos esses que trouxe da H&M. Aqui a mãe fica feliz porque para além de adorar, poupou 20% nestes kits deliciosos para o arranque das aulas e já não tem dores de cabeça antecipada, de as ver em histeria a desarrumar o Armário, enquanto se preparam para o debute escolar. As filhas da mãe, não são as criaturas mais vaidosas, são descontraídas, adoram andar descalças, gostam de meter os pés na lama, comer fruta dos pomares, roubar maçarocas de milho, fazer amigos como areais, trepar muros, árvores e pescoços, mas são miúdas iguais às outras. Acusam as saudades dos amigos, de uma certa rotina e querem entrar na escola como quem entra num dos maiores palcos da vida! Por isso obrigado pelo empurrão H&M! Venha daí esse arranque. Estamos kitadas para a ante estreia e já estamos a piscar o olho à positiva a matemática!
A saber: A H&M está com 20% de desconto em artigos de criança em compras iguais ou superiores a 40€ até 17 de setembro.

#filhasdamãe #HMregressoàsaulas #hm #sponsored

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A amizade boa nunca envelhece

É do baú. É dos santos. Tem anos. Não se contam. É amizade boa. Não envelhece. Permanece e prevalece, como aqueles amores intocáveis, como uma partitura mil vezes tocada. A boa amizade é assim, só tem de regra o permanecer. Não há incómodo no silêncio, não há vergonha em lágrima. É um vale tudo verdadeiro, derradeiro e puro. Não é canto escuro, mesmo no lado obscuro de quem não esconde nada. A amizade não procura paridade, igualdade ou semelhança, é só afecto puro, sentimento duro, verdade sem agonia ou vaidade. Não interessa idade, não tem que ser antiga, é apenas como uma cantiga, daquelas que não sai. Amizade também é espontânea, não é só a paixão que é momentânea. Nem sempre tem enredo, nem esconde segredo. Amizade é tão simples quanto completa, quase complexa, porque é densa, mas não adensa o que não condensa e nos dá paz. Amizade boa nunca envelhece, como o amor vivo, permanece. E acontece. Basta querer. Amar sem saber e deixar acontecer.

