cenas do coração

BILBAO em casco lento

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O destino final não era Bilbao, mas era um destino por cumprir. Quando era pequenina fui com os meus Pais até San Sebastian, na altura Bilbao era um cidade com uma conotação muito industrial e não me recordo de ter parado lá. Anos mais tarde Bilbao, que é uma cidade riquíssima em património, foi rejuvenescida no mapa e daí ao Guggenheim de Bilbao foi um pulo para que se tornasse paragem obrigatória. De Lisboa a Bilbao ainda passei por Zamora e comi num sítio fabuloso: O restaurante Serafin que tenho que partilhar convosco. Sei que há muito mais referências gastronómicas e que Zamora vale um descritivo rico, como quase todos os “pueblos” e “pueblitos” de Espanha. De uma riqueza patrimonial, arquitectural e gastronómica. Há 6 anos que passo o meu aniversário fora. Nem sempre dá para apanhar aviões e rumar às aguas “calientes” de um Pacífico qualquer, mas dá para carimbar o passaporte do estômago e deixá-lo conduzir-me até a um destino onde sou sempre feliz. Espanha tem o melhor jamon ibérico do mundo, o único mesmo. Só durante esta viagem, devo ter adicionado ao meu perfil de Instagram, umas 25 contas relacionadas com Presunto. Cada um tem as suas taras, o Presunto é uma das minhas. Mas regressando ao que interessa. Bilbao encantou-me, passei aqui uma noite, num hotel anódino mas muito central. O ideal quando se tem pouco tempo para conhecer um destino e se gosta de andar a pé. Não sou fã de corridas mas sou uma “forrest Gump” no campeonato do passo acelerado e adoro tudo o que não nos escapa quando viajamos de rabinho tremido a olhar pela janela. Como tinha que seriar os pontos de interesse comecei pelo Museu Guggenheim, com direito a visita (é insulto só ver algumas coisas por fora) e depois segui para o Casco Viejo, que é o bairro histórico de Bilbao. Espanha é um “bocadinho” maior que Portugal, pelo que a dimensão de um bairro histórico não está reduzida a uma praça central, três ruas paralelas e uma perpendicular comprida. Vale a pena perder umas horas a consumir as ruas, ao passo de um casco velho, sem pressa, com tempo para beber um copo de vinho e atacar uma tapas encostada a um barril qualquer. E foi isso que fiz, com a consciência que fica sempre alguma coisa por ver, algum tinto por beber e um presuntinho por comer:) Próxima paragem Saint Sebástian.

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Assuntos de família

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Já vamos na terceira sessão com esta família. Todos os anos repetimos. Todos os anos os vejo crescer. As crianças, o projecto, a família. Quando os encontro, passam-me a tranquilidade, de que há coisas boas que permanecem boas. No meu entretanto de espaço, já houve tanto tumulto que quando me perguntam: – Então Isabel, e tu? Novidades? Por momentos até sinto uma certa inibição de contar. A verdade é que nos “entretantos” de toda as famílias há momentos, bons e maus, angustias e alegrias. Não há imunidade, basta estar vivo. E deve ser tão grande o motivo de orgulho em saber permanecer, quanto o de mudar, quando não estamos felizes. E estas sessões acontecem neste momentos. Em que assumimos a felicidade plena das nossas escolhas.
Obrigada Adela, Bernardo, Luis, Carlota e Duarte.

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Anos da Camila

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Tudo começou com um sonho. É assim que começam as melhores coisas.
O aniversário numa autocaravana em direcção à Costa Alentejana. Uma ciganinha feliz com a melhor amiga por companhia, a minha irmã mais velha ao volante e uma costa inteira à nossa espera. Dormimos debaixo das estrelas, acordamos na praia, improvisámos um carbonara no camping gás, sorvemos a madrugada e celebramos tudo: Os teus anos, os teus sonhos, os meus, os nossos e a Vida inteira.
Não posso deixar de agradecer à querida Cristina do Pão, Café & Companhia que nos preparou um picnic de sonho à beira mar. E fez a minha miúda acreditar em unicórnios.
Um beijinho gigante ao pai e ao padrinho que trouxeram a mana mais velha e juntaram-se aos laranjas do pôr do sol. Temos sorte. Mas só temos tanta sorte. Porque temos tanto amor.

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Family time, Always

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Não. Nunca vou deixar de fotografar famílias. Estas sessões enchem-me as medidas. Conheço gente do caraças, que de outra forma não encontraria. Ou se encontrasse, não seria em modo de registo e de partilha. Uma sessão fotográfica é tudo, menos, apenas uma sessão fotográfica. Consumo as pessoas como veículos de experiências, falamos sobre tudo, trocamos agulhas e composições, falamos das nossas famílias e dos nossos futuros. Aprendo em cada conversa, com cada pessoa, sobre cada profissão, visão, destino e ambições. Não há uma sessão fotográfica onde eu não tenha aprendido um bocadinho mais sobre o mundo e as pessoas. É tão inspirador, que às vezes tenho a certeza, que farei de algumas delas, personagens ricas dos meus livros.
E é tão rico que faço de muitas delas amigas para sempre.

*Obrigado Marta. Desejo à vossa família a maior das sortes nesta nova missão e neste novo destino. Em breve farei uma visita:)

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Bora a São Tomé?

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De 22 a 29 de Outubro!
E não pensem que é cena de excursão chata. Nem que eu vou com um microfone a ler folhas soltas no autocarro.
Nada disso. O programa somos nós que o fazemos. Ao nosso ritmo, com a nossa indulgência e a nossa energia.
Com conversa solta, sol, cervejas geladas, caminhadas, conversas locais e muitos mergulhos . Com espaço para cada um desbravar caminhos e conversas, sem terapia de grupo, que não seja a gargalhada solta.
São Tomé é um sonho. E não há nada melhor que ir viver o sonho!
Bora!

