Coisas boas de Mãe

A última vez que fui mãe, em verbo imediato e parido, foi há 9 anos. E já só tenho algumas memórias da minha gravidez.
Foi tudo tão desejado e depois tão tranquilo, que nem os pontos que não levei, me ajudam a recordar, o preciso momento em que as minhas filhas saíram da minha barriga para o meu colo. Tenho reminiscências de um ternura desmedida, da vontade que tinha de lhes conhecer as feições e de um “cagaço” sincero de tudo o que ia mudar, a minha vida, o meu corpo, o meu destino. A minha irmã está neste momento no hospital para ter a Maria da Luz.
É nestas alturas que recordo as minhas barrigas e o nascimento das minhas miúdas.
Parece-me tudo tão distante agora. Há coisas que nem recordo com precisão. Passa tudo tão rápido.
Olho para elas agora, gigantes, autónomas, opinativas e já pouco lhes encontro o traço dos bebés que foram.
No fundo, todas as mães sabem, que cresçam o que crescerem, haverá sempre espaço que chegue de colo, mesmo que seja sentado:)
Ainda não sinto saudades de ter um bebé. Não sei se alguma vez terei outra vez. Mas conheço de cor a magia única daqueles momentos em que nos entregam nas mãos um filho. Sei o que é a ampliação imediata de um coração, o choque de adrenalina do primeiro toque, o som único dos nossos filhos e a relação que se vai criando, em cada momento de alegria e de cansaço. Desses momentos tenho saudade. A bolha dentro da bolha. A vida que se abre dentro da vida.

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A EXIGENTE ARTE DO SORRIR

Tenho muito medo dos termos que roçam os extremos dos conceitos.
Tenho o mesmo cagaço em relação às certezas absolutas e às dúvidas permanentes
Mas há uma certeza que eu tenho: Ser mulher é bem mais exigente que ser homem. E sim, sou uma feminista no sentido mais “viril” da palavra.
E quando oiço algumas pessoas dizer, que as coisas mudaram muito e que o que não falta são mulheres, mais precisamente: Pequenas burguesas a queixarem-se do alto dos seus pequenos redutos. Fico pasmada.
Porque é revelador da dimensão da bolha que nos encerra. E nesses pequenos redutos, o que há em luxo, escasseia em oxigênio. Mas não é desse segmento de mulheres, dessa minoria bafejada pela sorte das grandes heranças ou dos bons casamentos, que quero falar. Seria cliché pressegui-las como bruxas, quando (quem me dera a mim) ter nascido com uns quantos T´s para pôr a arrendar. E mesmo esse pressuposto de conforto, pressupôe trabalho na sua manutenção. O conforto financeiro não é colo certeiro. E tenho algumas amigas que vivem com uma inteligência do caraças no conforto da sua bolha.
E há muita bolha que vive à espera de ser rebentada. E há uma maioria gigante que nem vive em bolhas, nem sopra bolhas há anos sem fim.
Eu estou naquele limbo intermédio superior, moro numa casa pequenina, num bairro familiar, com as minhas filhas e tenho a ajuda preciosa da Fátima, que vem a minha casa, umas horas por dia, nas semanas que as loiras coabitam. O dinheiro que ganho troco por experiências de vida. Não vivo com luxo, para me puder dar ao luxo das coisas que gosto. São as minhas opções. A minha Fátima é cabo verdiana e mãe de três rapazes, levanta-se às 5h30 da manhã e vai directa para o Colombo limpar as casas de banho. Nunca fez compras no Colombo. Segue para as quatro casas, que esgrima com a mestria de quem sabe, que cada uma delas representa a parcela necessária para compor o frágil puzzle do orçamento familiar. Apanha 6 autocarros por dia, passa 3 horas em transportes e 11 a trabalhar. Não vê as mochilas dos filhos quando chega a casa e tem uma pálida ideia do que andam a estudar. Quando chega a casa, faz panelas grandes de comida, para garantir, que sobra o suficiente, para se algum dos rapazes regressar para almoçar. E cozinha cá em casa para eu poder trabalhar. Sempre que trabalho em casa, almoçamos juntas e falamos de coisas triviais e de coisas vida: do trabalho, dos filhos e dos nossos problemas. E mesmo com um abismo de diferença, que não consigo amputar, há entre nós, uma conversa honesta, limpa, entre duas mulheres que trabalham para se sustentar. Ingenuidade a minha, se tentasse disfarçar quem sou, a quem arruma todos os dias os desperdícios de mim.
E quando eu estou no computador a sonhar com a próxima viagem, a Fátima está a pensar se alguma vez, conseguirá levar os filhos à terra que os viu nascer. Não se dão ao luxo da categoria dos sonhos, disse-me ela um dia, sem qualquer rancor.
Há uma ambiguidade gigante entre os nossos sonhos, uma disparidade absurda na forma como sorvemos a vida, e o espaço, o tempo consagrado ao lazer, ao prazer e ao casuístico. Mas no cerne do ser mulher, as nossas dores assemelham-se e os nossos sonhos para os nossos filhos, são iguais. Tenho a certeza que há um certo consolo mútuo nessa partilha.
A presença da Fátima é uma lição diária, nunca a vi senão a sorrir.
Não há que ter vergonha do que se tem, mesmo quando pouco se fez para receber, só deve haver vergonha no “ser”. Quando o ser não é honesto, quando os sonhos não são limpos e a inveja é uma tempestade interior.
Do que sei, daquilo que tenho agora, não vou conseguir deixar às loiras património material. O que lhes deixo é imaterial e a esperança que que saibam ter a força, a resiliência e a força da Fátima. E que vivam com a consciência de que há, na sua condição privilegiada uma gratidão para vingar em actos. E que não há verbo ter que valha o ser.
Quando a Fátima me vê há horas sem comer, sem que lhe peça, ela traz-me uma tijela de sopa aquecida para a frente do computador. Às vezes, eu queria muito rebentar a bolha da Fátima, mas a Fátima não quer viver no meu T2.
Perguntei-lhe na semana passada se ela achava que eu era rica e ela respondeu-me a rir:
– Então não é Isabel? Nunca a vi senão a sorrir.

