do caraças

MEU, MINHA, NOSSO

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Sexta-feira lançaste um perfume de homem na Moda Lisboa. Estás sempre a lançar coisas.
Identifico-me contigo, nisso. Não consegues estar parada e isso faz com que tudo mexa à tua volta.
Mas na sexta feira não me consegui mexer. Não do sofá, não dos 1001 Dalmatas que estava a dar na televisão e não, do colo das minhas filhas.
Mandei-te uma mensagem a dizer que não ia. Era tão teu quanto MEU o momento. E só porque és um bocadinho MINHA também, percebeste o quanto isto é NOSSO.

Shooting for Daily Cristina
Styling: Joyce Doret
Make-up: Inês Franco
Location: Hotel Inglaterra

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Anos da Camila

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Tudo começou com um sonho. É assim que começam as melhores coisas.
O aniversário numa autocaravana em direcção à Costa Alentejana. Uma ciganinha feliz com a melhor amiga por companhia, a minha irmã mais velha ao volante e uma costa inteira à nossa espera. Dormimos debaixo das estrelas, acordamos na praia, improvisámos um carbonara no camping gás, sorvemos a madrugada e celebramos tudo: Os teus anos, os teus sonhos, os meus, os nossos e a Vida inteira.
Não posso deixar de agradecer à querida Cristina do Pão, Café & Companhia que nos preparou um picnic de sonho à beira mar. E fez a minha miúda acreditar em unicórnios.
Um beijinho gigante ao pai e ao padrinho que trouxeram a mana mais velha e juntaram-se aos laranjas do pôr do sol. Temos sorte. Mas só temos tanta sorte. Porque temos tanto amor.

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Do barco para o Veleiro.

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Depois do passeio, do almoço, das provas e dos mergulhos. Atracamos e saltamos para o veleiro. Tudo, para sentir a navegação à vela. Para mostrar às loiras o que o barulho impede de ver. Certa, de que mesmo pequeninas, elas perceberam o valor do silêncio. E como a paisagem cresce quando a alma está tranquila.

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Um sonho concretizado: UM PASSEIO NO DOURO

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Eu não sei se a Eduarda me leu o sonho. Mas concretizou-o.
E não organizou um passeio qualquer, num barco qualquer com uns quaisquer turistas por companhia, o que, sem qualquer arrogância, já teria enchido as medidas por inteiro. Fomos no Douro a vela, com um velejador de paixão, num passeio intimista, romântico, de quem conhece o vinho, o douro, as margens e as suas leis. O almoço foi servido a bordo, pela simpática Margarida, que colabora com o António, para fazer da viagem um império de sentidos. Tive medo que as miúdas se fartassem, que quisessem regressar ao espólio de fantasia dos moinhos. Mas nada disso. Deram-se à viagem com a ternura de quem reconhece a generosidade com que é recebido. O Douro à vela opera com dois barcos, um antigo de madeira e um veleiro, para quem cortar as margens do rio ao som dos sulcos das águas e das videiras. O preço médio é de 150 € por pessoa para um passeio de três horas com um almoço recheado dos melhores petiscos regionais e a visita às melhores quintas. Quem quiser pode encomendar o passeio do pôr do sol, jantar no barco e ver a noite cair sobre as margens do rio. E tudo isso, sem a bulha das fotografias, dos coletes e dos turistas apinhados no convés, ao ritmo que o Douro dita, com a mesma calma maturada com que se faz o melhor vinho do mundo. Obrigado António pela experiência enriquecida na vossa companhia.

DOURO À VELA
Operador Marítimo-Turístico – Licença nº 29
Lugar da Curvaceira – Penajóia
5100-662 LAMEGO – PORTUGAL
Tlm.: 91 8793792 | info@douro-a-vela.pt 
www.douro-a-vela.pt

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A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

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Gostei dele como gostei de pouca gente.

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Não gosto de ser repetitiva, mas a verdade é que não tive grande sorte na família que me calhou. Pelo menos, na que não dependeu directamente de mim para a sua constituição. E se calhar (repetindo o verbo) não há forma bonita de se dizer isto: Mas com excepção de alguns parentes, quase tudo não rezará na história, pelo menos, não na minha. Mas há um homem que me marcou profundamente, que lançou as raízes da sua alma dentro da minha e que fez toda a diferença na construção positiva da pessoa que hoje sou: O meu avô.
Gostei dele como gostei de pouca gente. No meio do caos, ele ensinou-me a estruturar as dúvidas, a orgulhar-me das incertezas, a não ter medo de chorar e a fazer cerimónia com a tristeza. Ensinou-me a hierarquizar as dores e a arruma-las sem medo de as tratar por tu. O meu avô era uma pessoa simples, sem a graça das frases feitas, que não fossem feitas apenas por si. O que ele me ensinou, sem me querer ensinar, revela-se em todas as madrugadas do meu dia e em todas as noites que parecem não acabar. Quando a Inês me desafiou para esta sessão, não podia ter ficado mais feliz. Uma neta e uma avó, só pode ser uma narrativa feliz. A sessão aconteceu em Campo de Ourique, no bairro onde a avó trabalhou e viveu grande parte da sua vida. Percorremos a pé as ruas, desde a Igreja do Santo Condestável até ao Jardim da parada. Detivemos-nos nos cruzamentos para abraços e histórias. A Inês pedia a avó que não chorasse a recordar, mas a avó já não tem vergonha das lágrimas que escorrem quando o coração sente. A Inês reconhece na sua avó um pilar, uma mulher de força, uma referência. E como é uma miúda cheia de inteligência e coração, sabe que as pessoas boas da nossa vida se gozam em presença, para fazer durar ainda mais, na nossa memória. A Inês não é daquelas netas que só vê os avós em noites de consoada e dias de celebração. A Inês procura diariamente a avó, e não é apenas no consolo da voz num telefonema distante, é na mãos sobre as suas mãos. Enquanto fotografávamos a Inês revivia as histórias da avó, como quem sabe uma música de cor. A minha assistente estava tão comovida que se virava para limpar as lágrimas. Foi talvez das sessões mais ternurentas que fotografei, e se não tirei 1000 fotografias, foi porque gastei mais de 1000 segundos, para sorver em palavras boas, o que só as imagens mais felizes conseguem traduzir.

