cenas do coração

#asminhasfamílias

As minhas famílias são melhores que as tuas:)
Hoje é sexta, as minhas miúdas regressam à casa da mãe. Tramada, esta aprendizagem, entre o gozo da Liberdade e o Aperto da Saudade. Tento não me queixar, porque acho mesmo, que tenho pouco direito. Que aprendi a rachar o tempo em duas metades deliciosas e porque sei que quando não estão comigo, estão no colo enorme do pai. Quando não aguento, rapto-as do colégio, da mesma forma que as “devolvo” ao pai quando preciso de um intervalo de descanso. São miúdas, densas, inteiras. Não carregam qualquer fracção de trauma dentro. De uma forma quase intuitiva, soubemos fazer as coisas bem. Não é fácil, não é automático e não é limpo. Dá trabalho. Amar bem dá muito trabalho. Neste processo todo de conquista de liberdade e amor, reencontramo-nos como uma família.
E isso é a nossa unidade de partida e o nosso melhor fim.
Querida Lena. Uma delícia esta tua família.

Comentar

AS MINHAS FAMÍLIAS

Tenho tanto trabalho para partilhar. Tantas famílias giras, no sentido mais prático do termo, com quem me ri a fotografar.Tanta fotografia tirada no meio de um diálogo, como se fossemos todos velhos amigos. E quero muito partilhar aqui, algumas das pessoas fabulosas que tenho conhecido e que têm recheado os meus dias de trabalho, com notas potentes de simpatia. Já repeti 1000 vezes que adoro o que faço. Mas vou tornar-me irremediavelmente repetitiva na expressão. E é muito curioso que ainda hoje tenho pessoas que me perguntam se fotografo famílias. Fotografo a minha e a dos outros. E aqui está um trabalho que não vou deixar de fazer, só quando as articulações do riso não doerem tanto de bom, como as dos metacarpos e carpos das minhas mãos.
Um beijinho especial à minha Margarete. A estrelinha brilhante de Alcochete nesta sessão.

Comentar

A Família da Rita

Mesmo para mim que danço e durmo com palavras na cabeça é difícil explicar porque é que adoro estas sessões de família.
Sobretudo as minhas, não as sessões, mas as famílias que me procuram. Dizem que tenho sorte, talvez tenha. Se isso significar uma mão cheia de amigos que conheci enquanto fazia o que gosto. Rita, tens uma família linda, nada que tu já não soubesses. Obrigada por me teres escolhido para vos fotografar.

Comentar

A amizade boa nunca envelhece

É do baú. É dos santos. Tem anos. Não se contam. É amizade boa. Não envelhece. Permanece e prevalece, como aqueles amores intocáveis, como uma partitura mil vezes tocada. A boa amizade é assim, só tem de regra o permanecer. Não há incómodo no silêncio, não há vergonha em lágrima. É um vale tudo verdadeiro, derradeiro e puro. Não é canto escuro, mesmo no lado obscuro de quem não esconde nada. A amizade não procura paridade, igualdade ou semelhança, é só afecto puro, sentimento duro, verdade sem agonia ou vaidade. Não interessa idade, não tem que ser antiga, é apenas como uma cantiga, daquelas que não sai. Amizade também é espontânea, não é só a paixão que é momentânea. Nem sempre tem enredo, nem esconde segredo. Amizade é tão simples quanto completa, quase complexa, porque é densa, mas não adensa o que não condensa e nos dá paz. Amizade boa nunca envelhece, como o amor vivo, permanece. E acontece. Basta querer. Amar sem saber e deixar acontecer.

Comentar

O poder de uma bolacha

Gosto que seja a espontaneidade a marcar compasso numa sessão fotográfica. Gosto de conversar e disparar ao mesmo tempo, como se a máquina fotográfica fosse um café que vou levando à boca e o cliente, um amigo de longa data com quem combinei estar. De vez em quando peço que posem por que também quero que tenham uma recordação mais tradicional do dia. Mas o que procuro é que a Inês seja ela mesma, esta deliciosa miúda de bochechas redondas que dá tudo para comer uma bolacha. E o que quero captar é este amor ternurento dos pais que reconhecem na filha uma extensão deliciosa da sua combinação de ADN. É assim que fotografo, focando mais na personalidade que na pessoa. Quero que o que seja nítido e visível tenha mais a ver com a alma capturada do que a nobre feição congelada. E assim, sem grandes truques, se faz acontecer. Respeitando tudo o que já lá está.