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“És a minha praia”

Não foi à toa que me apaixonei.
Não é só por saudade que quero voltar.
Nem me interessa que o Mundo se diga tão grande, porque o que nos marca sempre, são os lugares que sabendo da nossa pequenez, nos fazem enormes.
São as terras e as pessoas que nos amplificam.
Esses devem ser os nossos lugares no mundo.
Se tivermos muita sorte: Morada.















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Cresceste? Azar.

Há coisas para que a vida não me preparou.

Enfim, isto de ver os amigos espetarem-se, os conhecidos esbarrarem-se e os familiares viverem não nos “credita” para a vida. E o conhecimento empírico nem sempre observa atentamente tudo o que atentamente se observa. Nessa perspectiva pouca esclarecedora da vida, casei, na mesma perspectiva separei-me. O mesmo me sucedeu quando fui mãe, com a diferença que advogava saber mais de relações quando me enlacei, mas era reconhecidamente ignorante quando engravidei. E que falta me fez o empoderamento científico de alguns temas. Que o bom senso é uma escala informal, e não há ser humano que não se sinta no topo piramidal. Ainda hoje, sinto que é no patamar da educação das minhas filhas que gravita o maior buraco negro das minhas inquietações. Mas siga. Lancei o dado e avancei mais umas casas. Mas a vida não simplifica e com o passar do tempo, a trama adensa-se, como nas melhores novelas. Se já era difícil educar a tempo inteiro, passa a ser um desafio ainda maior, educar duas crianças, que passam a viver em casa dos progenitores, com intervalos de uma semana. É que se a mãe se tenta capitalizar pessoal e profissionalmente nesse período,  diminuindo a carga do heterónimo “mãe”, as crianças reclamam e com legitimo direito, o seu inquestionável e permanente papel de filhas. E isto ainda pode ser bem mais complicado, mas vamos pressupor (o que não é, infelizmente, a regra) que se tenha com o progenitor do outro lado da barricada uma boa relação, que permita concertar sem medo estratégias de educação. E não é só para saber o valor da fada dos dentes. Que eu percebi pela Camila que os dentes não caiam lá em casa, porque o pai pagava  dez vezes mais do que eu. E quando achamos que aprendemos a remar, eis que as partes partilhadas, achando-se consolidadas, se tornam a apaixonar. E entra no faroeste familiar, os outros, os filhos dos outros e tantas outras questões, que se fosse humanamente plausível fazer “reset”  ia directa para o Erasmus outra vez e só largava a pílula aos 53. E agora como é? Começas a conhecer o outro que se apresenta, e tudo o que ele traz consigo, que em nada te esclarece sobre o que já tens. E com outro, vêm os outros do outro e as outras, a ex do outro. E do outro lado da barricada, vem a outra, as outras, os outros e toda uma corte de antepassados e seres vivos. E quando te dás conta, percebes que o guião que tinhas para a vida era curto para tanto papel. O conhecimento empírico aconselha: Prossegue e aceita, que passado não é maleita e bagagem já tu tens. Mas os braços não esticam, a imaginação patina, são peritagens constantes, pequenos incidentes, raivas entre os dentes, a diplomacia fraqueja, surgem múltiplas questões e a filharada necessitada que não pode ser confrontada, com o facto de (também tu) estares a crescer.

