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MERCADO não é mercadoria

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Também é nos mercados que se conhece as pessoas. Mas não é fácil visitar o mercado em São Tomé. É fácil ir, mas pouco dá para conviver com as pessoas quando se chega em grandes grupos, com máquinas em punho e este “ar branquela”. As pessoas sentem-se alvo de voyeurismo turístico, expostas em postais futuros no nosso País Natal. Enquanto passamos nos corredores apertados, entre frutas e galinhas, ouvem-se as vozes iradas das mulheres a dizer: – Siga! Siga. Como se fôssemos baratas para sacudir com os pés. Já cá tinha vindo mas vim com um amigo são tomense e até peixe comprei para puder conversar e registar o momento. Percebo, compreendo e aceito. Também eu e as minhas filhas, fomos fotografadas em Alfama por turistas (quando lá vivíamos) como se fossemos parte de um postal local. O turista tem que entrar com humildade, perceber que os mercados são os polos do negócio local, não são enfeite para o nosso deleite. E os comerciantes irão percebendo que muitos dos visitantes querem apenas registrar a diferença e o exotismo dos produtos locais. São construções demoradas que ajudaria se fossem melhor suportadas por um bom apoio ao turismo. Mas isso são ambições de quem gosta. Espero ajudar à minha maneira e com a minha dimensão. Irei sempre a um bom mercado local.

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O pavio dos sonhos

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Sei que o mundo é enorme e que há um milhão de lugares por descobrir. Também sei que a vida é curta para todas as milhas que pomos nos sonhos. Também sei que sempre que a vida me dá uma oportunidade de me pôr a milhas, vou. Mas sei que não vou poder ir a todos os lugares onde já sonhei ir. Já houve uma altura na vida, em que este pensamento repetido era todo angústia. Hoje em dia já saboreio cada lugar sem a sombra do próximo destino, da mesma forma que aprendi a entregar-me às pessoas que gosto, sem ambicionar outros colos. Ainda sei pouco, mas já aprendi que o pavio da vida tem comprimento que chegue para soprar muitas velas. E que repetir um destino é como beijar uma segunda vez um primeiro amor. Por isso, repito, releio, relanço e rebolo no destino repetido, como se ele fosse um sonho embrulhado de novo, que a vida me deu para rasgar outra vez.

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Regressar vezes sem conta…

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Há uma semana atrás estava em Espanha a celebrar os meus anos, hoje estou em São Tomé com um grupo fabuloso a desbravar uma ilha onde me sinto em casa. Não conheço todos os cantos à casa, mas de alguma forma sinto que a casa me conhece. Regresso aos lugares que conheci, desbravo outros que ainda não conhecia, respiro esta doce humidade, junto com a largura incomensurável destes sorrisos. Tive tanta sorte com o grupo, como tenho com quase toda a gente que me calha, esperando que sintam o mesmo comigo. Somos oito, conjugamos as nossas diferenças como se fossemos partes dissonantes, que se equilibram de forma perfeita no mesmo conjunto. Dá me um gozo redobrado, conduzir sem guiar, levar sem carregar. Também eu, me sinto a ser transportado por esse entusiasmo virgem de quem olha para tudo com o encanto da primeira vez. Estou a adorar e sempre soube, que regressaria vezes sem conta…com o encanto da primeira vez. Obrigada Marta, Mónica B, Mónica M, Joana, Sofia, Renato e Duarte.

