cenas do coração

Um sonho concretizado: UM PASSEIO NO DOURO

verde (1 de 7)

Eu não sei se a Eduarda me leu o sonho. Mas concretizou-o.
E não organizou um passeio qualquer, num barco qualquer com uns quaisquer turistas por companhia, o que, sem qualquer arrogância, já teria enchido as medidas por inteiro. Fomos no Douro a vela, com um velejador de paixão, num passeio intimista, romântico, de quem conhece o vinho, o douro, as margens e as suas leis. O almoço foi servido a bordo, pela simpática Margarida, que colabora com o António, para fazer da viagem um império de sentidos. Tive medo que as miúdas se fartassem, que quisessem regressar ao espólio de fantasia dos moinhos. Mas nada disso. Deram-se à viagem com a ternura de quem reconhece a generosidade com que é recebido. O Douro à vela opera com dois barcos, um antigo de madeira e um veleiro, para quem cortar as margens do rio ao som dos sulcos das águas e das videiras. O preço médio é de 150 € por pessoa para um passeio de três horas com um almoço recheado dos melhores petiscos regionais e a visita às melhores quintas. Quem quiser pode encomendar o passeio do pôr do sol, jantar no barco e ver a noite cair sobre as margens do rio. E tudo isso, sem a bulha das fotografias, dos coletes e dos turistas apinhados no convés, ao ritmo que o Douro dita, com a mesma calma maturada com que se faz o melhor vinho do mundo. Obrigado António pela experiência enriquecida na vossa companhia.

DOURO À VELA
Operador Marítimo-Turístico – Licença nº 29
Lugar da Curvaceira – Penajóia
5100-662 LAMEGO – PORTUGAL
Tlm.: 91 8793792 | info@douro-a-vela.pt 
www.douro-a-vela.pt

verde (1 de 5)

verde (2 de 5)

verde (2 de 7)

verde (2 de 15)

verde (3 de 5)

verde (3 de 15)

verde (4 de 5)

verde (4 de 15)

verde (5 de 5)

verde (5 de 15)

verde (6 de 7)

verde (8 de 15)

verde (14 de 15)

verde (15 de 15)

Comentar

Moinhos de Ovil

MOINHOS (3 de 1)

Descobri os moinhos quando fui convidada para fotografar um editorial de noivas aqui no Douro. Mas apanhei um dilúvio tão grande que pouco vi do que prometia e regressei nessa mesma tarde a Lisboa. Mas não esqueci a Eduarda. E a sua simpatia prometia um reencontro. Regressei ontem com as minhas miúdas. Na promessa de levar do Douro um coração coeso e uma memória rica. Demora cerca de 3 horas aqui a chegar e quando finalmente viramos para Marco de Canaveses percebemos nas manchas carbonizadas da paisagem a dor dos últimos incêndios. Mas o verde volta a ganhar contraste à medida que nos aproximamos de Ovil. Depois…depois foi entrar num sonho. Um antigo moinho convertido numa casa caiada de bom gosto, num labirinto de rios e pedras, num cem número de socalcos decorados com magia. E as loiras entraram, (“invadiram” seria o verbo correcto) e exploraram o espaço, preparado com o carinho, de quem sabe receber com mimo, quem chega e vem por bem. Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos.

*Amanhã coloco valores. contactos. serviços. e afins. Hoje não queremos formalizar o sonho.