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São Tomé & Principe

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Enquanto falo a mala para me pirar daqui a bocadinho e gozo os últimos cartuchos agarradinhas às minhas loiras, deixo aqui alguns dos melhores momentos que marcaram a nossa ida a São Tomé. E um excerto que escrevi sobre este pedacinho delicioso de terra:
“Há uma ilha no Equador que é feita de verdes e de amarelos. É assim que começa a história de duas meninas que foram conhecer um sítio que virou lugar. Essas duas meninas eram irmãs e tinham 3 e 6 anos. Eram meninas de sorte porque já tinham ido viajar para a América do Sul, México, República Dominicana e para tantos outros sítios, onde existiam crianças e piscinas muito compridas, buffets gigantes e noites de musicais. Desta vez a mãe decidiu que as queria levar para longe dos resorts acéticos, dos ambientes protegidos, dos aglomerados de famílias, das pulseirinhas e do esparguete à bolonhesa. Queria um sítio diferente, onde a animação era construída ao compasso da vida serena, onde o relógio dos dias era o Sol e a Lua e as crianças construíam os seus próprios brinquedos. Um lugar onde a natureza fosse soberana, onde as estações se misturam e as ruas fervilham de pessoas. Um local onde o maior souvenir é o sorriso, e o íman que fica para colar no frigorífico é uma memória que dura para sempre.
E assim foi.
Sem saber exactamente para onde iam, embarcaram para São Tomé e Príncipe em Agosto, uma antiga colónia portuguesa que se situa no Golfo da Guiné e que foi descoberta pelos portugueses em 1470.
Algumas pessoas próximas das meninas tinham medo, porque a Malária estava quase extinta mas não totalmente erradicada, porque não existem hospitais com qualidade e porque não havia muitos turistas a levarem crianças pequeninas para o interior da ilha. Mas a mãe decidiu que era a aventura que queria que vivessem e cheias de sorte, aterraram nessa ilha feita de verdes e amarelos, numa madrugada quente. Estiveram dez dias na ilha e nunca tomaram outro banho, que não fosse o do mar morno e das pessoas quentes. Nem se lembravam que havia países onde há piscinas de quilómetros e escorregas, nem notaram a falta do buffet imenso, nem dos gelados servidos a sorver musicais. Com graça, a mais pequenina das irmãs perguntava à mãe, se ali só existiam castanhos. Se eram as únicas amarelas da ilha. E a mãe sorria, porque tudo o que a mãe sonhava era que as suas duas filhas aprendessem a viver num mundo que não distingue Pantone, com um sorriso que não distingue pessoas, entre a floresta, a areia e o que a terra devolve a quem sabe receber. Durante os dias que lá estiveram, viajaram de carrinha de caixa aberta e de coração no mesmo modo.
Respiraram a humidade densa da floresta enquanto percorriam as curvas acentuadas da estrada do Sul, pararam para se encher de verde, brincaram com todas as crianças de todas as bermas, em todas as ruas, andaram descalças nas praias de areia preta e amarela, mergulharam com os amigos novos e com os velhos a quem dávamos boleia, entraram pelas casas nas aldeias, pelos quartos nas roças e saltaram à corda no meio da população como se fossem saltimbancos ambulantes a dar show entre cidades. Quando a noite caía, elas caíam com a noite, mas a cabeça repousava nas histórias vividas e nos sonhos do que ainda iam viver.
Nunca noutro destino, noutro sítio, como neste lugar foram tão livres. Mesmo no bairro onde viviam, onde as pessoas se falavam e as ruas se entornavam de gente, foram tão bem recebidas como aqui. E mesmo quando a fome apertava entre os quilómetros de terra batida, supria-se o alimento com brincadeira, e ao jeito de desenrasca havia sempre uma mão castanha que nos apanhava um coco, que nos descascava uma papaia ou que nos safava um dos mil tipos de banana na versão frita. Quando fomos visitar as roças as duas irmãs não queriam acreditar na beleza daquelas casas comidas pelo abandono do tempo e pela força da vegetação.
Nada daquilo se parecia com nenhum sítio onde tivessem estado. Olhavam para as crianças vestidas com pouca roupa, observavam as t-shirts rotas, as linhas soltas, as sandálias descosidas e não lhes faltava na cara um sorriso rasgado. A mais velha das irmãs ia mais longe nas questões, e percebeu o quão felizes eram com tão pouco que tinham. E uma noite pediu à mãe que lhes desse a roupa que traziam nas malas. Naquele dia todas as meninas da aldeia vestiram vestidinhos compridos e saias rodadas. Mas ao invés de os fecharem em casas à espera de ocasião, vestiram-nos de imediato, como fazem as pessoas que sabem que a felicidade está no Presente da vida. Nesse dia os vestidos ficaram cheios de areia e restos de fruta, foram a banhos e a rodas. Provavelmente quando lá voltarmos, os vestidos terão a mesma força do desgaste de tudo o que é vivido. E se as irmãs já não se poupavam à vida, tenho a certeza que regressaram com a consciência acesa de que há momentos, pessoas e oportunidades que se devem consumir no momento em que a vida nos dá a conhecer.
E se a ilha marca pela beleza descomprometida da paisagem, da floresta que cresce sem travão, das árvores que dão frutos enormes, do cacau plantado, das pimentas e das bananas, a ilha marca sobretudo pelas pessoas, pelos sorrisos e pela proximidade. E se as praias desertas dão um estímulo ao turismo galopante é mesmo nas pessoas desta ilha que reside a natureza selvagem de tudo o que cresce e multiplica.
Quando chegaram a Portugal, e nos meses que se seguiram, as manas perguntavam vezes sem fim quando regressariam, tinham saudades dos amigos castanhos, das multidões das aldeias e da liberdade. Não apanharam nenhuma doença, nenhum escaldão e poucas foram as picadas de mosquito. Não passaram fome, nem sede. Dormiram todas as noites estafadas da felicidade dos dias e carimbaram o passaporte da vida, com o íman das melhores recordações. Voltei a São Tomé sem as duas irmãs, mas quero regressar em breve, com as duas meninas que vieram de uma ilha com muito mundo. E que perceberam que viajar não é sair de casa para entrar num ambiente protegido, feito à medida dos nossos sonhos. Viajar é conhecer outros sítios que se tornam lugares nas nossas vivências, que nos transformam, que nos desafiam a sermos humanos e que nos fazem crescer, mesmo quando já passaram anos desde que de lá partimos. Porque uma viagem é verdadeiramente uma semente e nós só o sabemos quando nos sentimos diferentes. E naquela ilha pequenina, rodeada de mar, aprenderam sem qualquer moral que o pior mal é não puderes ser tudo o que queres.
Só porque ali, puderam ser tudo. Obrigado STP.”