E quando achávamos que íamos finalmente entrar na idade do pacífico, levamos uma das maiores amonas atlânticas.

E eu que fiz pouca praia este ano, vejo-me a rebolar nas ondas, a colher corais com os dentes, a esfregar-me nas rochas, a devorar areia com as entranhas do corpo. E oiço gritar o bom senso: – Flutua! flutua! E eu hesito muito, porque há uma certa sedução neste arrasto, não me debato, já nem sei se estou a respirar. Caraças para a corrente que não é suficientemente forte para nos por a milhas. É mais um agueiro circular, que nos tira o ar, nos enche de areia e nos faz marear. Invariavelmente acordas, na mesma praia onde te foste afogar, e a vida retoma a sua ironia e o compasso circular.

E ouves o conhecimento empírico soletrar:

Cresceste? Azar.    


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#MÃEDASFILHAS

Era tudo tão loiro e tão fácil:)
Até me dá vontade de rir, só de pensar no que me queixava de barriga cheia.
Duas criaturas impecáveis, que dormiam um sono acima do justo, relativamente autónomas, dentro da fragilidade própria da idade e sempre mega sociáveis. Ainda estamos no arranque das aulas e eu não me devia queixar…eu sei…até porque estas fotografias antigas, foram tiradas no Meco nas férias de Verão de 20…e o sol brilhava para nós como se fosse mesmo, só para nós.
E a vida não é um Verão eterno, só mais comprido, a adivinhar pelas temperaturas. Mas engana, porque apetece prolongar o espírito da coisa e a rotina impõe-se implacável. Devia fazer tanta coisa que adio. Faço tanta coisa que podia adiar. Se pudesse começava por sacudir esta capa de culpa, que se cola às mães como uma segunda pele, parece aquele humidade dos trópicos que nos escorrega pelas entranhas.
Até ser mãe era mais ligeira. Amplifiquei-me emocionalmente, mas pesa-me sempre, o peso das coisas por fazer. Coisas que eu sei de cor…como faria. Estão lá na lista dos to do´s, agarradas com um post it ao coração.
É por isso que suspiro pelo meu tempo, na minha semana com elas, da mesma forma que suspiro de saudade na minha semana sem elas. De uma certa forma, tenho a minha rotina emocional assegurada nesta montanha russa da custódia partilhada. Lamento pouco enquanto me faço à vida dos dias, mas sabe bem este bater de tecla, como quem bate um papo. Não somos assim tão diferentes, gosto deste lado da humanidade que não se envergonha de viver no limbo da imperfeição. Dá-me até, uma certa ternura, a forma como acusamos o que negligenciamos. Não sei onde estão as boas mães, mas sei que é nesse intervalo de gente, que estão as mulheres verdadeiras.