MOINHOS (20 de 20)

MOINHOS (6 de 20)

MOINHOS (12 de 20)

MOINHOS (13 de 20)

MOINHOS (14 de 20)

MOINHOS (15 de 20)

MOINHOS (17 de 20)

MOINHOS (18 de 20)

MOINHOS (19 de 20)

Comentar

A bolha dentro da bolha

Sessão Inês Melo | Grávida004

Tanta barriguda gira que anda para aí:)* E eu vou conhecendo algumas. É nestas alturas que recordo as minhas barrigas e o nascimento das minhas miúdas.
Parece-me tudo tão distante agora. Há coisas que nem recordo com precisão.
Passa tudo tão rápido.
Olho para elas agora, gigantes, autónomas, opinativas e já pouco lhes encontro o traço dos bebés que foram.
No fundo, todas as mães sabem, que cresçam o que crescerem, haverá sempre espaço que chegue de colo, mesmo que seja sentado:)
Ainda não sinto saudades de ter um bebé. Não sei se alguma vez terei outra vez. Mas conheço de cor a magia única daqueles momentos em que nos entregam nas mãos um filho. Sei o que é a ampliação imediata de um coração, o choque de adrenalina do primeiro toque, o som único dos nossos filhos e a relação que se vai criando, em cada momento de alegria e de cansaço. Desses momentos tenho saudade. A bolha dentro da bolha. A vida que se abre dentro da vida.

*Parabéns Inês & Miguel

Sessão Inês Melo | Grávida001

Sessão Inês Melo | Grávida013

Sessão Inês Melo | Grávida006

Sessão Inês Melo | Grávida008

Sessão Inês Melo | Grávida014

Sessão Inês Melo | Grávida024

Sessão Inês Melo | Grávida021

Sessão Inês Melo | Grávida030

Sessão Inês Melo | Grávida036

Sessão Inês Melo | Grávida038

Sessão Inês Melo | Grávida034

Sessão Inês Melo | Grávida039

Comentar

A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

varrifana001

varrifana002

varrifana003

alternativas-3

alternativas-2

alternativas-1

varrifana004

varrifana005

varrifana008

varrifana006

varrifana007

varrifana010

alternativas-5

alternativas-4

varrifana011

varrifana013

varrifana014

varrifana015

varrifana012

varrifana016

Comentar

Gostei dele como gostei de pouca gente.

INES & AVO-19

Não gosto de ser repetitiva, mas a verdade é que não tive grande sorte na família que me calhou. Pelo menos, na que não dependeu directamente de mim para a sua constituição. E se calhar (repetindo o verbo) não há forma bonita de se dizer isto: Mas com excepção de alguns parentes, quase tudo não rezará na história, pelo menos, não na minha. Mas há um homem que me marcou profundamente, que lançou as raízes da sua alma dentro da minha e que fez toda a diferença na construção positiva da pessoa que hoje sou: O meu avô.
Gostei dele como gostei de pouca gente. No meio do caos, ele ensinou-me a estruturar as dúvidas, a orgulhar-me das incertezas, a não ter medo de chorar e a fazer cerimónia com a tristeza. Ensinou-me a hierarquizar as dores e a arruma-las sem medo de as tratar por tu. O meu avô era uma pessoa simples, sem a graça das frases feitas, que não fossem feitas apenas por si. O que ele me ensinou, sem me querer ensinar, revela-se em todas as madrugadas do meu dia e em todas as noites que parecem não acabar. Quando a Inês me desafiou para esta sessão, não podia ter ficado mais feliz. Uma neta e uma avó, só pode ser uma narrativa feliz. A sessão aconteceu em Campo de Ourique, no bairro onde a avó trabalhou e viveu grande parte da sua vida. Percorremos a pé as ruas, desde a Igreja do Santo Condestável até ao Jardim da parada. Detivemos-nos nos cruzamentos para abraços e histórias. A Inês pedia a avó que não chorasse a recordar, mas a avó já não tem vergonha das lágrimas que escorrem quando o coração sente. A Inês reconhece na sua avó um pilar, uma mulher de força, uma referência. E como é uma miúda cheia de inteligência e coração, sabe que as pessoas boas da nossa vida se gozam em presença, para fazer durar ainda mais, na nossa memória. A Inês não é daquelas netas que só vê os avós em noites de consoada e dias de celebração. A Inês procura diariamente a avó, e não é apenas no consolo da voz num telefonema distante, é na mãos sobre as suas mãos. Enquanto fotografávamos a Inês revivia as histórias da avó, como quem sabe uma música de cor. A minha assistente estava tão comovida que se virava para limpar as lágrimas. Foi talvez das sessões mais ternurentas que fotografei, e se não tirei 1000 fotografias, foi porque gastei mais de 1000 segundos, para sorver em palavras boas, o que só as imagens mais felizes conseguem traduzir.

