bora lá

MON PETIT CHATEÂUX

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Há mais de 816 chateâuxs na Região de Saint Emilion. Estes chateâuxs correspondem aos nossos produtores de vinho. Cada um destes “humildes” castelinhos está rodeado de vinhas, numa extensão plana e absurda de verdes, amarelos e vermelhos . As fotografias não fazem justiça à realidade. Estou instalada neste pequeno pedaço de paraíso do século XIX. Faço anos amanhã e também gosto de me sentir princesa. Embora não tenha vindo munida de saiotes:)
Quem me acompanha à algum tempo, sabe que os tempos têm sido sinuosos (não me vem à memória palavra, também ela justa, para o momento que estou a viver). Este chateâux chama-se Grand Barrail e é lindo, absolutamente acolhedor e cheio de detalhes, que nos fazem reviver a época. Ponderamos ficar no centro de Saint Emilion, o destino final desta viagem, mas estava quase tudo cheio e os bons hotéis têm preços proibitivos. Mais vale que sobre para o vinho, pensei:) Do hotel são 4 kms até à cidade medieval, dá para ir a pé, de bicicleta ou de carro. Mas quanto a Saint Emilion, propriamente dito, deixo para o próximo post. Porque é merecedor de uma folha só para si. E agora que desfrutem quase tanto como eu, que escrevo da varanda majestosa deste castelo, enquanto bebo um gin tónico, espero pela chamada das minhas princesas e me perco na paisagem de vinho.

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Anos da Camila

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Tudo começou com um sonho. É assim que começam as melhores coisas.
O aniversário numa autocaravana em direcção à Costa Alentejana. Uma ciganinha feliz com a melhor amiga por companhia, a minha irmã mais velha ao volante e uma costa inteira à nossa espera. Dormimos debaixo das estrelas, acordamos na praia, improvisámos um carbonara no camping gás, sorvemos a madrugada e celebramos tudo: Os teus anos, os teus sonhos, os meus, os nossos e a Vida inteira.
Não posso deixar de agradecer à querida Cristina do Pão, Café & Companhia que nos preparou um picnic de sonho à beira mar. E fez a minha miúda acreditar em unicórnios.
Um beijinho gigante ao pai e ao padrinho que trouxeram a mana mais velha e juntaram-se aos laranjas do pôr do sol. Temos sorte. Mas só temos tanta sorte. Porque temos tanto amor.

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Family time, Always

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Não. Nunca vou deixar de fotografar famílias. Estas sessões enchem-me as medidas. Conheço gente do caraças, que de outra forma não encontraria. Ou se encontrasse, não seria em modo de registo e de partilha. Uma sessão fotográfica é tudo, menos, apenas uma sessão fotográfica. Consumo as pessoas como veículos de experiências, falamos sobre tudo, trocamos agulhas e composições, falamos das nossas famílias e dos nossos futuros. Aprendo em cada conversa, com cada pessoa, sobre cada profissão, visão, destino e ambições. Não há uma sessão fotográfica onde eu não tenha aprendido um bocadinho mais sobre o mundo e as pessoas. É tão inspirador, que às vezes tenho a certeza, que farei de algumas delas, personagens ricas dos meus livros.
E é tão rico que faço de muitas delas amigas para sempre.

*Obrigado Marta. Desejo à vossa família a maior das sortes nesta nova missão e neste novo destino. Em breve farei uma visita:)

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Bora a São Tomé?

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De 22 a 29 de Outubro!
E não pensem que é cena de excursão chata. Nem que eu vou com um microfone a ler folhas soltas no autocarro.
Nada disso. O programa somos nós que o fazemos. Ao nosso ritmo, com a nossa indulgência e a nossa energia.
Com conversa solta, sol, cervejas geladas, caminhadas, conversas locais e muitos mergulhos . Com espaço para cada um desbravar caminhos e conversas, sem terapia de grupo, que não seja a gargalhada solta.
São Tomé é um sonho. E não há nada melhor que ir viver o sonho!
Bora!

Reservas:
paulo.andrade@hbd.com

Captura de ecrã 2016-09-2, às 15.29.56

O programa completo da viagem aqui:
http://isabelsaldanha.com/wp-content/uploads/2016/08/Programa-OmaliIS.pdf
http://www.omalilodge.com/isabelsaldanha/index

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Para as pessoas mais importantes do Mundo

