Sessão Nadia & Família

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Querida Nadia,

Percebi bem as tuas saudades de Portugal. Acho que percebi que gostavas que eles tivessem o mesmo orgulho que tu tens, das tuas raízes.
E adorei que tivéssemos conversado sobre isso. Sobre a Saudade franca. Não é fácil estar longe da nossa primeira morada. Seja em França, na Suíça, em Londres ou na África do sul.
E sei bem, que tudo o que se recria lá fora, não se cria com a mesma expressão com que é cozinhado cá dentro. Também tenho o pai das loiras emigrado e não há dia que passe que não pense que o mundo é injusto, quando afasta famílias, quando nos obriga a ir semear lá fora, sabendo que o tempo não se recupera nos regressos curtos.
Mas os nossos filhos são cidadãos de um mundo maior, que alargamos para eles, para que lá coubesse todo o amor, todos os sonhos e as nossas ambições. Tenho a certeza que vão amar Portugal como se cá tivessem vivido e que vão regressar um dia, fortes, sãos e inteiros para ajudar a fazer deste sonho, que o emigrante leva longe, de levar o nosso País ainda mais além. Obrigado pelos chocolates. Bem melhores os que se fazem por aí.
E venham nos visitar sempre:)

Beijinhos portugueses,
Isabel S

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A bolha dentro da bolha

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Tanta barriguda gira que anda para aí:)* E eu vou conhecendo algumas. É nestas alturas que recordo as minhas barrigas e o nascimento das minhas miúdas.
Parece-me tudo tão distante agora. Há coisas que nem recordo com precisão.
Passa tudo tão rápido.
Olho para elas agora, gigantes, autónomas, opinativas e já pouco lhes encontro o traço dos bebés que foram.
No fundo, todas as mães sabem, que cresçam o que crescerem, haverá sempre espaço que chegue de colo, mesmo que seja sentado:)
Ainda não sinto saudades de ter um bebé. Não sei se alguma vez terei outra vez. Mas conheço de cor a magia única daqueles momentos em que nos entregam nas mãos um filho. Sei o que é a ampliação imediata de um coração, o choque de adrenalina do primeiro toque, o som único dos nossos filhos e a relação que se vai criando, em cada momento de alegria e de cansaço. Desses momentos tenho saudade. A bolha dentro da bolha. A vida que se abre dentro da vida.

*Parabéns Inês & Miguel

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A”braços” com o destino

Estas são as imagens que marcaram esta quinzena de férias. Sem dúvida, melhor vivida e aproveitada, que os anos passados, quando ainda éramos uns pequenos amadores nas joint ventures familiares. Ainda há arestas que carecem de orçamento e afinação para a coisa ser perfeita. Mas como sabemos todos, faltarão sempre, e até há uma certa graça nisso. De qualquer forma, acho que já estamos a ficar prós na gestão da família numerosa em período de férias. Cansa para caraças! Mas também é verdade que lhes ficará na memória estes tempos vividos. E se ainda faço um bocadinho de fita nestes períodos, é porque verdade seja dita, nunca sonhei que a vida me encaminhasse para este destino. Há toda uma aprendizagem por detrás das grandes decisões das nossas vidas. Abracei este projecto de coração, mas às vezes, os braços ainda demoram para se fecharem sobre todas as coisas que não imaginavam ter que abarcar. Sou muito feliz. Mesmo muito. E estas vinte imagens, traduzem a largura com que estico os braços para manter tudo isto que tenho perto de mim.

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Gostei dele como gostei de pouca gente.

