bora lá

O pavio dos sonhos

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Sei que o mundo é enorme e que há um milhão de lugares por descobrir. Também sei que a vida é curta para todas as milhas que pomos nos sonhos. Também sei que sempre que a vida me dá uma oportunidade de me pôr a milhas, vou. Mas sei que não vou poder ir a todos os lugares onde já sonhei ir. Já houve uma altura na vida, em que este pensamento repetido era todo angústia. Hoje em dia já saboreio cada lugar sem a sombra do próximo destino, da mesma forma que aprendi a entregar-me às pessoas que gosto, sem ambicionar outros colos. Ainda sei pouco, mas já aprendi que o pavio da vida tem comprimento que chegue para soprar muitas velas. E que repetir um destino é como beijar uma segunda vez um primeiro amor. Por isso, repito, releio, relanço e rebolo no destino repetido, como se ele fosse um sonho embrulhado de novo, que a vida me deu para rasgar outra vez.

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Regressar vezes sem conta…

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Há uma semana atrás estava em Espanha a celebrar os meus anos, hoje estou em São Tomé com um grupo fabuloso a desbravar uma ilha onde me sinto em casa. Não conheço todos os cantos à casa, mas de alguma forma sinto que a casa me conhece. Regresso aos lugares que conheci, desbravo outros que ainda não conhecia, respiro esta doce humidade, junto com a largura incomensurável destes sorrisos. Tive tanta sorte com o grupo, como tenho com quase toda a gente que me calha, esperando que sintam o mesmo comigo. Somos oito, conjugamos as nossas diferenças como se fossemos partes dissonantes, que se equilibram de forma perfeita no mesmo conjunto. Dá me um gozo redobrado, conduzir sem guiar, levar sem carregar. Também eu, me sinto a ser transportado por esse entusiasmo virgem de quem olha para tudo com o encanto da primeira vez. Estou a adorar e sempre soube, que regressaria vezes sem conta…com o encanto da primeira vez. Obrigada Marta, Mónica B, Mónica M, Joana, Sofia, Renato e Duarte.

