Manuais Escolares, outro filme.

 

Mães e Pais, Exmos Senhores e Senhoras, Encarregados de educação,

Sei que quem não está ainda a banhos, a banhos vai. Também sei que o espírito de férias já contaminou de forma desejável a produtividade, que o trânsito começa finalmente a dissipar das cidades para as auto-estradas e o frigorifico pode finalmente ficar vazio, sem o pânico da prole com fome.
Mas em Setembro as aulas começam. O que ainda não parece um alívio, na devida altura, será. Mas antes do aclamado regresso às aulas e do pânico da lista de material, que se tem que “materializar” todos os anos, em grandes sacos e avultadas somas, há uma questão, os Livros.
E não falo apenas, dos obrigatórios do Plano nacional de leitura, que eu sou frequentadora assídua das lojas Fnac e para mim, isso é passeio. Falo dos livros escolares que temos que encomendar, para os nossos filhos não terem desculpa de entrarem em atraso. Coisa que cá em casa, caia já que nem ginjas: – Porque a mãe…..Nem pensem. Os pais já têm a lista de livros na mão, agora o processo é fácil e ágil. Aliás, verdadeiramente fácil, nem precisam de andar com o papel atrás,como no antigamente, quando corríamos as papelarias com a mão dada às mães. Para encomendar os livros escolares, basta ir ao site da FNAC, livros escolares, colocar o ano que o vosso filho frequenta e seleccionar a escola. Aparece logo a lista dos manuais adoptados pela escola!
Depois é validar, se querem o pacote todo, ou se apenas precisam de alguns e encomendar. Podem pagar a 4 prestações (sem juros a partir de 150€), descontos de 20% e levantar em loja, ou pedir que entreguem em casa, sem qualquer custo. Não há massagem, mas para o ano, quem sabe, acrescentam. Querem coisa mais prática? Não conheço, só se houver explicações de matemática gratuitas ao domícilio. Agora é tratar ja deste assunto e dar andamento às férias. Agora é só clicar aqui e despachar assunto.

E pode fazê-lo num ápice no site da FNAC.

 

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TEENS

Na senda das pré adolescentes, aqui vai uma amostra da colecção que fotografei para a Antimilk. Já vai um tempinho. Estas miúdas giras já devem votar.:)
O fim de semana também está à porta, as loiras vão para o colo do pai e eu vou para o colo do Pedro para a frente da lareira.
Os astros não podiam estar mais alinhados, mesmo com o seu “q” de acne e saudosismo.
Bom fim de semana!

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Pés para que te quero.

Se há sessões fotográficas difíceis para mim, são as sessões fotográficas de sapatos. A descentralização do rosto para as pernas interfere logo com o meu ângulo habitual de visão e de autor. E acreditem que eu não sou daquelas pessoas esquisitas, tipo a minha irmã mais velha, que não gosta de pés. Eu adoro. Adoro tudo nos pés. Além de susterem o corpo, há poucas sensações, tão elevatórias para mim, como uma foot massage. Estranhamente, não gosto de andar descalça em casa, mas adoro andar descalça na rua, então sob o alcatrão aquecido é do melhor que há. Para facilitar a minha integração no bairro novo onde moro ando sempre calçada:) Reservo a palma preta do pé para as aventuras do gang. Enquanto fotógrafa, franzo o meu nariz às sessões em que os pés ganham aos rostos e as pernas suplantam os braços. E mesmo quando gosto do resultado final (esta colecção é do ano passado) há sempre um trabalho gigante e detalhado de pós produção, que passa por acetinar a pele das modelos e tornar tudo brilhante e bonito. Já trabalho com a equipa desta marca há uns anos o que facilita em tudo. Eles já sabem que fico sempre resmungona nas sessões, em que não entro a pés juntos, e que até ver a primeira foto a sair do forno, sou mais desconfiada que Ganso de quinta. Depois no final o resultado é sempre superado, mesmo que continue a resmungar que não volto a fazer aquilo outra vez. Já uma foot massage…era tão bem vinda…

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MIX & MATCH

Vamos lá mostrar trabalho do bom. Com pessoas do bem, com marcas das boas.
E o vermelho é cor que gosto. Deixo as tendências para a minha grande amiga Elsa que domina a arte. Deixo o styling para a Cátia que se entregou a desfilar pelo Chiado com um frio de rachar e uma timidez que achei verdadeiramente sincera e deliciosa. E eu fico-me pela objectiva, na sombra da pequena máquina a disparar brilho.