Isabel Saldanha

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Para as pessoas mais importantes do Mundo

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É assim que o pequeno se faz grande.
É nos detalhes que a alma das coisas se revela. É naquele sussurro na orelha ao acordar, é nos pés que se encaixam nas madrugadas frias, é na tábua de madeira pintada à mão, é no caminho feito de pedras que só pediam uma ordem, é no respeito do que já era bom, é no acarinhar do que já se tem de belo, é na construção humilde sob um pano de fundo trabalhado pela natureza, é no detalhe que dá brilho sem ofuscar, no machado que repousa sem partir, na tábua que se entorta no uso dos cotovelos, é na cabeça baixa que contorna a videira. É na alma grande, de quem acrescenta pequeninas coisas, sem a ambição das coisas maiores.
E são estes sítios, com essas pessoas, nesses detalhes pequeninos, que descubro as coisas grandes em mim.
Os Moinhos de Ovil têm essa magia, esse toque de pó de fada, esse brilho. E nós voltamos de lá mais PAN´s que Peter, deixámos os ganchos na corrente do rio e chegamos a Lisboa com a certeza que ainda temos alma de meninos perdidos. E que voltaremos, as vezes que forem precisas, para nunca nos chegarmos a encontrar.
Só porque a graça da magia, dizem as fadas mais sábias…está no brilho da procura eterna.

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Moinhos de Ovil

MOINHOS (3 de 1)

Descobri os moinhos quando fui convidada para fotografar um editorial de noivas aqui no Douro. Mas apanhei um dilúvio tão grande que pouco vi do que prometia e regressei nessa mesma tarde a Lisboa. Mas não esqueci a Eduarda. E a sua simpatia prometia um reencontro. Regressei ontem com as minhas miúdas. Na promessa de levar do Douro um coração coeso e uma memória rica. Demora cerca de 3 horas aqui a chegar e quando finalmente viramos para Marco de Canaveses percebemos nas manchas carbonizadas da paisagem a dor dos últimos incêndios. Mas o verde volta a ganhar contraste à medida que nos aproximamos de Ovil. Depois…depois foi entrar num sonho. Um antigo moinho convertido numa casa caiada de bom gosto, num labirinto de rios e pedras, num cem número de socalcos decorados com magia. E as loiras entraram, (“invadiram” seria o verbo correcto) e exploraram o espaço, preparado com o carinho, de quem sabe receber com mimo, quem chega e vem por bem. Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos.

*Amanhã coloco valores. contactos. serviços. e afins. Hoje não queremos formalizar o sonho.