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Não gosto de ser repetitiva, mas a verdade é que não tive grande sorte na família que me calhou. Pelo menos, na que não dependeu directamente de mim para a sua constituição. E se calhar (repetindo o verbo) não há forma bonita de se dizer isto: Mas com excepção de alguns parentes, quase tudo não rezará na história, pelo menos, não na minha. Mas há um homem que me marcou profundamente, que lançou as raízes da sua alma dentro da minha e que fez toda a diferença na construção positiva da pessoa que hoje sou: O meu avô.
Gostei dele como gostei de pouca gente. No meio do caos, ele ensinou-me a estruturar as dúvidas, a orgulhar-me das incertezas, a não ter medo de chorar e a fazer cerimónia com a tristeza. Ensinou-me a hierarquizar as dores e a arruma-las sem medo de as tratar por tu. O meu avô era uma pessoa simples, sem a graça das frases feitas, que não fossem feitas apenas por si. O que ele me ensinou, sem me querer ensinar, revela-se em todas as madrugadas do meu dia e em todas as noites que parecem não acabar. Quando a Inês me desafiou para esta sessão, não podia ter ficado mais feliz. Uma neta e uma avó, só pode ser uma narrativa feliz. A sessão aconteceu em Campo de Ourique, no bairro onde a avó trabalhou e viveu grande parte da sua vida. Percorremos a pé as ruas, desde a Igreja do Santo Condestável até ao Jardim da parada. Detivemos-nos nos cruzamentos para abraços e histórias. A Inês pedia a avó que não chorasse a recordar, mas a avó já não tem vergonha das lágrimas que escorrem quando o coração sente. A Inês reconhece na sua avó um pilar, uma mulher de força, uma referência. E como é uma miúda cheia de inteligência e coração, sabe que as pessoas boas da nossa vida se gozam em presença, para fazer durar ainda mais, na nossa memória. A Inês não é daquelas netas que só vê os avós em noites de consoada e dias de celebração. A Inês procura diariamente a avó, e não é apenas no consolo da voz num telefonema distante, é na mãos sobre as suas mãos. Enquanto fotografávamos a Inês revivia as histórias da avó, como quem sabe uma música de cor. A minha assistente estava tão comovida que se virava para limpar as lágrimas. Foi talvez das sessões mais ternurentas que fotografei, e se não tirei 1000 fotografias, foi porque gastei mais de 1000 segundos, para sorver em palavras boas, o que só as imagens mais felizes conseguem traduzir.

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Era uma igual para mim sff

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Disse que não passaria deste Verão, sem uma sessão fotográfica com as minhas filhas da mãe.
Uma parecida às que faço todos os dias a famílias inteiras, a mães com filhas, pais com filhos, avós com netas, casais, noivos e todos os afins deliciosos das nossas uniões. É verdade que tenho toneladas de fotografias das minhas filhas, mas já não é tão verdade, que tenha um acervo composto de fotos com elas. De vez em quando, lá saco uma selfie manhosa de sorriso amarelo, mas o que eu queria era isto, uma tarde espontânea, em que o retrato éramos nós, na nossa relação, com tudo o que lhe cabe e compete de atrito, amor e de equilíbrio.
Quando termino a edição de sessões de família, como esta, da Alexandra e da filha, respiro fundo, fico mesmo feliz quando revejo nas fotografias as expressões. E mesmo quando há pose, o ambiente gerado é suficientemente honesto para pôr a descoberto, até a beleza do que isso tem.
O Verão ainda não acabou, a esperança vem comigo até Setembro, com a vantagem que tenho uma máquina nova, bem maneirinha, que dá para passar para mãos amigas e rezar para que saia bem. Agora, é só esperar que as loiras alinhem em estar uma horinha concentradas, entretidas, embevecidas e divertidas com a mãe. Talvez esteja a ser ambiciosa, mas não podia estar a ser mais honesta, quando olho para estas fotos e repito:
– Era uma igual para mim sff.

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Tenho na memória

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Tenho memória de sentir os meus pés de criança a atravessar a tijoleira molhada à entrada da praça.
Tenho na memória os apertos de mão, dados no pulso, entre os fregueses conhecidos e as vendedoras de peixe.
Tenho na memória as notas que sacudiam escamas à saída dos aventais. Tenho na memória a voz do meu avó a pedir a cabeça do peixe e tudo o que lhe pertencia.
Era pouco mas alta que as bancadas de pedra onde se estendia à faina, os meus olhos contemplavam directos os olhos arregalados dos peixes. Enquanto o meu avó falava, eu espetava os dedos magrinhos no suco gelatinoso dos seus lombos, depois, como uma menina apanhada a fazer asneira, limpava-os à pressa nas calças, para que ninguém descobrisse que era assim que os ia sentindo.
E ainda hoje, quando entro no mercado, aproximo-me das bancadas de pedra, e quando já ninguém olha, resgato a memória do meu avó, tocando sorrateiramente os peixes.
E com o mesmo gosto de criança pequena, na miúda já crescida, limpo-os sempre nas minhas calças.

