cenas do coração

Family time, Always

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Não. Nunca vou deixar de fotografar famílias. Estas sessões enchem-me as medidas. Conheço gente do caraças, que de outra forma não encontraria. Ou se encontrasse, não seria em modo de registo e de partilha. Uma sessão fotográfica é tudo, menos, apenas uma sessão fotográfica. Consumo as pessoas como veículos de experiências, falamos sobre tudo, trocamos agulhas e composições, falamos das nossas famílias e dos nossos futuros. Aprendo em cada conversa, com cada pessoa, sobre cada profissão, visão, destino e ambições. Não há uma sessão fotográfica onde eu não tenha aprendido um bocadinho mais sobre o mundo e as pessoas. É tão inspirador, que às vezes tenho a certeza, que farei de algumas delas, personagens ricas dos meus livros.
E é tão rico que faço de muitas delas amigas para sempre.

*Obrigado Marta. Desejo à vossa família a maior das sortes nesta nova missão e neste novo destino. Em breve farei uma visita:)

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Bora a São Tomé?

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De 22 a 29 de Outubro!
E não pensem que é cena de excursão chata. Nem que eu vou com um microfone a ler folhas soltas no autocarro.
Nada disso. O programa somos nós que o fazemos. Ao nosso ritmo, com a nossa indulgência e a nossa energia.
Com conversa solta, sol, cervejas geladas, caminhadas, conversas locais e muitos mergulhos . Com espaço para cada um desbravar caminhos e conversas, sem terapia de grupo, que não seja a gargalhada solta.
São Tomé é um sonho. E não há nada melhor que ir viver o sonho!
Bora!

Reservas:
paulo.andrade@hbd.com

Captura de ecrã 2016-09-2, às 15.29.56

O programa completo da viagem aqui:
http://isabelsaldanha.com/wp-content/uploads/2016/08/Programa-OmaliIS.pdf
http://www.omalilodge.com/isabelsaldanha/index

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Para as pessoas mais importantes do Mundo

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É assim que o pequeno se faz grande.
É nos detalhes que a alma das coisas se revela. É naquele sussurro na orelha ao acordar, é nos pés que se encaixam nas madrugadas frias, é na tábua de madeira pintada à mão, é no caminho feito de pedras que só pediam uma ordem, é no respeito do que já era bom, é no acarinhar do que já se tem de belo, é na construção humilde sob um pano de fundo trabalhado pela natureza, é no detalhe que dá brilho sem ofuscar, no machado que repousa sem partir, na tábua que se entorta no uso dos cotovelos, é na cabeça baixa que contorna a videira. É na alma grande, de quem acrescenta pequeninas coisas, sem a ambição das coisas maiores.
E são estes sítios, com essas pessoas, nesses detalhes pequeninos, que descubro as coisas grandes em mim.
Os Moinhos de Ovil têm essa magia, esse toque de pó de fada, esse brilho. E nós voltamos de lá mais PAN´s que Peter, deixámos os ganchos na corrente do rio e chegamos a Lisboa com a certeza que ainda temos alma de meninos perdidos. E que voltaremos, as vezes que forem precisas, para nunca nos chegarmos a encontrar.
Só porque a graça da magia, dizem as fadas mais sábias…está no brilho da procura eterna.

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Um sonho concretizado: UM PASSEIO NO DOURO