Comentar

Duas folhas soltas

Óbvio que não é estranho que as fotografias corram bem entre nós. Não apenas porque sou fotografa e porque a Marta também o é. E porque somos amigas, grandes amigas. E porque somos praticantes activas da Metáfora. E porque adoramos livros e gomas. São quase 20 anos que nos separam e parece que somos gémeas, embora eu às vezes sinta por ti, aquela ternura de mãe que acolhe e o olhar protector da mana mais velha. Não é a idade que nos separa, nem aqueles centímetros que tens a mais que eu. Aliás, quase tudo nos impele uma para a outra. Como se o destino fosse uma gigante força centrífuga e nós fossemos duas folhas soltas da mesmo árvore mãe. Quando dizem que estávamos destinadas, rio-me. Gosto de me sentir em controle do destino. Mas a verdade intrínseca da vida é que controlamos muito pouco. E se tu és parte desse descontrole…então um grande bem haja a essa parte descontrolada da vida, que nos eleva a maré alta dos sonhos e nos faz acreditar, num mundo cheio de barreiras, que nada é verdadeiramente impossível. Não desconfiem nunca do amor. Do amor não. Nem das folhas soltas, nem da força centrifuga que faz com que duas folhas rodopiem, como se fossem fruto de uma mesma mãe.

Comentar

( mais, pelas) AMIGAS

AG19

Sempre adorei estas sessões de amigas. Lembram-me das coisas que ainda quero fazer com as minhas.
Lembram-me da urgência do tempo. Dos milhares de fins de semana combinados em noites de conversa boa. Lembro-me inevitavelmente das histórias que ficaram por acabar.
Da forma como crescemos rápido. A Maioria emparelhadas e já com filhos. E como agora tentamos encaixá-los nos nossos serões.
Devíamos dar sempre tempo a este tempo nosso. Porque a gargalhada da amizade enrijece-nos, torna-nos mais imunes, mais capazes.
Porque o tempo passará sempre. E será sempre melhor neste passar acompanhado.

AG04

AG41

AG37

AG31

AG16

AG21

AG07

AG13

AG39

AG27

AG11

AG50

AG43

AG46

Comentar

Só nosso. Só vosso.

vd02

Tenho andado de namoro com a vida. Sem tempo para partilhar convosco as sessões que vou fazendo, as pessoas que também vou conhecendo.
É engraçado que há medida que vou entrando com força no que faço, percebo cada vez mais o sentido de tudo isto. É um privilégio poder registrar estes momentos, estes que darão suporte a tantos outros momentos. A memória às vezes foge-nos, prega-nos partidas. Mas aqui neste momento fica eternizado a plenitude de uma sensação. E há em todos estes cliques uma verdade tão grande, que se não fosse isto que faço, era isto que quereria fazer. Parabéns Vanessa e Daniel a vossa história é uma história cheia. A vossa vida enriquece a cada segundo e foi um prazer enorme estar presente nesse pequeno registo de eternidade.