Reservas:
paulo.andrade@hbd.com

Captura de ecrã 2016-09-2, às 15.29.56

O programa completo da viagem aqui:
http://isabelsaldanha.com/wp-content/uploads/2016/08/Programa-OmaliIS.pdf
http://www.omalilodge.com/isabelsaldanha/index

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Para as pessoas mais importantes do Mundo

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É assim que o pequeno se faz grande.
É nos detalhes que a alma das coisas se revela. É naquele sussurro na orelha ao acordar, é nos pés que se encaixam nas madrugadas frias, é na tábua de madeira pintada à mão, é no caminho feito de pedras que só pediam uma ordem, é no respeito do que já era bom, é no acarinhar do que já se tem de belo, é na construção humilde sob um pano de fundo trabalhado pela natureza, é no detalhe que dá brilho sem ofuscar, no machado que repousa sem partir, na tábua que se entorta no uso dos cotovelos, é na cabeça baixa que contorna a videira. É na alma grande, de quem acrescenta pequeninas coisas, sem a ambição das coisas maiores.
E são estes sítios, com essas pessoas, nesses detalhes pequeninos, que descubro as coisas grandes em mim.
Os Moinhos de Ovil têm essa magia, esse toque de pó de fada, esse brilho. E nós voltamos de lá mais PAN´s que Peter, deixámos os ganchos na corrente do rio e chegamos a Lisboa com a certeza que ainda temos alma de meninos perdidos. E que voltaremos, as vezes que forem precisas, para nunca nos chegarmos a encontrar.
Só porque a graça da magia, dizem as fadas mais sábias…está no brilho da procura eterna.

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Um sonho concretizado: UM PASSEIO NO DOURO

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Eu não sei se a Eduarda me leu o sonho. Mas concretizou-o.
E não organizou um passeio qualquer, num barco qualquer com uns quaisquer turistas por companhia, o que, sem qualquer arrogância, já teria enchido as medidas por inteiro. Fomos no Douro a vela, com um velejador de paixão, num passeio intimista, romântico, de quem conhece o vinho, o douro, as margens e as suas leis. O almoço foi servido a bordo, pela simpática Margarida, que colabora com o António, para fazer da viagem um império de sentidos. Tive medo que as miúdas se fartassem, que quisessem regressar ao espólio de fantasia dos moinhos. Mas nada disso. Deram-se à viagem com a ternura de quem reconhece a generosidade com que é recebido. O Douro à vela opera com dois barcos, um antigo de madeira e um veleiro, para quem cortar as margens do rio ao som dos sulcos das águas e das videiras. O preço médio é de 150 € por pessoa para um passeio de três horas com um almoço recheado dos melhores petiscos regionais e a visita às melhores quintas. Quem quiser pode encomendar o passeio do pôr do sol, jantar no barco e ver a noite cair sobre as margens do rio. E tudo isso, sem a bulha das fotografias, dos coletes e dos turistas apinhados no convés, ao ritmo que o Douro dita, com a mesma calma maturada com que se faz o melhor vinho do mundo. Obrigado António pela experiência enriquecida na vossa companhia.

DOURO À VELA
Operador Marítimo-Turístico – Licença nº 29
Lugar da Curvaceira – Penajóia
5100-662 LAMEGO – PORTUGAL
Tlm.: 91 8793792 | info@douro-a-vela.pt 
www.douro-a-vela.pt

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Moinhos de Ovil

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Descobri os moinhos quando fui convidada para fotografar um editorial de noivas aqui no Douro. Mas apanhei um dilúvio tão grande que pouco vi do que prometia e regressei nessa mesma tarde a Lisboa. Mas não esqueci a Eduarda. E a sua simpatia prometia um reencontro. Regressei ontem com as minhas miúdas. Na promessa de levar do Douro um coração coeso e uma memória rica. Demora cerca de 3 horas aqui a chegar e quando finalmente viramos para Marco de Canaveses percebemos nas manchas carbonizadas da paisagem a dor dos últimos incêndios. Mas o verde volta a ganhar contraste à medida que nos aproximamos de Ovil. Depois…depois foi entrar num sonho. Um antigo moinho convertido numa casa caiada de bom gosto, num labirinto de rios e pedras, num cem número de socalcos decorados com magia. E as loiras entraram, (“invadiram” seria o verbo correcto) e exploraram o espaço, preparado com o carinho, de quem sabe receber com mimo, quem chega e vem por bem. Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos.

*Amanhã coloco valores. contactos. serviços. e afins. Hoje não queremos formalizar o sonho.

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A bolha dentro da bolha

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Tanta barriguda gira que anda para aí:)* E eu vou conhecendo algumas. É nestas alturas que recordo as minhas barrigas e o nascimento das minhas miúdas.
Parece-me tudo tão distante agora. Há coisas que nem recordo com precisão.
Passa tudo tão rápido.
Olho para elas agora, gigantes, autónomas, opinativas e já pouco lhes encontro o traço dos bebés que foram.
No fundo, todas as mães sabem, que cresçam o que crescerem, haverá sempre espaço que chegue de colo, mesmo que seja sentado:)
Ainda não sinto saudades de ter um bebé. Não sei se alguma vez terei outra vez. Mas conheço de cor a magia única daqueles momentos em que nos entregam nas mãos um filho. Sei o que é a ampliação imediata de um coração, o choque de adrenalina do primeiro toque, o som único dos nossos filhos e a relação que se vai criando, em cada momento de alegria e de cansaço. Desses momentos tenho saudade. A bolha dentro da bolha. A vida que se abre dentro da vida.

*Parabéns Inês & Miguel

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A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

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