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São Tomé & Principe

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Enquanto falo a mala para me pirar daqui a bocadinho e gozo os últimos cartuchos agarradinhas às minhas loiras, deixo aqui alguns dos melhores momentos que marcaram a nossa ida a São Tomé. E um excerto que escrevi sobre este pedacinho delicioso de terra:
“Há uma ilha no Equador que é feita de verdes e de amarelos. É assim que começa a história de duas meninas que foram conhecer um sítio que virou lugar. Essas duas meninas eram irmãs e tinham 3 e 6 anos. Eram meninas de sorte porque já tinham ido viajar para a América do Sul, México, República Dominicana e para tantos outros sítios, onde existiam crianças e piscinas muito compridas, buffets gigantes e noites de musicais. Desta vez a mãe decidiu que as queria levar para longe dos resorts acéticos, dos ambientes protegidos, dos aglomerados de famílias, das pulseirinhas e do esparguete à bolonhesa. Queria um sítio diferente, onde a animação era construída ao compasso da vida serena, onde o relógio dos dias era o Sol e a Lua e as crianças construíam os seus próprios brinquedos. Um lugar onde a natureza fosse soberana, onde as estações se misturam e as ruas fervilham de pessoas. Um local onde o maior souvenir é o sorriso, e o íman que fica para colar no frigorífico é uma memória que dura para sempre.
E assim foi.
Sem saber exactamente para onde iam, embarcaram para São Tomé e Príncipe em Agosto, uma antiga colónia portuguesa que se situa no Golfo da Guiné e que foi descoberta pelos portugueses em 1470.
Algumas pessoas próximas das meninas tinham medo, porque a Malária estava quase extinta mas não totalmente erradicada, porque não existem hospitais com qualidade e porque não havia muitos turistas a levarem crianças pequeninas para o interior da ilha. Mas a mãe decidiu que era a aventura que queria que vivessem e cheias de sorte, aterraram nessa ilha feita de verdes e amarelos, numa madrugada quente. Estiveram dez dias na ilha e nunca tomaram outro banho, que não fosse o do mar morno e das pessoas quentes. Nem se lembravam que havia países onde há piscinas de quilómetros e escorregas, nem notaram a falta do buffet imenso, nem dos gelados servidos a sorver musicais. Com graça, a mais pequenina das irmãs perguntava à mãe, se ali só existiam castanhos. Se eram as únicas amarelas da ilha. E a mãe sorria, porque tudo o que a mãe sonhava era que as suas duas filhas aprendessem a viver num mundo que não distingue Pantone, com um sorriso que não distingue pessoas, entre a floresta, a areia e o que a terra devolve a quem sabe receber. Durante os dias que lá estiveram, viajaram de carrinha de caixa aberta e de coração no mesmo modo.
Respiraram a humidade densa da floresta enquanto percorriam as curvas acentuadas da estrada do Sul, pararam para se encher de verde, brincaram com todas as crianças de todas as bermas, em todas as ruas, andaram descalças nas praias de areia preta e amarela, mergulharam com os amigos novos e com os velhos a quem dávamos boleia, entraram pelas casas nas aldeias, pelos quartos nas roças e saltaram à corda no meio da população como se fossem saltimbancos ambulantes a dar show entre cidades. Quando a noite caía, elas caíam com a noite, mas a cabeça repousava nas histórias vividas e nos sonhos do que ainda iam viver.
Nunca noutro destino, noutro sítio, como neste lugar foram tão livres. Mesmo no bairro onde viviam, onde as pessoas se falavam e as ruas se entornavam de gente, foram tão bem recebidas como aqui. E mesmo quando a fome apertava entre os quilómetros de terra batida, supria-se o alimento com brincadeira, e ao jeito de desenrasca havia sempre uma mão castanha que nos apanhava um coco, que nos descascava uma papaia ou que nos safava um dos mil tipos de banana na versão frita. Quando fomos visitar as roças as duas irmãs não queriam acreditar na beleza daquelas casas comidas pelo abandono do tempo e pela força da vegetação.
Nada daquilo se parecia com nenhum sítio onde tivessem estado. Olhavam para as crianças vestidas com pouca roupa, observavam as t-shirts rotas, as linhas soltas, as sandálias descosidas e não lhes faltava na cara um sorriso rasgado. A mais velha das irmãs ia mais longe nas questões, e percebeu o quão felizes eram com tão pouco que tinham. E uma noite pediu à mãe que lhes desse a roupa que traziam nas malas. Naquele dia todas as meninas da aldeia vestiram vestidinhos compridos e saias rodadas. Mas ao invés de os fecharem em casas à espera de ocasião, vestiram-nos de imediato, como fazem as pessoas que sabem que a felicidade está no Presente da vida. Nesse dia os vestidos ficaram cheios de areia e restos de fruta, foram a banhos e a rodas. Provavelmente quando lá voltarmos, os vestidos terão a mesma força do desgaste de tudo o que é vivido. E se as irmãs já não se poupavam à vida, tenho a certeza que regressaram com a consciência acesa de que há momentos, pessoas e oportunidades que se devem consumir no momento em que a vida nos dá a conhecer.
E se a ilha marca pela beleza descomprometida da paisagem, da floresta que cresce sem travão, das árvores que dão frutos enormes, do cacau plantado, das pimentas e das bananas, a ilha marca sobretudo pelas pessoas, pelos sorrisos e pela proximidade. E se as praias desertas dão um estímulo ao turismo galopante é mesmo nas pessoas desta ilha que reside a natureza selvagem de tudo o que cresce e multiplica.
Quando chegaram a Portugal, e nos meses que se seguiram, as manas perguntavam vezes sem fim quando regressariam, tinham saudades dos amigos castanhos, das multidões das aldeias e da liberdade. Não apanharam nenhuma doença, nenhum escaldão e poucas foram as picadas de mosquito. Não passaram fome, nem sede. Dormiram todas as noites estafadas da felicidade dos dias e carimbaram o passaporte da vida, com o íman das melhores recordações. Voltei a São Tomé sem as duas irmãs, mas quero regressar em breve, com as duas meninas que vieram de uma ilha com muito mundo. E que perceberam que viajar não é sair de casa para entrar num ambiente protegido, feito à medida dos nossos sonhos. Viajar é conhecer outros sítios que se tornam lugares nas nossas vivências, que nos transformam, que nos desafiam a sermos humanos e que nos fazem crescer, mesmo quando já passaram anos desde que de lá partimos. Porque uma viagem é verdadeiramente uma semente e nós só o sabemos quando nos sentimos diferentes. E naquela ilha pequenina, rodeada de mar, aprenderam sem qualquer moral que o pior mal é não puderes ser tudo o que queres.
Só porque ali, puderam ser tudo. Obrigado STP.”