* Cátia Dias from Style it Up
Shooting for NUDE

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PIPAs de gente boa

Com este gosto desmesurado para a escrita e com os posts longos que escrevo, imagino que seja difícil para quem aqui chega, discernir com precisão o que faço.
Sou fotógrafa. Adoro escrever. Escrevo porque não consigo deixar de o fazer. E fotografo porque também não consigo deixar a máquina quieta. Faço fotografias com pessoas, o meu elemento, seja em publicidade, catálogos, editoriais de moda, foto reportagens e sessões de família. E gosto particularmente destas sessões em família porque as pessoas são repositórios de histórias. Sou faladora e gosto de conhecer as pessoas que me procuram. Uma sessão nunca é para mim apenas um somatório de captação de imagens e momentos felizes, gosto de “cuscar” os que as faz felizes. Gosto de saber o que fazem, por onde andaram e por onde pensam andar num futuro. E quem sabe declinar parte das histórias que oiço em textos e saber que uma sessão rende muito além da fotografia, a narrativa que se constrói e a amizade que se ganha. Sim, fotografo famílias e pessoas e adoro. E basta enviar um email para marcarmos uma sessão: isabel@isabelsaldanha.com.
Sei que não tenho uma agenda fácil. Mas já dizia o meu avô, se queres alguma coisa feita, pede a quem não tem tempo.

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Verdadeiramente fácil.

Não queria deixar de partilhar estas fotografias que tirámos para a revista CARAS. Parece fácil, porque é verdadeiramente fácil fotografar quem se gosta, muito.
E sim, nós temos aquela cumplicidade que é anterior ao disparo e a máquina é uma mera testemunha ocular do momento.
E ajuda que a miúda seja gira para caraças (ela não gosta que eu escreva isto).
Mas a tua fotogenia vem de dentro e isso sente-se em cada fotografia.

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Ai Cristina, a humanidade nunca será um parto fácil

Ontem saiu mais uma capa da Cristina. Na capa aparece uma mulher mega sofisticada que é na verdade o Tiago, uma Drag queen, conhecido pelo nome artístico de Stefani Duvet. A capa entendida sempre como uma provocação caiu na boca do mundo. Por uns elevada, por outros insultada. Sempre no mesmo balanço caótico dos liberais vs conservadores. Todos treinadores de bancada cheios de epítetos de bons costumes e elevada moral. Eu adorei a capa, Cristina. Está linda, acima de qualquer considerando ou juízo.
Sei que há um lado romântico em mim que não entende que em 2018 seja provocatório colocar um casal LGBT na capa de uma revista ou uma drag queen ou um casal inter-racial.
Dá me uma vergonha que ferve quando leio os comentários das pessoas.
Quem são, caraças? Quem é são essas pessoas, esculpidas a ódio, moralistas de pé-coxinho, carrascos da santa inquisição? Tenho me esforçado para educar as minhas filhas, para que elas aceitem, promovam e defendam o direito à diferença até que tudo se dilua num mantra perfeito de igualdade e respeito. Temos que sonhar, senão não vamos lá chegar. Não permito, e não permitirei, no que de mim depender, que à minha frente e das minhas filhas, se pronunciem comentários xenófobos, homofóbicos ou racistas. Atitudes, ainda menos. E não faço apenas, porque tenho aquele medo: “não vá ter eu uma surpresa”. Faço-o porque no meu quadro de valores a Liberdade está no escalão mais alto. Há uma frase de um filme do Almodóvar que costumo repetir muitas vezes, quando alguém, numa conversa da treta, comenta que “alguém fez uma plástica” ou que “não parece natural” ou declinações do género.
“As pessoas são tão mais verdadeiras quanto mais se aproximam daquilo que sonham ser”.
Parabéns mais uma vez Cristina. Por que sabes que o alcance da tua voz permite amplificar estes temas. Doa a quem doer.
Basta estar cá para saber, que a humanidade nunca será um parto fácil.