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Fragmentos de um Verão

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“Férias”, aquela palavra que isolada soa sempre bem, mas férias não são isolamento, são colectivo numeroso, aqui para os meus lados.
Não é fácil, ninguém disse que era fácil, mas todos os anos melhoramos com os erros dos anos que já passaram.
A família ganha nova configuração, acrescem trabalhos, ganha-se em número, empenha-se a liquidez, ganham-se novas rugas, abrem-se velhas garrafas. Aprendemos a dois, que a felicidade a seis só é possível, se contemplar momentos a dois. Aprendemos a requisitar ajuda, apertámos no orçamento, mas ganhamos o direito a um pôr do sol só para nós. Levámos baldes e setas, raquetes e brinquedos velhos do Verão anterior, redobramos o ânimo, olhamo-nos com cumplicidade e brindamos à vida.
Isto é tudo muito fugaz para suspiros demorados, que não sejam no enlaço do torpor, de quem já foi com a palhinha aos açúcares baixos da caipirinha.
Estamos felizes. Se podíamos estar mais?
Talvez, mas a idade tem essa magia, a de amaciar a ansiedade de tudo o que poderia ser, com a alma cheia de tudo o que já é.
Estes são alguns fragmentos do nosso Verão…

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AMOR X3

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Dizem que três é a conta que Deus fez. Eu fiz por baixo e já acho uma equação difícil nos dias em que me falta inspiração.
Mas a Ana parece fluir entre o colectivo ímpar das filhas. Entre o olhar de repreensão à asneira e a ternura profunda no sorriso atrevido das miúdas, há uma mãe e três filhas com um amor honesto e gigante.
Não te conhecia Ana, nem às miúdas. E achei-vos muito sãs e muito verdadeiras. Uma família desembaraçada com a cumplicidade certa entre a liberdade, a ordem, a desordem e o amor. Foi uma sessão fotográfica, mas nem isso pareceu, as fotografias recordam-em uma manhã passada na praia a brincar com amigas e pequeninas e a tomar café com uma amiga grande. E é assim que vos vou recordar.

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ESTADOS DE ALMA

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As loiras continuam no campo de férias a milhas de Lisboa, felizes da vida, a fazerem frete bom para virem ao telefone dizer à mãe o quanto se estão a divertir.
A mãe também não está nada mal, verdade seja dita.
Com tempinho bom para ir ao ginásio a horas malcriadas, escapadelas de praia, jantares prolongados, sapatos na sala, cinzeiros no escritório, livros nas cadeiras da cozinha e copitos de pé alto em filinha indiana na bancada. As pessoas perguntam-me se me estou a aguentar, eu respondo que estou a VIVER.
Deixei-as bem entregues, radiantes com a ideia de passarem duas semanas no meio da montanha, com roupa coçada dos verões passados, ténis usados, sacos cama e lanternas. Já tive a mesma idade e a mesma vontade. Tinha uma mãe bastante menos liberal, bastante mais protectora. E apesar de sermos 4 irmãs, um colectivo tipo gangue, fazia lhe alguma aflição a distância, esse caminho menos percorrido, por quem teme o que não conhece.
Uma vez numa entrevista perguntaram-me se ao educar as minhas filhas, me lembrava da educação que a minha mãe me tinha dado, e se o que fazia vinha em continuidade, ou por “boa” rebeldia” em contraste. Nunca tinha pensado a fundo nisso, confesso.
Sou mãe por intuição, sigo as indicações do meu coração e tenho uma certa fé, em acreditar, que o meu bom senso e a chata da minha mãe, tiveram o seu contributo na minha forma de estar e de ser, mesmo no capitulo por vezes nebuloso da maternidade. A vida dar-me à as respostas e eu farei, como tenho feito até agora, os devidos ajustes. Uma coisa é certa, passaram 72 horas de campo de férias e ambas sentimos o mesmo. <3

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Uma Grávida como eu:)

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Quando estava grávida, quer da Caetana, quer da Camila, passava a vida a ouvir vozes alheias a dizer o quanto era irrequieta. Que isso fazia mal às miúdas, que ia vezes demais ao ginásio, que corria sem pensar no peso da barriga, que trabalhava fora de ritmo, que dormia pouco, comia mal e tantas outras coisas, que só as grávidas ouvem, quando já não querem ouvir mais nada. Felizmente, escolhi um médico descomplicado e competente, que acredita que o corpo dá o sinal dos seus limites e que me deixava tranquila a ser, só o que eu era. Não me condicionei em nenhuma das gravidezes, primeiro porque, graças a Deus, não tive que o fazer, segundo, porque me sentia tão bem e tão feliz, que tinha uma espécie de energia redobrada, potenciada pela miúda dentro de mim.
A Mariana ( a grávida desta sessão) fez me lembrar de mim, não parava quieta, não se condicionava, falava como se não houvesse amanhã e transpirava energia por todos os poros da pele. O marido ria-se, quem ama sabe, quem ama conhece e quem ama não mexe.
Tenho a certeza que o vosso filho também vai ser resultado da forma como souberam viver este tempo.
Venha dai um príncipe com o mesmo desembaraço dessa mãe rainha.

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