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São Tomé & Principe

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Enquanto falo a mala para me pirar daqui a bocadinho e gozo os últimos cartuchos agarradinhas às minhas loiras, deixo aqui alguns dos melhores momentos que marcaram a nossa ida a São Tomé. E um excerto que escrevi sobre este pedacinho delicioso de terra:
“Há uma ilha no Equador que é feita de verdes e de amarelos. É assim que começa a história de duas meninas que foram conhecer um sítio que virou lugar. Essas duas meninas eram irmãs e tinham 3 e 6 anos. Eram meninas de sorte porque já tinham ido viajar para a América do Sul, México, República Dominicana e para tantos outros sítios, onde existiam crianças e piscinas muito compridas, buffets gigantes e noites de musicais. Desta vez a mãe decidiu que as queria levar para longe dos resorts acéticos, dos ambientes protegidos, dos aglomerados de famílias, das pulseirinhas e do esparguete à bolonhesa. Queria um sítio diferente, onde a animação era construída ao compasso da vida serena, onde o relógio dos dias era o Sol e a Lua e as crianças construíam os seus próprios brinquedos. Um lugar onde a natureza fosse soberana, onde as estações se misturam e as ruas fervilham de pessoas. Um local onde o maior souvenir é o sorriso, e o íman que fica para colar no frigorífico é uma memória que dura para sempre.
E assim foi.
Sem saber exactamente para onde iam, embarcaram para São Tomé e Príncipe em Agosto, uma antiga colónia portuguesa que se situa no Golfo da Guiné e que foi descoberta pelos portugueses em 1470.
Algumas pessoas próximas das meninas tinham medo, porque a Malária estava quase extinta mas não totalmente erradicada, porque não existem hospitais com qualidade e porque não havia muitos turistas a levarem crianças pequeninas para o interior da ilha. Mas a mãe decidiu que era a aventura que queria que vivessem e cheias de sorte, aterraram nessa ilha feita de verdes e amarelos, numa madrugada quente. Estiveram dez dias na ilha e nunca tomaram outro banho, que não fosse o do mar morno e das pessoas quentes. Nem se lembravam que havia países onde há piscinas de quilómetros e escorregas, nem notaram a falta do buffet imenso, nem dos gelados servidos a sorver musicais. Com graça, a mais pequenina das irmãs perguntava à mãe, se ali só existiam castanhos. Se eram as únicas amarelas da ilha. E a mãe sorria, porque tudo o que a mãe sonhava era que as suas duas filhas aprendessem a viver num mundo que não distingue Pantone, com um sorriso que não distingue pessoas, entre a floresta, a areia e o que a terra devolve a quem sabe receber. Durante os dias que lá estiveram, viajaram de carrinha de caixa aberta e de coração no mesmo modo.
Respiraram a humidade densa da floresta enquanto percorriam as curvas acentuadas da estrada do Sul, pararam para se encher de verde, brincaram com todas as crianças de todas as bermas, em todas as ruas, andaram descalças nas praias de areia preta e amarela, mergulharam com os amigos novos e com os velhos a quem dávamos boleia, entraram pelas casas nas aldeias, pelos quartos nas roças e saltaram à corda no meio da população como se fossem saltimbancos ambulantes a dar show entre cidades. Quando a noite caía, elas caíam com a noite, mas a cabeça repousava nas histórias vividas e nos sonhos do que ainda iam viver.
Nunca noutro destino, noutro sítio, como neste lugar foram tão livres. Mesmo no bairro onde viviam, onde as pessoas se falavam e as ruas se entornavam de gente, foram tão bem recebidas como aqui. E mesmo quando a fome apertava entre os quilómetros de terra batida, supria-se o alimento com brincadeira, e ao jeito de desenrasca havia sempre uma mão castanha que nos apanhava um coco, que nos descascava uma papaia ou que nos safava um dos mil tipos de banana na versão frita. Quando fomos visitar as roças as duas irmãs não queriam acreditar na beleza daquelas casas comidas pelo abandono do tempo e pela força da vegetação.
Nada daquilo se parecia com nenhum sítio onde tivessem estado. Olhavam para as crianças vestidas com pouca roupa, observavam as t-shirts rotas, as linhas soltas, as sandálias descosidas e não lhes faltava na cara um sorriso rasgado. A mais velha das irmãs ia mais longe nas questões, e percebeu o quão felizes eram com tão pouco que tinham. E uma noite pediu à mãe que lhes desse a roupa que traziam nas malas. Naquele dia todas as meninas da aldeia vestiram vestidinhos compridos e saias rodadas. Mas ao invés de os fecharem em casas à espera de ocasião, vestiram-nos de imediato, como fazem as pessoas que sabem que a felicidade está no Presente da vida. Nesse dia os vestidos ficaram cheios de areia e restos de fruta, foram a banhos e a rodas. Provavelmente quando lá voltarmos, os vestidos terão a mesma força do desgaste de tudo o que é vivido. E se as irmãs já não se poupavam à vida, tenho a certeza que regressaram com a consciência acesa de que há momentos, pessoas e oportunidades que se devem consumir no momento em que a vida nos dá a conhecer.
E se a ilha marca pela beleza descomprometida da paisagem, da floresta que cresce sem travão, das árvores que dão frutos enormes, do cacau plantado, das pimentas e das bananas, a ilha marca sobretudo pelas pessoas, pelos sorrisos e pela proximidade. E se as praias desertas dão um estímulo ao turismo galopante é mesmo nas pessoas desta ilha que reside a natureza selvagem de tudo o que cresce e multiplica.
Quando chegaram a Portugal, e nos meses que se seguiram, as manas perguntavam vezes sem fim quando regressariam, tinham saudades dos amigos castanhos, das multidões das aldeias e da liberdade. Não apanharam nenhuma doença, nenhum escaldão e poucas foram as picadas de mosquito. Não passaram fome, nem sede. Dormiram todas as noites estafadas da felicidade dos dias e carimbaram o passaporte da vida, com o íman das melhores recordações. Voltei a São Tomé sem as duas irmãs, mas quero regressar em breve, com as duas meninas que vieram de uma ilha com muito mundo. E que perceberam que viajar não é sair de casa para entrar num ambiente protegido, feito à medida dos nossos sonhos. Viajar é conhecer outros sítios que se tornam lugares nas nossas vivências, que nos transformam, que nos desafiam a sermos humanos e que nos fazem crescer, mesmo quando já passaram anos desde que de lá partimos. Porque uma viagem é verdadeiramente uma semente e nós só o sabemos quando nos sentimos diferentes. E naquela ilha pequenina, rodeada de mar, aprenderam sem qualquer moral que o pior mal é não puderes ser tudo o que queres.
Só porque ali, puderam ser tudo. Obrigado STP.”