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A MINHA ALFAMA EM ÁFRICA

Recebo quase todos os dias pedidos de informação de São Tomé, como se eu fosse uma espécie de consulado.
Não me incomoda. E dentro do meu tempo curto, tento responder ou encaminhar os pedidos.
Estive lá este ano com as minhas loiras, numa viagem para lá de inesquecível. Um somatório de coisas boas: a revisitação dos meus lugares, das minhas pessoas, a oportunidade de as fazer regressar com outra idade, a um destino que não tendo um carácter pedagógico, tem tudo para ensaboar a alma.
Hei-de regressar todos os anos, se Deus quiser. Digo sempre isto, para reforçar a vontade que tenho que se concretize. São Tomé é a minha Alfama em África. A terra agarrou-me mesmo, e sinto saudades sinceras, como se de uma forma estranha, tivesse vivido lá uma infância feliz.
Partilho aqui, com vocês algumas fotografias que tirei da segunda vez que lá fui. Fotografias que ainda não tinha partilhado e que fico a lamber no ecrã como uma goma visual:) Que sítio do caraças. Que saudade sã!

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#asminhasfamílias

As minhas famílias são melhores que as tuas:)
Hoje é sexta, as minhas miúdas regressam à casa da mãe. Tramada, esta aprendizagem, entre o gozo da Liberdade e o Aperto da Saudade. Tento não me queixar, porque acho mesmo, que tenho pouco direito. Que aprendi a rachar o tempo em duas metades deliciosas e porque sei que quando não estão comigo, estão no colo enorme do pai. Quando não aguento, rapto-as do colégio, da mesma forma que as “devolvo” ao pai quando preciso de um intervalo de descanso. São miúdas, densas, inteiras. Não carregam qualquer fracção de trauma dentro. De uma forma quase intuitiva, soubemos fazer as coisas bem. Não é fácil, não é automático e não é limpo. Dá trabalho. Amar bem dá muito trabalho. Neste processo todo de conquista de liberdade e amor, reencontramo-nos como uma família.
E isso é a nossa unidade de partida e o nosso melhor fim.
Querida Lena. Uma delícia esta tua família.

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AS MINHAS FAMÍLIAS

Tenho tanto trabalho para partilhar. Tantas famílias giras, no sentido mais prático do termo, com quem me ri a fotografar.Tanta fotografia tirada no meio de um diálogo, como se fossemos todos velhos amigos. E quero muito partilhar aqui, algumas das pessoas fabulosas que tenho conhecido e que têm recheado os meus dias de trabalho, com notas potentes de simpatia. Já repeti 1000 vezes que adoro o que faço. Mas vou tornar-me irremediavelmente repetitiva na expressão. E é muito curioso que ainda hoje tenho pessoas que me perguntam se fotografo famílias. Fotografo a minha e a dos outros. E aqui está um trabalho que não vou deixar de fazer, só quando as articulações do riso não doerem tanto de bom, como as dos metacarpos e carpos das minhas mãos.
Um beijinho especial à minha Margarete. A estrelinha brilhante de Alcochete nesta sessão.

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H&M & Filhasdamãe

Gomas e H&M, estão no mesmo patamar para as minhas loiras. Por isso, imaginem a alegria que foi, quando acordaram e qual “véspera de Natal” tinham dois mega sacos com os seus nomes escritos. Sacos esses que trouxe da H&M. Aqui a mãe fica feliz porque para além de adorar, poupou 20% nestes kits deliciosos para o arranque das aulas e já não tem dores de cabeça antecipada, de as ver em histeria a desarrumar o Armário, enquanto se preparam para o debute escolar. As filhas da mãe, não são as criaturas mais vaidosas, são descontraídas, adoram andar descalças, gostam de meter os pés na lama, comer fruta dos pomares, roubar maçarocas de milho, fazer amigos como areais, trepar muros, árvores e pescoços, mas são miúdas iguais às outras. Acusam as saudades dos amigos, de uma certa rotina e querem entrar na escola como quem entra num dos maiores palcos da vida! Por isso obrigado pelo empurrão H&M! Venha daí esse arranque. Estamos kitadas para a ante estreia e já estamos a piscar o olho à positiva a matemática!
A saber: A H&M está com 20% de desconto em artigos de criança em compras iguais ou superiores a 40€ até 17 de setembro.

#filhasdamãe #HMregressoàsaulas #hm #sponsored

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O “VALOR” DOS TEMPOS LIVRES.