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Fragmentos de um Verão

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“Férias”, aquela palavra que isolada soa sempre bem, mas férias não são isolamento, são colectivo numeroso, aqui para os meus lados.
Não é fácil, ninguém disse que era fácil, mas todos os anos melhoramos com os erros dos anos que já passaram.
A família ganha nova configuração, acrescem trabalhos, ganha-se em número, empenha-se a liquidez, ganham-se novas rugas, abrem-se velhas garrafas. Aprendemos a dois, que a felicidade a seis só é possível, se contemplar momentos a dois. Aprendemos a requisitar ajuda, apertámos no orçamento, mas ganhamos o direito a um pôr do sol só para nós. Levámos baldes e setas, raquetes e brinquedos velhos do Verão anterior, redobramos o ânimo, olhamo-nos com cumplicidade e brindamos à vida.
Isto é tudo muito fugaz para suspiros demorados, que não sejam no enlaço do torpor, de quem já foi com a palhinha aos açúcares baixos da caipirinha.
Estamos felizes. Se podíamos estar mais?
Talvez, mas a idade tem essa magia, a de amaciar a ansiedade de tudo o que poderia ser, com a alma cheia de tudo o que já é.
Estes são alguns fragmentos do nosso Verão…

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ESTADOS DE ALMA

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As loiras continuam no campo de férias a milhas de Lisboa, felizes da vida, a fazerem frete bom para virem ao telefone dizer à mãe o quanto se estão a divertir.
A mãe também não está nada mal, verdade seja dita.
Com tempinho bom para ir ao ginásio a horas malcriadas, escapadelas de praia, jantares prolongados, sapatos na sala, cinzeiros no escritório, livros nas cadeiras da cozinha e copitos de pé alto em filinha indiana na bancada. As pessoas perguntam-me se me estou a aguentar, eu respondo que estou a VIVER.
Deixei-as bem entregues, radiantes com a ideia de passarem duas semanas no meio da montanha, com roupa coçada dos verões passados, ténis usados, sacos cama e lanternas. Já tive a mesma idade e a mesma vontade. Tinha uma mãe bastante menos liberal, bastante mais protectora. E apesar de sermos 4 irmãs, um colectivo tipo gangue, fazia lhe alguma aflição a distância, esse caminho menos percorrido, por quem teme o que não conhece.
Uma vez numa entrevista perguntaram-me se ao educar as minhas filhas, me lembrava da educação que a minha mãe me tinha dado, e se o que fazia vinha em continuidade, ou por “boa” rebeldia” em contraste. Nunca tinha pensado a fundo nisso, confesso.
Sou mãe por intuição, sigo as indicações do meu coração e tenho uma certa fé, em acreditar, que o meu bom senso e a chata da minha mãe, tiveram o seu contributo na minha forma de estar e de ser, mesmo no capitulo por vezes nebuloso da maternidade. A vida dar-me à as respostas e eu farei, como tenho feito até agora, os devidos ajustes. Uma coisa é certa, passaram 72 horas de campo de férias e ambas sentimos o mesmo. <3

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De partida para o campo de férias

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As loirinhas estão de partida para o campo de férias. São 15 dias fora, numa estreia absoluta para ambas. Já estive longe bastante tempo em viagens de trabalho e de gozo, mas é a primeira vez que as deixo num sítio, sem que o conheça ou sem conhecer pessoalmente as pessoas que as cuidarão lá. Sou uma mãe descontraída, não tenho queda para penas de galinha e as minhas miúdas estão habituadas a pessoas, a locais e a imprevistos. Mas há um apertozinho de ansiedade ao saber que estão a 4 horas da mãe, que fica em Lisboa e que o pai está a milhas na África do Sul. A minha decisão de as colocar num campo fora de Lisboa não foi só a de tirar umas merecidas férias das filhas da mãe, foi dar lhes vivências diferenciadas, fora dos círculos citadinos e convencionais, foi dar lhes calo, resiliência e generosidade. Ali não há tecnologia para amparar a timidez e o vazio, há natureza bruta e convívio humano. Tenho uma certa esperança de as ir buscar numa versão melhorada, confesso;) E tenho a certeza que depois de 2 semanas sem loiras elas vão apanhar a mãe numa versão i.os 10!

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