vd01

vd07

vd08

vd03

vd06

vd04

vd09

vd05

vd10

Comentar

GANGA NISSO

macacao-15

Sabia nesse preciso momento em que estávamos a fotografar, o “buzz” que seria, o apontamento de lingerie e um pedaço de corpo descoberto.
Sobretudo o teu:)
Não sou tua advogada, sou tua amiga, mas hoje, nem como amiga falo, escrevo apenas como mulher. Porque assisto a isto, vezes sem conta, de forma tão subliminar e tão escancarada.
O pudor é da contabilidade de cada um, tal como a propriedade do corpo. Faço milhares de sessões por ano, muitas delas “boudoir” (sessões de lingerie em estúdio) que não divulgo aqui, porque não é aqui a esfera onde vivem, é na recordação de auto estima que algumas clientes minhas, resolvem oferecer a elas mesmas, às vezes fruto de paixão a outro, outros fruto de um gigante amor próprio. Gosto desses momentos, quando nos vejo a vencer o medo, quando o “que se lixe” fala mais alto “do que é que os outros vão pensar de mim”.
Não há rebeldia nenhuma no exercício do amor próprio, há uma imensa serenidade que nos pacifica com a mente, com o corpo e com o momento.
E fico feliz à séria, quando é através da minha lente que deixo registado esse encontro, tão livre de espartilhos, que vai ganhando cada vez mais terreno no coração das mulheres.

macacao-5

macacao-2

macacao-19

macacao-4

macacao-13

macacao-9

anos-mariana-1

Comentar

“Não papo grupos”

stp-grupeta-2

É hora de matar as saudades das minhas loiras.
Foram três semanas a fazer e a desfazer malas. Isto, quando ainda mal assentei arraiais em nova morada e mal me apaziguei de todo o “agito” que se vive dentro deste coração. Dizem acertadamente que o Segredo para enfrentar a Saudade não está em fugir, mas ajuda muitíssimo não parar de viver.
E se é para falar de Saudades, que fale então da falta que me vai fazer o Grupo que embarcou na viagem comigo a São Tomé. E não pense, quem não foi, que era um bando de fãs acérrimas dispostas a elevar-me o ego pelo preço avultado de uma viagem, nada disso. Era gente do melhor que há. Pessoas que convidaria para beber uma boa reserva comigo, sem as reservas das conversas mais formais. Sei que todos vocês estavam com medo do grupo, era um gigante “blind date”. A única viajante conhecida era eu, e mesmo assim, havia sempre a probabilidade da filha da mãe não corresponder à mãe das filhas. Embarquei sem medos, como se embarca numa viagem de amigos, aquelas raras que a malta lamenta sempre não ter feito mais. Vivemos tudo, acima das possibilidades, criamos oportunidades, atalhos e caminhos. Brindámos, rimos, dançamos como se não houvesse amanhã, partilhamos histórias, fotografias e vivências. Os dias eram tão cheios que todos partilhávamos da opinião, que no Equador, um dia ultrapassa as 24 horas. Fiquei com um carinho especial por cada um de vocês, eram os meus “meninos” dizia eu, como se de repente fosse a mãe pata de uma ninhada sem fim:)) E eu tenho tão pouco samba para isso.
Cada um de vocês, à vossa maneira, há de ser personagem num livro meu. No meu Instagram foi colocando as fotos possíveis dos sítios por onde passávamos, mas a verdadeira história da viagem não tem legenda, nem fotografia. São aqueles episódios que se inscrevem na memória fina dos dias e que ditam os cliques futuros de tudo o que ainda está para vir. Claro que vamos estar juntos num futuro próximo, claro que vamos querer recalcar as memórias e as histórias regadas a mojitos e caipirinhas. E é claro que ficámos amigos porque África, e talvez São Tomé em particular, tem esta qualidade boa, de fazer suar tudo o que é tóxico no corpo e deixá-lo permeável às melhores experiências. Obrigada grupeta boa. Foi tão bom, como se fosse tudo uma primeira vez. Venha daí uma segunda!

*Obrigada à toda a equipa do Omali e da HBD pela estadia, recepção, profissionalismo e simpatia. Com um carinho muito especial pelo chefe Tiago Velez @mariachicook, que tratou do nosso palato como ninguém, chegámos a Portugal com as curvas perfeitas!

stp-grupeta-7

stp-grupeta-9

stp-grupeta-3

stp-grupeta-10

stp-grupeta-13

stp-grupeta-11

stp-grupeta-6

stp-grupeta-4

stp-grupeta-5

stp-grupeta-1

stp-grupeta-8

stp-grupeta-12

Comentar