O que andamos a fazer para que elas não andem sempre nisto:

No ano passado estava com as crianças pelos cabelos.
Estava há dois anos sozinha, a tomar conta das duas, enquanto o pai se fazia à vida nas Áfricas. Tudo o que eu queria era um tempo, mais que merecido, para mim. A hipótese de um ATL em Lisboa, não estava sequer em equação. Queria uma coisa longe, longe, longe. Um campo de férias na montanha, para lá da montanha, onde elas se divertissem a subir eucaliptos, enquanto eu alinhava os chakras e cuidava de mim.

Encontrei esta coisa deliciosa chamada Diverlanhoso, lá para os lados da Póvoa do Lanhoso. E que reunia basicamente tudo o que eu queria: Actividades radicais na floresta, acampamento, programas de duas semanas, tudo incluido, pouco contacto com os progenitores. O valor é elevado são 279€ por semana/por criança. Mas eles dormem lá, lá longe, para lá da montanha. E adoram! Informei-me e aconselhei-me o quanto baste, para saber que já funcionam há uns anos e que são bastante bons no que fazem. O parque é absolutamente soberbo e os miúdos dormem em abrigos de madeira tipo flintstones. O senão é que é preciso levá-los lá e ir buscá-los. E se partirmos de Lisboa são umas horitas de caminho. Mas aproveitei e quando as fui levar fiquei lá a passar um fim de semana num Hotel rural muito simpático – http://www.mariadafonte.com/pt/Homepage.aspx .
Na volta fiz o mesmo. E quinzes dias depois, as loiras estavam inteiras e felizes. Tudo o que mais queriam era comer pão com marmelada ao pequeno almoço e uma caneca de leite, coisa que nunca comem em casa.
Este ano voltaram a pedir, mas o pai está de volta, o budget está mais apertado e tivemos que nos aviar pelas imediações.

Não queria coloca-las nos campos de férias da escola, porque acho que elas devem fazer uma pausa. Não tardam estão de volta, é bom que não se cansem. As primeiras semanas foram para a Junta de Freguesia da Estrela. Pelo valor de 70€ por criança têm direito a uma panóplia de actividades, que nem os progenitores mais criativos, conseguiam superar. Ainda lhes dão almoço e só regressam às 18h30, já estafadas, prontas para um banho e um sono justo. O único senão é que são 7 cães a um osso e convém ser dos primeiros a chegar ao guichet da junta. Só conseguimos duas semanas, para o ano vão dois meses seguidos, até vomitarem autocarros:)
Informem-se, todas as juntas têm campo/praia, nem todas serão fabulosas e mega dinâmicas, mas são quase todas muito acessíveis.

Acabado o tempo dos autocarros, ainda havia uma semana para preencher, antes do ATL do surf. Já tinha ouvido falar dos Inventors. E o raio do projecto, passava a vida a aparecer-me como sugestão no facebook. E ainda bem , porque fui espreitar e adorei o conceito. Uma semana no ISCTE a inventarem coisas, longe dos quilos de areia da praia, dos eczemas e daqueles cremes protectores que só saem à terceira esfrega. Uma semana a criarem coisas, a programarem, com martelos, cabos, fios e muita imaginação posta em cima de cada mesa. Um programa diferente que põe a criatividade na ordem do dia.
E de repente, saídas de uma praia fluvial, de um autocarro de junta, já queriam ser inventoras. Tudo o que se quer!
O valor é de 174€ (com almoço incluído). Também não é de graça. Mas até trazem para casa comandos de televisão. Enfim…está dentro da média dos preços praticados e é uma excelente opção.

E agora que ainda estamos a 20 de Julho, elas estão em Carcavelos numa escola de surf. Já não são radicais, nem excursionistas, nem inventoras, agora são duas surfistinhas radicais, que todos os dias me pedem para ir à Decathlon comprar uma prancha de Surf.


http://www.angelsurfschool.com/?gclid=CNDXk-GjmNUCFQUW0wod7esIWg

E por agora basta. Que contas feitas em semanas de ATL’s já lá vão 1.128 €. E as aulas só começam lá para a segunda quinzena de Setembro. Pode ser que até lá ainda consiga adotar uns avós:)

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