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As minhas loiras piolhosas e os meus livros

Gosto da imagem baliza, porque imagino logo os sonhos a serem atirados com a força de um pontapé. E adoro estas fotografias que tirei em São Tomé porque adoro retratar da vida e tenho saudades dessa dimensão no meu trabalho fotográfico e prometi a mim mesma que este ano vou trabalhar esta vertente.
Espero que tenham escrito as vossas resoluções para 2018, e espero sinceramente, que tenham acordado no dia 1 com a ressaca de um bom vinho e aquela angústia da folha em branco, porque antes de um grande passo há sempre um enorme cagaço. Sem esse nervo apertado, não há combustível que chegue para acelerar um sonho. Não acredito em mudanças que não fazem suar a alma. Eu já escrevi os meus. Foram modestos, não sonhei muito grande, porque me quero fazer em parcelas pequeninas e há sonhos que ando a preguiçar dentro de mim. Podia perder-me me metáforas só a olhar para estas imagens. E se quisesse ser ainda mais inteligente, não apenas romântica e poética, reparava que há na ausência de conforto uma Liberdade imensa. Tão intensa, que até fere, porque em nada confere a esfera que nos habita. Não se pode ir buscar o pé descalço numa quinzena bem passada no golfo da Guiné e aterrar na Europa cheios de tiques de um pequeno burguês. Tenho um inquilino hippie dentro de mim. Nascesse eu outra vez (que é frase que não gosto) e estava bem acampada numa auto-caravana, rodeada das minhas loiras piolhosas e dos meus livros. Haveria de escrever uma história por cada sítio que passasse, de cada gente boa que conhecesse, de cada fogueira montada, de cada estrela cadente, sem a decadente cadência da rotina apertada. Viveria apenas de histórias e para histórias. Esse é um pontapé que vou dar com força na minha baliza. Nem que sejam preciso mais 6 pés, nem que seja necessário formar um gang e nem que o tenha que chamar pé preto. E nunca irei ser apenas a inquilina de um sonho, hei de ser a hippie desconsertada que o governa e guia.

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ALL I WANT FOR CHRISTMAS…

Não querendo ser nem populista, nem popular, nem viver nas antípodas da sociedade ocidental, nem estragar a consciência aqueles que repetem para si mesmos que este Natal vai ser diferente, mas que não aguentam ter um árvore vazia, nem a azia das crianças a olhar para a árvore, o Natal é um excesso. Podemos amaciar a consciência como quisermos, podemos até, espantem-se, decidir não pensar nisso, mas se pensarmos em consciência, devemos agir como tal.
Não sou taliban, consumo, compro acima do que devia, dou alguns presentes às minhas filhas fora de época, e não é apenas para agraciar um comportamento bom,ou uma nota elevada, às vezes até é para diluir um mau. Faço muitas vezes o contrário do que acredito, mesmo tendo uma pauta de valores absolutos na minha consciência de mãe. Dá trabalho levar uma vida de acordo com o que se acredita. É uma maré lixada de se remar contra. As nossas crianças têm de mais. Damos demais.
Numa sociedade que alimentamos de forma descontrolada, somos inevitavelmente empurrados para as coisas, as milhares de coisas sem as quais o homem moderno não é verdadeiramente feliz. E depois levamos com os estímulos bipolares das redes, as frases feitas, a filosofia pinterest e toda aquela metafísica de algibeira que manda praticar o desapego. E nós ficamos mais divididos que uma batata assada com um murro bem dado. Pois bem, eu não sou melhor, mas tento.
Ajuda que não seja a rainha da última novidade, dá uma mão grande, o facto de abominar centros comerciais e ajuda-me mais ainda, o facto de ter uma sensação claustrofóbica em grandes aglomerados populacionais. O que eu gosto mesmo é de pessoas de alma cheia, viagens, livros, música e comida, sendo que dentro da comida tenho uma clara preferência por queijos, enchidos e vinhos. Mas antes de me sentar ao colo do pai natal, quero partilhar com vocês o que vou dar às minhas filhas este natal. Duas singelas embalagens para desembrulhar, uma para cada uma, e uma em comum: Uma viagem para as três. As duas embalagens individuais são objectos de decoração para construirem para o seu quarto e inclui tubos de cola, as fitas, os acrílicos e tudo o que é necessário para se entreterem, enquanto contribuem para melhorar o aspecto da casa onde moram. Nunca mais darei presentes que potenciem apenas o bem e o gozo individual (à excepção dos livros), e mesmo esses, são passíveis de partilhar. Acabou-se o amontoado de plástico e purpurinas que reinam por micro segundos até que venha uma embalagem maior.
O que receberão dos restantes familiares é com eles, não imponho a minha filosofia a ninguém.
Mas de mim levarão embrulhados os valores em que acredito.

*Fotografias tiradas na viagem deste ano a São Tomé

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