Isabel Saldanha

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SAINT EMILION – Um destino imperdível

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A cidade de Saint Emilion foi fundada no século 8 pelo monge Emilion. Saint Emilion é hoje a cidade mais importante da Juridiction de Saint Emilion. Formada por outras 7 cidades , a Juridiction de Saint Emilion foi inscrita na Lista do Patrimonio Mundial da UNESCO em 1999. Esta cidade medieval feita de pedra calcário está rodeada de vinhos e chateâuxs de se perder a cabeça, sobretudo para quem alinha nos desígnios de Baco, que é o meu caso. Sim, não vale trazer aqui malta da água das pedras. Aqui come-se foie gras como quem come tremoços com cerveja e bebe-se vinho, muito vinho. A cidade é um encanto, cheia de ruelas íngremes e túneis escavados na pedra. Não vale viver de passagem é um destino que merece visita e permanência. Os vinhos são caros, muito caros. Os mais baratos num restaurante rondam os 28€ a garrafa de 75cl e arriscam-se a beber um vinho com equivalência do pacote, com que temperamos à pressa lá em casa. Mas aqui é assim, porta sim, porta sim, uma casa de vinhos, as restantes são pastelarias, restaurantes e monumentos. Mas a cidade é para lá de fabulosa, um daqueles pedaços na terra onde nos queremos demorar a ser felizes. E eu diria que é quase impossível não ser feliz aqui. As vistas não deixam a alma ir abaixo. E abaixo são as caves de vinho. Planeiem com antecedência porque o alojamento é caro fora dos Hostels e está sempre cheio. Vim de carro, parei em Zamora para almoçar e dormi em Bilbao, parei em Saint Sebastian no dia seguinte para almoçar e segui viagem até aqui. Foram 1200 Kms de gastronomia e paisagem. Mas do percurso até cá, falarei com detalhe noutras núpcias, hoje é véspera do meu aniversário e tenho um GRAND CRU na minha varanda para celebrar à vida.

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MON PETIT CHATEÂUX

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Há mais de 816 chateâuxs na Região de Saint Emilion. Estes chateâuxs correspondem aos nossos produtores de vinho. Cada um destes “humildes” castelinhos está rodeado de vinhas, numa extensão plana e absurda de verdes, amarelos e vermelhos . As fotografias não fazem justiça à realidade. Estou instalada neste pequeno pedaço de paraíso do século XIX. Faço anos amanhã e também gosto de me sentir princesa. Embora não tenha vindo munida de saiotes:)
Quem me acompanha à algum tempo, sabe que os tempos têm sido sinuosos (não me vem à memória palavra, também ela justa, para o momento que estou a viver). Este chateâux chama-se Grand Barrail e é lindo, absolutamente acolhedor e cheio de detalhes, que nos fazem reviver a época. Ponderamos ficar no centro de Saint Emilion, o destino final desta viagem, mas estava quase tudo cheio e os bons hotéis têm preços proibitivos. Mais vale que sobre para o vinho, pensei:) Do hotel são 4 kms até à cidade medieval, dá para ir a pé, de bicicleta ou de carro. Mas quanto a Saint Emilion, propriamente dito, deixo para o próximo post. Porque é merecedor de uma folha só para si. E agora que desfrutem quase tanto como eu, que escrevo da varanda majestosa deste castelo, enquanto bebo um gin tónico, espero pela chamada das minhas princesas e me perco na paisagem de vinho.