Isabel Saldanha

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BILBAO em casco lento

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O destino final não era Bilbao, mas era um destino por cumprir. Quando era pequenina fui com os meus Pais até San Sebastian, na altura Bilbao era um cidade com uma conotação muito industrial e não me recordo de ter parado lá. Anos mais tarde Bilbao, que é uma cidade riquíssima em património, foi rejuvenescida no mapa e daí ao Guggenheim de Bilbao foi um pulo para que se tornasse paragem obrigatória. De Lisboa a Bilbao ainda passei por Zamora e comi num sítio fabuloso: O restaurante Serafin que tenho que partilhar convosco. Sei que há muito mais referências gastronómicas e que Zamora vale um descritivo rico, como quase todos os “pueblos” e “pueblitos” de Espanha. De uma riqueza patrimonial, arquitectural e gastronómica. Há 6 anos que passo o meu aniversário fora. Nem sempre dá para apanhar aviões e rumar às aguas “calientes” de um Pacífico qualquer, mas dá para carimbar o passaporte do estômago e deixá-lo conduzir-me até a um destino onde sou sempre feliz. Espanha tem o melhor jamon ibérico do mundo, o único mesmo. Só durante esta viagem, devo ter adicionado ao meu perfil de Instagram, umas 25 contas relacionadas com Presunto. Cada um tem as suas taras, o Presunto é uma das minhas. Mas regressando ao que interessa. Bilbao encantou-me, passei aqui uma noite, num hotel anódino mas muito central. O ideal quando se tem pouco tempo para conhecer um destino e se gosta de andar a pé. Não sou fã de corridas mas sou uma “forrest Gump” no campeonato do passo acelerado e adoro tudo o que não nos escapa quando viajamos de rabinho tremido a olhar pela janela. Como tinha que seriar os pontos de interesse comecei pelo Museu Guggenheim, com direito a visita (é insulto só ver algumas coisas por fora) e depois segui para o Casco Viejo, que é o bairro histórico de Bilbao. Espanha é um “bocadinho” maior que Portugal, pelo que a dimensão de um bairro histórico não está reduzida a uma praça central, três ruas paralelas e uma perpendicular comprida. Vale a pena perder umas horas a consumir as ruas, ao passo de um casco velho, sem pressa, com tempo para beber um copo de vinho e atacar uma tapas encostada a um barril qualquer. E foi isso que fiz, com a consciência que fica sempre alguma coisa por ver, algum tinto por beber e um presuntinho por comer:) Próxima paragem Saint Sebástian.

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SAINT EMILION – Um destino imperdível

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A cidade de Saint Emilion foi fundada no século 8 pelo monge Emilion. Saint Emilion é hoje a cidade mais importante da Juridiction de Saint Emilion. Formada por outras 7 cidades , a Juridiction de Saint Emilion foi inscrita na Lista do Patrimonio Mundial da UNESCO em 1999. Esta cidade medieval feita de pedra calcário está rodeada de vinhos e chateâuxs de se perder a cabeça, sobretudo para quem alinha nos desígnios de Baco, que é o meu caso. Sim, não vale trazer aqui malta da água das pedras. Aqui come-se foie gras como quem come tremoços com cerveja e bebe-se vinho, muito vinho. A cidade é um encanto, cheia de ruelas íngremes e túneis escavados na pedra. Não vale viver de passagem é um destino que merece visita e permanência. Os vinhos são caros, muito caros. Os mais baratos num restaurante rondam os 28€ a garrafa de 75cl e arriscam-se a beber um vinho com equivalência do pacote, com que temperamos à pressa lá em casa. Mas aqui é assim, porta sim, porta sim, uma casa de vinhos, as restantes são pastelarias, restaurantes e monumentos. Mas a cidade é para lá de fabulosa, um daqueles pedaços na terra onde nos queremos demorar a ser felizes. E eu diria que é quase impossível não ser feliz aqui. As vistas não deixam a alma ir abaixo. E abaixo são as caves de vinho. Planeiem com antecedência porque o alojamento é caro fora dos Hostels e está sempre cheio. Vim de carro, parei em Zamora para almoçar e dormi em Bilbao, parei em Saint Sebastian no dia seguinte para almoçar e segui viagem até aqui. Foram 1200 Kms de gastronomia e paisagem. Mas do percurso até cá, falarei com detalhe noutras núpcias, hoje é véspera do meu aniversário e tenho um GRAND CRU na minha varanda para celebrar à vida.

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MON PETIT CHATEÂUX

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Há mais de 816 chateâuxs na Região de Saint Emilion. Estes chateâuxs correspondem aos nossos produtores de vinho. Cada um destes “humildes” castelinhos está rodeado de vinhas, numa extensão plana e absurda de verdes, amarelos e vermelhos . As fotografias não fazem justiça à realidade. Estou instalada neste pequeno pedaço de paraíso do século XIX. Faço anos amanhã e também gosto de me sentir princesa. Embora não tenha vindo munida de saiotes:)
Quem me acompanha à algum tempo, sabe que os tempos têm sido sinuosos (não me vem à memória palavra, também ela justa, para o momento que estou a viver). Este chateâux chama-se Grand Barrail e é lindo, absolutamente acolhedor e cheio de detalhes, que nos fazem reviver a época. Ponderamos ficar no centro de Saint Emilion, o destino final desta viagem, mas estava quase tudo cheio e os bons hotéis têm preços proibitivos. Mais vale que sobre para o vinho, pensei:) Do hotel são 4 kms até à cidade medieval, dá para ir a pé, de bicicleta ou de carro. Mas quanto a Saint Emilion, propriamente dito, deixo para o próximo post. Porque é merecedor de uma folha só para si. E agora que desfrutem quase tanto como eu, que escrevo da varanda majestosa deste castelo, enquanto bebo um gin tónico, espero pela chamada das minhas princesas e me perco na paisagem de vinho.