INES & AVO-22

INES & AVO-6

INES & AVO-8

INES & AVO-12

INES & AVO-31

INES & AVO-28

INES & AVO-17

INES & AVO-23

INES & AVO-25

INES & AVO-29

Comentar

AMOR X3

Cacomae-110

Dizem que três é a conta que Deus fez. Eu fiz por baixo e já acho uma equação difícil nos dias em que me falta inspiração.
Mas a Ana parece fluir entre o colectivo ímpar das filhas. Entre o olhar de repreensão à asneira e a ternura profunda no sorriso atrevido das miúdas, há uma mãe e três filhas com um amor honesto e gigante.
Não te conhecia Ana, nem às miúdas. E achei-vos muito sãs e muito verdadeiras. Uma família desembaraçada com a cumplicidade certa entre a liberdade, a ordem, a desordem e o amor. Foi uma sessão fotográfica, mas nem isso pareceu, as fotografias recordam-em uma manhã passada na praia a brincar com amigas e pequeninas e a tomar café com uma amiga grande. E é assim que vos vou recordar.

Cacomae-4

Cacomae-30

Cacomae-3

Cacomae-44

Cacomae-20

Cacomae-16

Cacomae-45

Cacomae-37

Cacomae-41

Cacomae-39

Cacomae-35

Cacomae-36

Cacomae-49

Cacomae-18

Cacomae-23

Cacomae-24

Cacomae-46

Cacomae-33

Cacomae-48

Cacomae-13

Cacomae-12

Comentar

Uma Grávida como eu:)

gravida-2

Quando estava grávida, quer da Caetana, quer da Camila, passava a vida a ouvir vozes alheias a dizer o quanto era irrequieta. Que isso fazia mal às miúdas, que ia vezes demais ao ginásio, que corria sem pensar no peso da barriga, que trabalhava fora de ritmo, que dormia pouco, comia mal e tantas outras coisas, que só as grávidas ouvem, quando já não querem ouvir mais nada. Felizmente, escolhi um médico descomplicado e competente, que acredita que o corpo dá o sinal dos seus limites e que me deixava tranquila a ser, só o que eu era. Não me condicionei em nenhuma das gravidezes, primeiro porque, graças a Deus, não tive que o fazer, segundo, porque me sentia tão bem e tão feliz, que tinha uma espécie de energia redobrada, potenciada pela miúda dentro de mim.
A Mariana ( a grávida desta sessão) fez me lembrar de mim, não parava quieta, não se condicionava, falava como se não houvesse amanhã e transpirava energia por todos os poros da pele. O marido ria-se, quem ama sabe, quem ama conhece e quem ama não mexe.
Tenho a certeza que o vosso filho também vai ser resultado da forma como souberam viver este tempo.
Venha dai um príncipe com o mesmo desembaraço dessa mãe rainha.

GRAVIDA 05

GRAVIDA 11

GRAVIDA 07

GRAVIDA 09

GRAVIDA 06

GRAVIDA 08

GRAVIDA 10

GRAVIDA 12

GRAVIDA 14

GRAVIDA 15

GRAVIDA 16

gravida-1

Comentar

“Assim para o simples”