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MEU, MINHA, NOSSO

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Sexta-feira lançaste um perfume de homem na Moda Lisboa. Estás sempre a lançar coisas.
Identifico-me contigo, nisso. Não consegues estar parada e isso faz com que tudo mexa à tua volta.
Mas na sexta feira não me consegui mexer. Não do sofá, não dos 1001 Dalmatas que estava a dar na televisão e não, do colo das minhas filhas.
Mandei-te uma mensagem a dizer que não ia. Era tão teu quanto MEU o momento. E só porque és um bocadinho MINHA também, percebeste o quanto isto é NOSSO.

Shooting for Daily Cristina
Styling: Joyce Doret
Make-up: Inês Franco
Location: Hotel Inglaterra

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Anos da Camila

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Tudo começou com um sonho. É assim que começam as melhores coisas.
O aniversário numa autocaravana em direcção à Costa Alentejana. Uma ciganinha feliz com a melhor amiga por companhia, a minha irmã mais velha ao volante e uma costa inteira à nossa espera. Dormimos debaixo das estrelas, acordamos na praia, improvisámos um carbonara no camping gás, sorvemos a madrugada e celebramos tudo: Os teus anos, os teus sonhos, os meus, os nossos e a Vida inteira.
Não posso deixar de agradecer à querida Cristina do Pão, Café & Companhia que nos preparou um picnic de sonho à beira mar. E fez a minha miúda acreditar em unicórnios.
Um beijinho gigante ao pai e ao padrinho que trouxeram a mana mais velha e juntaram-se aos laranjas do pôr do sol. Temos sorte. Mas só temos tanta sorte. Porque temos tanto amor.

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Do barco para o Veleiro.

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Depois do passeio, do almoço, das provas e dos mergulhos. Atracamos e saltamos para o veleiro. Tudo, para sentir a navegação à vela. Para mostrar às loiras o que o barulho impede de ver. Certa, de que mesmo pequeninas, elas perceberam o valor do silêncio. E como a paisagem cresce quando a alma está tranquila.

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Um sonho concretizado: UM PASSEIO NO DOURO

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Eu não sei se a Eduarda me leu o sonho. Mas concretizou-o.
E não organizou um passeio qualquer, num barco qualquer com uns quaisquer turistas por companhia, o que, sem qualquer arrogância, já teria enchido as medidas por inteiro. Fomos no Douro a vela, com um velejador de paixão, num passeio intimista, romântico, de quem conhece o vinho, o douro, as margens e as suas leis. O almoço foi servido a bordo, pela simpática Margarida, que colabora com o António, para fazer da viagem um império de sentidos. Tive medo que as miúdas se fartassem, que quisessem regressar ao espólio de fantasia dos moinhos. Mas nada disso. Deram-se à viagem com a ternura de quem reconhece a generosidade com que é recebido. O Douro à vela opera com dois barcos, um antigo de madeira e um veleiro, para quem cortar as margens do rio ao som dos sulcos das águas e das videiras. O preço médio é de 150 € por pessoa para um passeio de três horas com um almoço recheado dos melhores petiscos regionais e a visita às melhores quintas. Quem quiser pode encomendar o passeio do pôr do sol, jantar no barco e ver a noite cair sobre as margens do rio. E tudo isso, sem a bulha das fotografias, dos coletes e dos turistas apinhados no convés, ao ritmo que o Douro dita, com a mesma calma maturada com que se faz o melhor vinho do mundo. Obrigado António pela experiência enriquecida na vossa companhia.

DOURO À VELA
Operador Marítimo-Turístico – Licença nº 29
Lugar da Curvaceira – Penajóia
5100-662 LAMEGO – PORTUGAL
Tlm.: 91 8793792 | info@douro-a-vela.pt 
www.douro-a-vela.pt

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