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Anos da Camila

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Tudo começou com um sonho. É assim que começam as melhores coisas.
O aniversário numa autocaravana em direcção à Costa Alentejana. Uma ciganinha feliz com a melhor amiga por companhia, a minha irmã mais velha ao volante e uma costa inteira à nossa espera. Dormimos debaixo das estrelas, acordamos na praia, improvisámos um carbonara no camping gás, sorvemos a madrugada e celebramos tudo: Os teus anos, os teus sonhos, os meus, os nossos e a Vida inteira.
Não posso deixar de agradecer à querida Cristina do Pão, Café & Companhia que nos preparou um picnic de sonho à beira mar. E fez a minha miúda acreditar em unicórnios.
Um beijinho gigante ao pai e ao padrinho que trouxeram a mana mais velha e juntaram-se aos laranjas do pôr do sol. Temos sorte. Mas só temos tanta sorte. Porque temos tanto amor.

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Family time, Always

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Não. Nunca vou deixar de fotografar famílias. Estas sessões enchem-me as medidas. Conheço gente do caraças, que de outra forma não encontraria. Ou se encontrasse, não seria em modo de registo e de partilha. Uma sessão fotográfica é tudo, menos, apenas uma sessão fotográfica. Consumo as pessoas como veículos de experiências, falamos sobre tudo, trocamos agulhas e composições, falamos das nossas famílias e dos nossos futuros. Aprendo em cada conversa, com cada pessoa, sobre cada profissão, visão, destino e ambições. Não há uma sessão fotográfica onde eu não tenha aprendido um bocadinho mais sobre o mundo e as pessoas. É tão inspirador, que às vezes tenho a certeza, que farei de algumas delas, personagens ricas dos meus livros.
E é tão rico que faço de muitas delas amigas para sempre.

*Obrigado Marta. Desejo à vossa família a maior das sortes nesta nova missão e neste novo destino. Em breve farei uma visita:)

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Bora a São Tomé?

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De 22 a 29 de Outubro!
E não pensem que é cena de excursão chata. Nem que eu vou com um microfone a ler folhas soltas no autocarro.
Nada disso. O programa somos nós que o fazemos. Ao nosso ritmo, com a nossa indulgência e a nossa energia.
Com conversa solta, sol, cervejas geladas, caminhadas, conversas locais e muitos mergulhos . Com espaço para cada um desbravar caminhos e conversas, sem terapia de grupo, que não seja a gargalhada solta.
São Tomé é um sonho. E não há nada melhor que ir viver o sonho!
Bora!

Reservas:
paulo.andrade@hbd.com

Captura de ecrã 2016-09-2, às 15.29.56

O programa completo da viagem aqui:
http://isabelsaldanha.com/wp-content/uploads/2016/08/Programa-OmaliIS.pdf
http://www.omalilodge.com/isabelsaldanha/index

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Para as pessoas mais importantes do Mundo

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É assim que o pequeno se faz grande.
É nos detalhes que a alma das coisas se revela. É naquele sussurro na orelha ao acordar, é nos pés que se encaixam nas madrugadas frias, é na tábua de madeira pintada à mão, é no caminho feito de pedras que só pediam uma ordem, é no respeito do que já era bom, é no acarinhar do que já se tem de belo, é na construção humilde sob um pano de fundo trabalhado pela natureza, é no detalhe que dá brilho sem ofuscar, no machado que repousa sem partir, na tábua que se entorta no uso dos cotovelos, é na cabeça baixa que contorna a videira. É na alma grande, de quem acrescenta pequeninas coisas, sem a ambição das coisas maiores.
E são estes sítios, com essas pessoas, nesses detalhes pequeninos, que descubro as coisas grandes em mim.
Os Moinhos de Ovil têm essa magia, esse toque de pó de fada, esse brilho. E nós voltamos de lá mais PAN´s que Peter, deixámos os ganchos na corrente do rio e chegamos a Lisboa com a certeza que ainda temos alma de meninos perdidos. E que voltaremos, as vezes que forem precisas, para nunca nos chegarmos a encontrar.
Só porque a graça da magia, dizem as fadas mais sábias…está no brilho da procura eterna.

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