Ontem esteve muito calor. Depois de ir buscar as loiras ao ATL da escola, cheguei a casa e tomei um banho. Pus um vestidinho curtinho de flores e ouvi logo um “UAU” das miúdas, como se tivesse colocado um vestido à Globos de Ouro. Ri-me da expressão delas e perguntei porque é que estavam tão surpreendidas, a Caetana disse-me com jeitinho cerimonioso que eu andava sempre “assim para o simples” e que era raro colocar um vestido. A verdade é que por questões práticas visto-me sempre de forma cómoda, sendo o epitáfio da estética o meu conforto. Sou fotógrafa e são raras as vezes (graças a Deus), que a profissão obriga a um kit mais elaborado. Gosto deste tipo de looks, com calças ainda mais largas e sapatos confortáveis. Quem me conhece sabe que uso uma espécie de uniforme de meia-estação que inclui sempre umas leggings, uns ténis e uns casacos de estilo militar, com um boné e um casaco de capuz. Quando tenho um jantar vasculho no armário uma coordenado mais “uau”, mas pela força do hábito, acabo sempre por me vestir no mesmo alinhamento, com a diferença que carrego ligeiramente na maquilhagem. Às vezes fico a olhar-me no espelho com uma saia rodada ou um vestidinho mas sinto-me fora de mim. Como se aquela imagem não fosse inteiramente eu. Já percebi pelo espanto de ontem que vou tentar caprichar no visual para as miúdas cá de casa não ficarem a pensar que por cada vestido há uma passadeira vermelha.

Cfbn02

Cfbn05

Cfbn07

Cfbn04

Cfbn03

Cfbn06

Cfbn08

Cfbn01

Comentar

E já vamos na Quinta.

Já vamos na 5ª sessão fotográfica. Já vos fotografei recém casados no Guincho, de barrigão em Alfama, com a Clarinha pelos mesmos becos e ruelas, já fomos ao rio e a última foi na praia. Temos um reportório de mão cheia e um futuro para eternizar à nossa frente. Tenho alguns clientes/amigos que acompanho todos os anos, em vários momentos. Tornam-se clientes especiais porque se tornam amigos. E a empatia entorna-se na fotografia como uma segunda luz.

TN10

TN01

TN02

TN03

TN11

TN04

TN05

TN07

TN09

TN08

TN06

TN12

Comentar

MINI chef´s

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-8

No ano passado estive no atelier do criador Filipe Faísca a fotografar um momento promovido pela Fundação Osório de Castro
com as crianças do IPO. Um dia passado a pôr no papel sonhos, que seriam posteriormente impressos em tecidos, para depois serem vestidos num desfile fabuloso da Moda Lisboa com a presença das crianças, das famílias e do criador. Mais do que ter sonhos, que todos temos, a melhor lanterna para a Esperança da vida é vê-los realizados. Repito, que não imagino o que seja ter um filho, um sobrinho, um amigo ou um familiar nestas circunstâncias. Estas crianças não têm um ar triste mas entristece-nos saber que a vida lhes pregou uma partida que lhes pode encurtar os sonhos. Também sei que não é um momento que muda, mas também sei que a vida é um somatório de momentos que nos mudam. E por isso, acho muito meritório quando se promovem estes encontros, estes momentos, esta partilha de saberes, que possibilita que muitos adultos cresçam com crianças que por força da vida já têm uma alma com séculos.
O último encontro foi com o Chefe Miguel Vieira do Master Chef. As crianças tornaram-se pequenos cozinheiros e criaram em conjunto uma ementa que servirão na Fortaleza do Guincho num jantar de angariação de fundos. E eu? Eu fui lá fotografar o momento, que irá ser colado a outros tantos momentos e quem sabe…ajudar a criar sonhos. Afinal de contas tudo pode acontecer num momento, até um sonho refogado noutros sonhos. Obrigado à Fundação Osório de Castro pelo convite. Espero que o meu olhar discreto consiga transmitir tudo o que de bom se cozinhou naquele momento.

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-32

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-12

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-21

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-69

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-70

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-56

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-54

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-46

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-30

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-45

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-44

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-36

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-16

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-17

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-23

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-15

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-13

Workshop_FROC_MINICHEFS_IS-52

Comentar