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Eu não sei se a Eduarda me leu o sonho. Mas concretizou-o.
E não organizou um passeio qualquer, num barco qualquer com uns quaisquer turistas por companhia, o que, sem qualquer arrogância, já teria enchido as medidas por inteiro. Fomos no Douro a vela, com um velejador de paixão, num passeio intimista, romântico, de quem conhece o vinho, o douro, as margens e as suas leis. O almoço foi servido a bordo, pela simpática Margarida, que colabora com o António, para fazer da viagem um império de sentidos. Tive medo que as miúdas se fartassem, que quisessem regressar ao espólio de fantasia dos moinhos. Mas nada disso. Deram-se à viagem com a ternura de quem reconhece a generosidade com que é recebido. O Douro à vela opera com dois barcos, um antigo de madeira e um veleiro, para quem cortar as margens do rio ao som dos sulcos das águas e das videiras. O preço médio é de 150 € por pessoa para um passeio de três horas com um almoço recheado dos melhores petiscos regionais e a visita às melhores quintas. Quem quiser pode encomendar o passeio do pôr do sol, jantar no barco e ver a noite cair sobre as margens do rio. E tudo isso, sem a bulha das fotografias, dos coletes e dos turistas apinhados no convés, ao ritmo que o Douro dita, com a mesma calma maturada com que se faz o melhor vinho do mundo. Obrigado António pela experiência enriquecida na vossa companhia.

DOURO À VELA
Operador Marítimo-Turístico – Licença nº 29
Lugar da Curvaceira – Penajóia
5100-662 LAMEGO – PORTUGAL
Tlm.: 91 8793792 | info@douro-a-vela.pt 
www.douro-a-vela.pt

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Moinhos de Ovil

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Descobri os moinhos quando fui convidada para fotografar um editorial de noivas aqui no Douro. Mas apanhei um dilúvio tão grande que pouco vi do que prometia e regressei nessa mesma tarde a Lisboa. Mas não esqueci a Eduarda. E a sua simpatia prometia um reencontro. Regressei ontem com as minhas miúdas. Na promessa de levar do Douro um coração coeso e uma memória rica. Demora cerca de 3 horas aqui a chegar e quando finalmente viramos para Marco de Canaveses percebemos nas manchas carbonizadas da paisagem a dor dos últimos incêndios. Mas o verde volta a ganhar contraste à medida que nos aproximamos de Ovil. Depois…depois foi entrar num sonho. Um antigo moinho convertido numa casa caiada de bom gosto, num labirinto de rios e pedras, num cem número de socalcos decorados com magia. E as loiras entraram, (“invadiram” seria o verbo correcto) e exploraram o espaço, preparado com o carinho, de quem sabe receber com mimo, quem chega e vem por bem. Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos.

*Amanhã coloco valores. contactos. serviços. e afins. Hoje não queremos formalizar o sonho.

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A bolha dentro da bolha

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Tanta barriguda gira que anda para aí:)* E eu vou conhecendo algumas. É nestas alturas que recordo as minhas barrigas e o nascimento das minhas miúdas.
Parece-me tudo tão distante agora. Há coisas que nem recordo com precisão.
Passa tudo tão rápido.
Olho para elas agora, gigantes, autónomas, opinativas e já pouco lhes encontro o traço dos bebés que foram.
No fundo, todas as mães sabem, que cresçam o que crescerem, haverá sempre espaço que chegue de colo, mesmo que seja sentado:)
Ainda não sinto saudades de ter um bebé. Não sei se alguma vez terei outra vez. Mas conheço de cor a magia única daqueles momentos em que nos entregam nas mãos um filho. Sei o que é a ampliação imediata de um coração, o choque de adrenalina do primeiro toque, o som único dos nossos filhos e a relação que se vai criando, em cada momento de alegria e de cansaço. Desses momentos tenho saudade. A bolha dentro da bolha. A vida que se abre dentro da vida.

*Parabéns Inês & Miguel

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A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

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Gostei dele como gostei de pouca gente.