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É assim que o pequeno se faz grande.
É nos detalhes que a alma das coisas se revela. É naquele sussurro na orelha ao acordar, é nos pés que se encaixam nas madrugadas frias, é na tábua de madeira pintada à mão, é no caminho feito de pedras que só pediam uma ordem, é no respeito do que já era bom, é no acarinhar do que já se tem de belo, é na construção humilde sob um pano de fundo trabalhado pela natureza, é no detalhe que dá brilho sem ofuscar, no machado que repousa sem partir, na tábua que se entorta no uso dos cotovelos, é na cabeça baixa que contorna a videira. É na alma grande, de quem acrescenta pequeninas coisas, sem a ambição das coisas maiores.
E são estes sítios, com essas pessoas, nesses detalhes pequeninos, que descubro as coisas grandes em mim.
Os Moinhos de Ovil têm essa magia, esse toque de pó de fada, esse brilho. E nós voltamos de lá mais PAN´s que Peter, deixámos os ganchos na corrente do rio e chegamos a Lisboa com a certeza que ainda temos alma de meninos perdidos. E que voltaremos, as vezes que forem precisas, para nunca nos chegarmos a encontrar.
Só porque a graça da magia, dizem as fadas mais sábias…está no brilho da procura eterna.

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Do barco para o Veleiro.

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Depois do passeio, do almoço, das provas e dos mergulhos. Atracamos e saltamos para o veleiro. Tudo, para sentir a navegação à vela. Para mostrar às loiras o que o barulho impede de ver. Certa, de que mesmo pequeninas, elas perceberam o valor do silêncio. E como a paisagem cresce quando a alma está tranquila.

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Moinhos de Ovil

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Descobri os moinhos quando fui convidada para fotografar um editorial de noivas aqui no Douro. Mas apanhei um dilúvio tão grande que pouco vi do que prometia e regressei nessa mesma tarde a Lisboa. Mas não esqueci a Eduarda. E a sua simpatia prometia um reencontro. Regressei ontem com as minhas miúdas. Na promessa de levar do Douro um coração coeso e uma memória rica. Demora cerca de 3 horas aqui a chegar e quando finalmente viramos para Marco de Canaveses percebemos nas manchas carbonizadas da paisagem a dor dos últimos incêndios. Mas o verde volta a ganhar contraste à medida que nos aproximamos de Ovil. Depois…depois foi entrar num sonho. Um antigo moinho convertido numa casa caiada de bom gosto, num labirinto de rios e pedras, num cem número de socalcos decorados com magia. E as loiras entraram, (“invadiram” seria o verbo correcto) e exploraram o espaço, preparado com o carinho, de quem sabe receber com mimo, quem chega e vem por bem. Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos.

*Amanhã coloco valores. contactos. serviços. e afins. Hoje não queremos formalizar o sonho.

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A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

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Era uma igual para mim sff

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Disse que não passaria deste Verão, sem uma sessão fotográfica com as minhas filhas da mãe.
Uma parecida às que faço todos os dias a famílias inteiras, a mães com filhas, pais com filhos, avós com netas, casais, noivos e todos os afins deliciosos das nossas uniões. É verdade que tenho toneladas de fotografias das minhas filhas, mas já não é tão verdade, que tenha um acervo composto de fotos com elas. De vez em quando, lá saco uma selfie manhosa de sorriso amarelo, mas o que eu queria era isto, uma tarde espontânea, em que o retrato éramos nós, na nossa relação, com tudo o que lhe cabe e compete de atrito, amor e de equilíbrio.
Quando termino a edição de sessões de família, como esta, da Alexandra e da filha, respiro fundo, fico mesmo feliz quando revejo nas fotografias as expressões. E mesmo quando há pose, o ambiente gerado é suficientemente honesto para pôr a descoberto, até a beleza do que isso tem.
O Verão ainda não acabou, a esperança vem comigo até Setembro, com a vantagem que tenho uma máquina nova, bem maneirinha, que dá para passar para mãos amigas e rezar para que saia bem. Agora, é só esperar que as loiras alinhem em estar uma horinha concentradas, entretidas, embevecidas e divertidas com a mãe. Talvez esteja a ser ambiciosa, mas não podia estar a ser mais honesta, quando olho para estas fotos e repito:
– Era uma igual para mim sff.

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Tenho na memória

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Tenho memória de sentir os meus pés de criança a atravessar a tijoleira molhada à entrada da praça.
Tenho na memória os apertos de mão, dados no pulso, entre os fregueses conhecidos e as vendedoras de peixe.
Tenho na memória as notas que sacudiam escamas à saída dos aventais. Tenho na memória a voz do meu avó a pedir a cabeça do peixe e tudo o que lhe pertencia.
Era pouco mas alta que as bancadas de pedra onde se estendia à faina, os meus olhos contemplavam directos os olhos arregalados dos peixes. Enquanto o meu avó falava, eu espetava os dedos magrinhos no suco gelatinoso dos seus lombos, depois, como uma menina apanhada a fazer asneira, limpava-os à pressa nas calças, para que ninguém descobrisse que era assim que os ia sentindo.
E ainda hoje, quando entro no mercado, aproximo-me das bancadas de pedra, e quando já ninguém olha, resgato a memória do meu avó, tocando sorrateiramente os peixes.
E com o mesmo gosto de criança pequena, na miúda já crescida, limpo-os sempre nas minhas calças.

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