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Tenho na memória

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Tenho memória de sentir os meus pés de criança a atravessar a tijoleira molhada à entrada da praça.
Tenho na memória os apertos de mão, dados no pulso, entre os fregueses conhecidos e as vendedoras de peixe.
Tenho na memória as notas que sacudiam escamas à saída dos aventais. Tenho na memória a voz do meu avó a pedir a cabeça do peixe e tudo o que lhe pertencia.
Era pouco mas alta que as bancadas de pedra onde se estendia à faina, os meus olhos contemplavam directos os olhos arregalados dos peixes. Enquanto o meu avó falava, eu espetava os dedos magrinhos no suco gelatinoso dos seus lombos, depois, como uma menina apanhada a fazer asneira, limpava-os à pressa nas calças, para que ninguém descobrisse que era assim que os ia sentindo.
E ainda hoje, quando entro no mercado, aproximo-me das bancadas de pedra, e quando já ninguém olha, resgato a memória do meu avó, tocando sorrateiramente os peixes.
E com o mesmo gosto de criança pequena, na miúda já crescida, limpo-os sempre nas minhas calças.

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Uma Grávida como eu:)

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Quando estava grávida, quer da Caetana, quer da Camila, passava a vida a ouvir vozes alheias a dizer o quanto era irrequieta. Que isso fazia mal às miúdas, que ia vezes demais ao ginásio, que corria sem pensar no peso da barriga, que trabalhava fora de ritmo, que dormia pouco, comia mal e tantas outras coisas, que só as grávidas ouvem, quando já não querem ouvir mais nada. Felizmente, escolhi um médico descomplicado e competente, que acredita que o corpo dá o sinal dos seus limites e que me deixava tranquila a ser, só o que eu era. Não me condicionei em nenhuma das gravidezes, primeiro porque, graças a Deus, não tive que o fazer, segundo, porque me sentia tão bem e tão feliz, que tinha uma espécie de energia redobrada, potenciada pela miúda dentro de mim.
A Mariana ( a grávida desta sessão) fez me lembrar de mim, não parava quieta, não se condicionava, falava como se não houvesse amanhã e transpirava energia por todos os poros da pele. O marido ria-se, quem ama sabe, quem ama conhece e quem ama não mexe.
Tenho a certeza que o vosso filho também vai ser resultado da forma como souberam viver este tempo.
Venha dai um príncipe com o mesmo desembaraço dessa mãe rainha.

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No feed de notícias do Facebook

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Faço um esforço titânico para não comentar algumas coisas que leio no feed de notícias do Facebook, e um esforço ainda maior para não comentar quem comenta despudoradamente tudo o que lê, numa exaltação de ofendido, com um olhar carrasco, com uma obsessão cega de justiça, como se fossem carniceiros da razão e bastiões de bom senso. E mesmo quando uma situação me choca ou toca, faço um esforço por recolher fontes de informação que me sustentem emocionalmente a razão. Não deixo que o brio maternal (que não reclamo) nem as práticas alimentares (que não pratico) nem a religião (que não profetizo) se sobreponham sem escrúpulos ou filtros às situações que são descritas.
E o mais estranho de tudo, é que há notícias “humanamente” tão graves, que conseguem ter comentários que as suplantam em horror.
Não sei quem são essas pessoas, nem quero saber, mas gostava que a minha vida fosse suficientemente sã, para que nunca tenha que colidir, interagir ou qualquer outra prática verbal, com esses seres que de humano sobejam muito pouco.
Bom dia Primavera:)

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Hoje estou estupidamente feliz.

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Estes dias têm sido tão velozes, que nem tem dado tempo, para dar aos momentos, o que eles merecem.
Hoje estou estupidamente feliz. As miúdas têm os últimos testes (não me canso de o dizer) e para mim, começa um reinado de tranquilidade, outro tipo de tranquilidade, já que as loiras rondarão o pedaço em busca do que fazer. Mas cada coisa no seu dia. Para ser feliz, é preciso saber reagendar preocupações. Mas não era nada disto que eu queria partilhar. Só não me contenho de alegria. (hoje é Burger king para toda a gente e o melhor reserva tinto para os crescidos). O que eu queria mesmo é dar os Parabéns à Rita da fotografia. A cozinheira dos cozinhados que fotografei para um livro delicioso que já está nas bancas deste Portugal. Disse na apresentação do livro, que quando a Rita me contactou por email estava longe de achar ser, a pessoa indicada para um roll de fotografias de alimentação saudável. Eu, rainha obstinada das tábuas de enchidos, discípula de Baco e devoradora de gomas. Mas é no contraste que se ganha definição e demo-nos como melão e presunto.
Obrigado miúda do Sul por me teres confiado o norte das tuas fotografias. E por teres sublinhado com este projecto que as calorias da amizade são as que mais nos engordam de vida. Que mantenhas sempre esse teu açúcar.
http://ritasmessykitchen.blogspot.pt/

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