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Não gosto de ser repetitiva, mas a verdade é que não tive grande sorte na família que me calhou. Pelo menos, na que não dependeu directamente de mim para a sua constituição. E se calhar (repetindo o verbo) não há forma bonita de se dizer isto: Mas com excepção de alguns parentes, quase tudo não rezará na história, pelo menos, não na minha. Mas há um homem que me marcou profundamente, que lançou as raízes da sua alma dentro da minha e que fez toda a diferença na construção positiva da pessoa que hoje sou: O meu avô.
Gostei dele como gostei de pouca gente. No meio do caos, ele ensinou-me a estruturar as dúvidas, a orgulhar-me das incertezas, a não ter medo de chorar e a fazer cerimónia com a tristeza. Ensinou-me a hierarquizar as dores e a arruma-las sem medo de as tratar por tu. O meu avô era uma pessoa simples, sem a graça das frases feitas, que não fossem feitas apenas por si. O que ele me ensinou, sem me querer ensinar, revela-se em todas as madrugadas do meu dia e em todas as noites que parecem não acabar. Quando a Inês me desafiou para esta sessão, não podia ter ficado mais feliz. Uma neta e uma avó, só pode ser uma narrativa feliz. A sessão aconteceu em Campo de Ourique, no bairro onde a avó trabalhou e viveu grande parte da sua vida. Percorremos a pé as ruas, desde a Igreja do Santo Condestável até ao Jardim da parada. Detivemos-nos nos cruzamentos para abraços e histórias. A Inês pedia a avó que não chorasse a recordar, mas a avó já não tem vergonha das lágrimas que escorrem quando o coração sente. A Inês reconhece na sua avó um pilar, uma mulher de força, uma referência. E como é uma miúda cheia de inteligência e coração, sabe que as pessoas boas da nossa vida se gozam em presença, para fazer durar ainda mais, na nossa memória. A Inês não é daquelas netas que só vê os avós em noites de consoada e dias de celebração. A Inês procura diariamente a avó, e não é apenas no consolo da voz num telefonema distante, é na mãos sobre as suas mãos. Enquanto fotografávamos a Inês revivia as histórias da avó, como quem sabe uma música de cor. A minha assistente estava tão comovida que se virava para limpar as lágrimas. Foi talvez das sessões mais ternurentas que fotografei, e se não tirei 1000 fotografias, foi porque gastei mais de 1000 segundos, para sorver em palavras boas, o que só as imagens mais felizes conseguem traduzir.

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AMOR X3

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Dizem que três é a conta que Deus fez. Eu fiz por baixo e já acho uma equação difícil nos dias em que me falta inspiração.
Mas a Ana parece fluir entre o colectivo ímpar das filhas. Entre o olhar de repreensão à asneira e a ternura profunda no sorriso atrevido das miúdas, há uma mãe e três filhas com um amor honesto e gigante.
Não te conhecia Ana, nem às miúdas. E achei-vos muito sãs e muito verdadeiras. Uma família desembaraçada com a cumplicidade certa entre a liberdade, a ordem, a desordem e o amor. Foi uma sessão fotográfica, mas nem isso pareceu, as fotografias recordam-em uma manhã passada na praia a brincar com amigas e pequeninas e a tomar café com uma amiga grande. E é assim que vos vou recordar.

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Uma Grávida como eu:)

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Quando estava grávida, quer da Caetana, quer da Camila, passava a vida a ouvir vozes alheias a dizer o quanto era irrequieta. Que isso fazia mal às miúdas, que ia vezes demais ao ginásio, que corria sem pensar no peso da barriga, que trabalhava fora de ritmo, que dormia pouco, comia mal e tantas outras coisas, que só as grávidas ouvem, quando já não querem ouvir mais nada. Felizmente, escolhi um médico descomplicado e competente, que acredita que o corpo dá o sinal dos seus limites e que me deixava tranquila a ser, só o que eu era. Não me condicionei em nenhuma das gravidezes, primeiro porque, graças a Deus, não tive que o fazer, segundo, porque me sentia tão bem e tão feliz, que tinha uma espécie de energia redobrada, potenciada pela miúda dentro de mim.
A Mariana ( a grávida desta sessão) fez me lembrar de mim, não parava quieta, não se condicionava, falava como se não houvesse amanhã e transpirava energia por todos os poros da pele. O marido ria-se, quem ama sabe, quem ama conhece e quem ama não mexe.
Tenho a certeza que o vosso filho também vai ser resultado da forma como souberam viver este tempo.
Venha dai um príncipe com o mesmo desembaraço dessa mãe rainha.

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